Microbiota alterada aumenta o risco de doenças neurodegenerativas

Há uma interação entre a suscetibilidade genética do hospedeiro à neurodegeneração e à disbiose intestinal. Corynebacterium, Porphyromonas e Prevotella interagem com as variantes genéticas rs356229, rs10029694 e rs6856813, respectivamente.

Além disso, Citrobacter rodentium e interage com a neurotoxina microbiana ambiental BMAA , desencadeando disfunção mitocondrial e levando à neurodegeneração. Além disso, a autofagia defeituosa, a falha na eliminação de patógenos intracelulares induz alterações na composição do microbioma intestinal, num ciclo vicioso.

Artigo de revisão publicado em 2023 discute resultados de pesquisas sobre moléculas-chave derivadas do MI que afetam a neurodegeneração. Além disso, a revisão explora as aplicações potenciais de novos probióticos, incluindo Clostridium butyricum, Akkermansia muciniphila, Faecalibacterium prausnitzii e Bacteroides fragilis, no manejo e alívio de doenças neurodegenerativas.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Benefícios da goma guar parcialmente hidrolisada

No ocidente, o consumo médio de fibras fica entre 15 e 20 gramas, especialmente do tipo insolúvel. As fibras insolúveis estão presentes em cereais integrais e folhas. Este tipo de fibra não se dissolve na água, mas acrescenta volume às fezes.

As fibras solúveis se dissolvem em água e formam um gel. Com isso conseguem capturar colesterol, reduzindo a sua absorção. Também ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue. Também contribuem para a maciez das fezes. É encontrada na aveia, cevada, psyllium, leguminosas como feijão e lentilha, algumas frutas como maçã, pera, morango e frutas cítricas e vegetais como brócolis, batata doce, cenoura e berinjela.

E as fibras prebióticas?

Fibras que alimentam bactérias benéficas em seu intestino são chamadas de prebióticos. As bactérias intestinais fermentam a fibra prebiótica e produzem ácidos graxos de cadeia curta que atuam como uma fonte de combustível em nosso corpo e sustentam a saúde.

Tipos de fibras prebióticas

Alguns exemplos de fibras prebióticas incluem:

  • Fruto-oligossacarídeos (FOS), inulina ou frutanos

  • Galacto-oligossacarídeos (GOS)

  • Goma guar parcialmente hidrolisada (GGPH)

O que é goma de guar?

A goma guar é derivada do feijão guar, que é um membro da família das leguminosas. A goma guar consiste em longas cadeias de galactose e moléculas de açúcar de manose que juntas formam galactomanana. É rico em fibras solúveis, por isso é capaz de absorver água e formar um gel. A goma de guar tem alta viscosidade, o que significa que, quando misturada com a solução, forma um gel espesso e pegajoso.

Devido a esta propriedade de formação de gel, a goma de guar é frequentemente usada como aditivo alimentar em muitos alimentos processados para engrossar e ligar produtos. Pode ser utilizado em alimentos, como: sorvetes, molhos, iogurtes e temperos.

O que é goma de guar parcialmente hidrolisada?

Um processo de hidrólise enzimática é usado para cortar as longas cadeias de galactose e moléculas de açúcar de manose que compõem a goma guar em comprimentos de cadeia mais curtos. O produto final é chamado de goma guar parcialmente hidrolisada, que tem uma viscosidade muito reduzida, por isso não gelifica quando misturada com a solução e permanece líquida. A GGPH é considerada uma fibra prebiótica solúvel (Kaźmierczak-Siedlecka et al., 2020).

Benefícios da goma guar parcialmente hidrolisada

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Probióticos não previnem diabetes gestacional e podem aumentar risco de pré-eclâmpsia

O diabetes gestacional é uma condição em que a mãe desenvolve níveis elevados de açúcar no sangue, geralmente após 13 semanas de gravidez. O diabetes gestacional é diferente do diabetes tipo 2 porque os níveis de açúcar no sangue são normais antes da gravidez e geralmente voltam ao normal após a gravidez.

Desenvolver diabetes na gestação aumenta o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 mais tarde na vida. As mulheres com diabetes gestacional também têm maior risco de hipertensão arterial com perda de proteína na urina (pré-eclâmpsia), de terem o bebê antes da hora e de precisarem da cesariana. Os bebês têm maior probabilidade de nascerem grandes para a idade gestacional e de precisarem de suporte no início da vida.

As indústrias de suplementos insistem que os probióticos seriam produtos essenciais nesta fase da vida. Afinal, dependemos de nossas bactérias intestinais para ajudar a digerir certos alimentos, produzir diversas vitaminas, regular nosso sistema imunológico e nos manter saudáveis, protegendo-nos contra bactérias causadoras de doenças.

Uma revisão publicada em 2021 analisou 7 ensaios clínicos randomizados, que incluíram 1.647 mulheres grávidas comparando aquelas que utilizaram probióticos com as que utilizaram um placebo inativo. Dois estudos foram em mulheres com sobrepeso e obesas, dois em mulheres obesas e três não excluíram mulheres com base em seu peso. Infelizmente, foi encontrada uma associação entre o uso de probióticos e o aumento do risco de pré-eclâmpsia (4 estudos, 955 mulheres; evidências de alta qualidade).

Os probióticos fazem pouca ou nenhuma diferença no risco de necessidade de cesariana (6 estudos, 1.520 mulheres; evidência de alta qualidade) e provavelmente fazem pouca ou nenhuma diferença na prevenção do diabetes e no ganho de peso durante a gravidez (4 estudos, 853 mulheres; evidência de qualidade moderada ) ou ao risco de dar à luz um bebê grande (4 estudos, 919 mulheres; evidência de qualidade moderada).

Atualmente, existem oito estudos em andamento que nos ajudarão a entender mais sobre os efeitos dos probióticos na gestação. Por enquanto, muito cuidado deve ser tomado em qualquer estudo futuro de probióticos na gravidez (Davidson et al., 2021).

Gestantes não devem usar probióticos sem indicação médica ou nutricional, especialmente se tiverem casos de pré-eclâmpsia na família ou em gestação anterior, se tiverem pressão alta ou perda de proteína na urina, diabetes tipo 1 ou 2 antes da gestação, diabetes gestacional, se fizeram inseminação artificial ou tiverem outros fatores de risco para pré-eclâmpsia, especialmente doenças autoimunes ou renais. Sempre converse com seu médico ou marque uma consulta de nutrição.

A pré-eclâmpsia diminui o fluxo de sangue para o bebê, que pode apresentar retardo no crescimento, displasia bronco pulmonar e morte. Dependendo do grau de pressão alta, o parto pode ser antecipado e o bebê nascer prematuro.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/