Protocolo básico para melhoria da memória e prevenção do Alzheimer

Acabei de ler este estudo clínico sobre a aplicação do protocolo Recode para reversão do declínio cognitivo. A estratégia básica inclui terapia metabólica cetogênica, atividade física, manejo do estresse e suplementação, que trago no vídeo abaixo:

Para saber mais acesse https://t21.video

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Ações diretas e indiretas da insulina no corpo humano

A insulina é um hormônio muito importante. Desempenha diversas ações no organismo, atuando em vários tecidos e órgãos. No fígado, estimula o metabolismo de vários nutrientes, no músculo esquelético permite a entrada de glicose na célula. No tecido adiposo, promove o estoque de gordura para nossa reserva. No cérebro, estimula o crescimento neuronal. Tem uma função importante para a saúde vascular e para o equilíbrio de líquidos e eletrólitos no sangue.

Apesar de a insulina ser tão importante. Muitas pessoas desenvolvem resistência insulínica. Com isso, o corpo como um todo sofre. Quanto mais alimentos contendo carboidratos consumimos (pão, arroz, aveia, biscoito, frutas, macarrão etc) mais insulina precisamos para manter as quantidades de açúcar no sangue em níveis saudáveis.

Com o alto consumo precisamos de mais e mais insulina. Infelizmente, muito de uma coisa boa, nem sempre é bom. Por exemplo, fazer atividade física é bom, mas fazer em excesso pode gerar uma lesão no fígado. Internet nos ajuda muito, mas ficar acordado a noite toda navegando, obviamente não é nada bom para a saúde. Uma taça de vinho pode ser ok, várias taças não vão ter um efeito bom no seu fígado e na sua mente.

Um pouco de aspirina pode ser bom para você quando estar com dor, mas muito causa intoxicação e problemas hepáticos. E, se um pouco de fruta ou um copo de suco de vez em quando pode ser ótimo. Contudo, muita frutose (seja vinda da fruta, do sorvete ou da coca-cola) acaba gerando um aumento de triglicerídeos, ácido úrico, inflamação, aumento de VLDL etc.

E se a insulina é fundamental, um excesso acaba gerando resistência das células à este hormônio. A combinação de insulina alta com altos níveis de açúcar no sangue acaba sendo desastrosa.

Principais causas da resistência insulínica

  • História de diabetes na família

  • História de diabetes pré-gestacional

  • Sedentarismo

  • Obesidade (especialmente abdominal)

  • Dieta com altas quantidades de carboidratos

  • Tabagismo

  • Inflamação crônica

  • Envelhecimento

  • Medicamentos como esteroides, antipsicóticos, medicamentos para HIV

  • Problemas do sono como apnea

Consequências da resistência insulínica

Quanto mais carboidratos comemos, quanto mais a insulina aumenta e quanto mais as células vão ficando resistentes, maiores são os riscos, incluindo:

  • Aumento de gordura corporal

  • Aumento da pressão arterial

  • Aumento da glicemia

  • Redução do HDL-c

  • Aumento dos triglicerídeos

  • Maior risco de diabetes

  • Risco de ovários policísticos

  • Aumento do risco de ataque cardíaco e derrame

  • Danos aos nervos

  • Disfunção sexual

  • Dificuldade de engravidar

  • Problemas renais

  • Problemas de memória

  • Maior risco de depressão

Tratamento da resistência insulínica

Uma dieta saudável com pouco carboidrato simples, rica em fibras, de característica cetogênica e com gorduras mais antiinflamatórias é preconizada para a resolução dos desvios metabólicos em pacientes com resistência insulínica, pré-diabetes e diabetes.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Avaliação da resistência insulínica no tecido adiposo

A prevalência da obesidade atingiu proporções pandêmicas e agora aproximadamente 25% dos adultos nos países ocidentais têm obesidade. Reconhecida como um grande problema de saúde, a obesidade está associada a múltiplas comorbidades, principalmente distúrbios cardiometabólicos. A perda de peso corporal e, principalmente, o excesso de adiposidade visceral são necessários para minimizar o risco de doenças cardiometabólicas em indivíduos obesos.

O tecido adiposo subcutâneo pode se expandir via hipertrofia celular (aumentando quase três vezes em tamanho) e, em menor grau, hiperplasia. A capacidade de expansão do tecido adiposo subcutâneo é frequentemente prejudicada em pessoas com obesidade e, quando seu limite de expansão é atingido, os lipídios começam a se acumular no tecido adiposo visceral, localizado principalmente na cavidade abdominal e em outros tecidos e órgãos, incluindo fígado, pâncreas e coração. Este acúmulo de lipídios desencadeia lipotoxicidade, que leva à resistência à insulina, apoptose e inflamação.

Gordura ectópica é a gordura acumulada fora do tecido adiposo. Esta gordura é prejudicial pois associa-se a mais inflamação, estresse oxidativo, lipotoxicidade, resistência insulínica e doenças cardiometabólicas (Valenzuela et al., 2023).

A resistência à insulina do tecido adiposo pode causar resistência à insulina do músculo hepático e esquelético, liberando excesso de ácidos graxos livres (FFAs). A insulina suprime a lipólise de forma eficiente em humanos magros sensíveis à insulina, mas menos em indivíduos com obesidade e diabetes tipo 2. Essa resistência adiposa à insulina resulta em excesso de entrega de ácidos graxos livres (FFA) a outros tecidos, fator principal que leva a essa deposição ectópica de gordura e resistência à insulina (lipotoxicidade).

A resistência à insulina do tecido adiposo pode ser um defeito metabólico precoce no desenvolvimento da resistência à insulina em todo o corpo e preceder a resistência à insulina no músculo esquelético e no fígado. Não existe consenso sobre como quantificar a sensibilidade à insulina do tecido adiposo. Um exame utilizado em pesquisas é o clam pancreático. No entanto, a complexidade e a carga de trabalho envolvidas na realização de estudos de clamp pancreático em várias etapas limitam seu uso.

Um método potencial para a avaliação da resistência à insulina do tecido adiposo é o Adipo-IR, uma medida equivalente ao índice de avaliação do modelo homeostático de resistência à insulina (HOMA-IR) para o metabolismo da glicose . Adipo-IR é calculado a partir de uma única medição das concentrações pós-absortivas de ácidos graxos livres e insulina. O Adipo-IR está associado ao conteúdo de gordura hepática, um marcador de deposição de gordura ectópica e melhora na esteatohepatite não alcoólica após o tratamento.

O Adipo-IR estima a sensibilidade à insulina do tecido adiposo razoavelmente bem em comparação com o clamp pancreático. No entanto, o Adipo-IR não substitui as técnicas de clamp em estudos mecanísticos da ação da insulina no tecido adiposo (Esben Søndergaard et al., 2017).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/