Dieta que previne e trata o câncer

A genética exerce um papel no risco de desenvolvimento do câncer. Contudo, o ambiente exerce um papel ainda maior. Dieta inadequada, sedentarismo, obesidade, tabagismo, estresse, exposição a toxinas estão entre os fatores que alteram o epigenoma e aumentam o risco de cancro.

O epigenoma é uma espécie de mapa que se sobrepõe ao mapa do genoma. O genoma é toda sua informação hereditária, codificada no seu DNA. O epigenoma são as marcas químicas que vão sendo deixadas sobre ele, alterando, de forma favorável ou desfavorável, a expressão de genes.

Ou seja, mesmo uma pessoa sem riscos genéticos importantes para câncer, pode desenvolver a doença ao ser exposta à doses excessivas de radiação. Por outro lado, outras pessoas, que herdaram uma genética mais desfavorável não desenvolvem a doença pois durante a vida tiveram um estilo de vida promotor da saúde.

A epigenética é uma área de pesquisa que mostra como as influências ambientais afetam a expressão de nossos genes. Ou seja, a informação genética é a mesma que herdamos dos nossos pais. Mas as alterações podem ocorrer pelo acúmulo de marcas químicas. O conjunto de marcas é justamente conhecido como epigenoma. Até experiências (como traumas, especialmente na infância) mudam a forma como nosso material genético se expressa.

https://developingchild.harvard.edu/translation/o-que-e-epigenetica/

Evidências crescentes da última década forneceram pistas sem precedentes de que a dieta e os fatores ambientais influenciam diretamente os mecanismos epigenéticos em humanos. Por exemplo, os polifenóis dietéticos do chá verde, de condimentos como açafrão e de alimentos como soja, brócolis e azeite demonstraram possuir múltiplas atividades reguladoras de células dentro das células cancerígenas.

Alguns dos polifenóis da dieta podem exercer seus efeitos quimiopreventivos em parte modulando vários componentes da maquinaria epigenética em humanos. Uma dieta colorida, baseada em plantas, é muito importante na regulação epigenética, por meio de processos como a metilação.

Um aspecto muito importante na prevenção do câncer é o controle da resistência insulínica. Neste sentido, evitar açúcares adicionados, bebidas doces, excesso de carboidratos (especialmente de alimentos ultraprocessados e lanchonetes fast food) e manter um peso saudável é muito importante.

Uma das estratégias que vem sendo cada vez mais estudadas para prevenção e tratamento do câncer é a dieta cetogênica. O efeito antitumoral proposto baseia-se na observação de Warburg, de que as células cancerígenas preferem a glicólise anaeróbica, mesmo na presença de oxigênio.

Além disso, as células cancerígenas usam a glicólise para a rápida proliferação celular e a formação de metástases. Assim, a restrição de carboidratos e o aumento de gorduras, para redução da disponibilidade de glicose vêm sendo investigada em vários estudos tanto na prevenção, quanto tratamento da doença.

A dieta cetogênica é difícil de ser seguida e as preferências do paciente devem ser levadas em consideração. Contudo, há maneiras de facilitar a cetose, mesmo sem tanto corte de carboidratos, como o uso de suplementos de triglicerídeos de cadeia média, como C8, além do uso de cetonas exógenas. Em pacientes com câncer recomenda-se um índice glicose/cetonas ≤3. Saiba mais no vídeo abaixo:

APARELHOS PARA MONITORAÇÃO DE GLICOSE E CORPOS CETÔNICOS:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Tipos de creatina

A creatina é um ácido orgânico nitrogenado natural encontrado na maioria dos vertebrados. Nos humanos, o fígado, o pâncreas e os rins podem produzir cerca de um grama de creatina por dia. As fontes alimentares incluem produtos de origem animal, incluindo carne vermelha, frutos do mar, leite e ovos. A maioria dos onívoros consome uma média de um grama de creatina por dia. Veganos e vegetarianos consomem muito menos.

Cerca de 95% da creatina do corpo é armazenada no tecido muscular esquelético, onde é usada para reciclar a principal fonte de combustível celular, o trifosfato de adenosina (ATP). Esse efeito ajuda a retardar o início da fadiga muscular, permitindo que você realize atividades de alta intensidade, como levantamento de peso e sprints, levando a ganhos de força e aumentos de resistência e potência geral ao longo do tempo.

Os outros cinco por cento da creatina são encontrados principalmente no cérebro, onde auxilia no metabolismo de energia para os neurônios. Este efeito mostrou potencial para ajudar a melhorar a função cognitiva.

Em1992, vários vencedores de medalhas de ouro nas Olimpíadas de Barcelona creditaram ao suplemento um papel importante para o aumento da performance esportiva. Seguiram-se numerosos ensaios controlados comprovando sua eficácia e, nas Olimpíadas de 1996 em Atlanta, cerca de 80% dos atletas que competiram relataram o uso de creatina.

Hoje existem muitas marcas e tipos de creatina no mercado. O tipo mais comum e econômico de creatina é a monohidratada, produzida pela ligação da creatina a uma molécula de água. É também o tipo de creatina mais amplamente pesquisado.

A creatina Etil Ester é ligada a sais de éster, que são pensados para tornar a creatina mais biodisponível. Um estudo de 2009 comparou a suplementação de éster etílico de creatina com a suplementação de monohidrato de creatina e um placebo durante um período de 47 dias. Só que ao final o éster etílico da creatina não produziu nenhum benefício adicional no aumento da força ou desempenho muscular.

A creatina tamponada tem um pH mais alto do que a creatina monohidratada regular, resultando em um produto mais alcalino ou básico. A creatina tamponada é promovida como mais eficaz. No entanto, o único grande estudo comparando-o com o monohidrato não mostrou diferença no desempenho ou no conteúdo de creatina muscular.

A dose diária recomendada de creatina é de três a cinco gramas por dia. A creatina se acumula naturalmente nos músculos, por isso não precisa ser tomada em um horário específico ou com outros nutrientes para auxiliar nos treinos. Atualmente, a creatina monohidratada parece ser a melhor em termos de custo-benefício. O único cuidado é buscar marcas confiáveis:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Fatores de risco para fibromas uterinos

Os leiomiomas uterinos (também conhecidos como fibroide, mioma uterino ou fibromioma) são os tumores mais frequentes em mulheres em idade reprodutiva. A origem dessas neoplasias benignas é multifatorial (Szydłowska et al., 2022).

Causas dos miomas uterinos

Fatores genéticos, inflamatórios, hormonais e outros associados desempenham um papel importante no desenvolvimento de miomas uterinos, como representado na figura abaixo:

Dieta variada, boa microbiota, consumo de fitoquímicos e fibras ajudam a prevenir os fibromas, enquanto fumo, deviciências nutricionais, contato com metais pesados e disruptores endócrinos são fatores que contribuem para a doença.

Tratamentos possíveis

  • Melhoria no estilo de vida

  • Correção de carências nutricionais

  • Tratamento da disbiose intestinal

  • Uso de hormônio

  • Cirurgia

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/