Para que serve a lactoferrina?

A lactotransferrina ou lactoferrina (LF) é uma glicoproteína ligante de ferro multifuncional. Está presente no leite humano, sendo conhecida por seus efeitos imunomoduladores contra infecções bacterianas, fúngicas e virais. Também tem ação antioxidante e efeito anti-inflamatório, decorrentes da sua capacidade de eliminação do ferro excessivo.

A presença de LF no cérebro humano foi confirmada. Como está presente em maior quantidade no cérebro de pessoas mais velhas e com Alzheimer, acreditava-se que seria um problema. Contudo, na verdade ela está ali tentando defender o cérebro.

Reparando a disfunção metabólica

Cinquenta pacientes (28 homens e 22 mulheres) com diagnóstico clínico de Alzheimer foram submetidos à avaliação por ressonância magnética, bem como ao Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) para avaliar a gravidade da doença.

Posteriormente, os pacientes (egípcios idosos com mais de 65 anos de idade) foram divididos aleatoriamente em dois grupos pareados por idade e sexo que receberam terapia padrão (grupo 1, pacientes com DA sem LF) ou cápsulas de lactoferrina (Jarrow Formulas®, EUA, 250 mg/ dia) por três meses.

A lactotransferrina ou lactoferrina (LF) é uma glicoproteína ligante de ferro multifuncional. Está presente no leite humano, sendo conhecida por seus efeitos imunomoduladores contra infecções bacterianas, fúngicas e virais. Também tem ação antioxidante e efeito anti-inflamatório, decorrentes da sua capacidade de eliminação do ferro excessivo.

A presença de LF no cérebro humano foi confirmada. Como está presente em maior quantidade no cérebro de pessoas mais velhas e com Alzheimer, acreditava-se que seria um problema. Contudo, na verdade ela está ali tentando defender o cérebro.

Pacientes com DA apresentaram diminuição sérica de acetilcolina (ACh), serotonina (5-HT), marcadores antioxidantes e anti-inflamatórios e diminuição da expressão de Akt em linfócitos do sangue periférico (PBL), bem como níveis de PI3K e p-Akt no lisado de PBL.

Todos esses parâmetros melhoraram significativamente após a administração diária de lactoferrina por 3 meses. Da mesma forma, níveis séricos elevados de β amilóide (Aβ) 42, colesterol, marcadores de estresse oxidativo, IL-6, proteína de choque térmico (HSP) 90, caspase-3 e p-tau, bem como aumento da expressão de tau, MAPK1 e PTEN em Pacientes com DA, foram significativamente reduzidos após a ingestão de lactoferrina.

A melhora nos marcadores foi refletida na função cognitiva aprimorada avaliada pelos questionários Mini-Mental State Examination (MMSE) e Alzheimer's Disease Assessment Scale-Cognitive Subscale 11 (ADAS-COG 11) como parâmetros clínicos.

Esses resultados fornecem uma base para um possível mecanismo protetor da lactoferrina na doença de Alzheimer por meio de sua capacidade de aliviar a cascata patológica da DA e o declínio cognitivo por meio da modulação da via p-Akt/PTEN, que afeta os principais atores da inflamação e do estresse oxidativo envolvidos na patologia da DA (Mohamed, Salama, & Schaalan, 2019).

Suplementos contendo lactoferrina:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dieta e câncer de colon

O câncer colorretal (CCR) ocupa o terceiro lugar entre os cânceres em todo o mundo, mas é o segundo em termos de risco de mortalidade. Apesar do avanço da cirurgia e da quimioterapia, bem como da implementação de terapias direcionadas e imunoterápicas, muitos pacientes com CCR continuam apresentando prognóstico ruim e muitos buscam estratégias alternativas ou tratamentos complementares.

Uma dessas alternativas envolve a intervenção dietética para melhorar o tratamento e ajudar a controlar os efeitos colaterais do tratamento. Além disso, o risco de CRC foi positivamente correlacionado com padrões alimentares específicos e níveis elevados de índice de massa corporal (IMC). Por exemplo, a obesidade induzida pela dieta ocidental, demonstrou aumentar o potencial oncogênico de precursores de células intestinais e suprimir a imunidade contra células tumorais.

Além disso, dietas com alto teor de açúcar, levando a níveis anormais de insulina e glicose em jejum, também demonstraram aumentar o risco de CCR. A conexão entre carboidratos e câncer foi descrita por Otto Warburg e colegas em 1923, que encontraram um consumo acentuadamente aumentado de glicose por tumores em comparação com os tecidos normais não proliferativos.

Warburg observou que, ao contrário das células normais que diminuem a captação de glicose e inibem a produção de lactato em condições aeróbicas, as células tumorais convertem grandes quantidades de glicose em lactato.

Verificou-se que oncogenes ativados de forma aberrante e a perda de supressores de tumor desregulam a importação de glicose e aminoácidos para as células cancerígenas. Oncogenes são genes mutados e que podem aumentar o risco de câncer.

Além disso, a baixa massa muscular ou sarcopenia é outro fator de risco importante em pacientes com CCR que raramente é diagnosticado. Evidências mostraram uma associação entre sarcopenia e incidência de CCR independente da obesidade, bem como aumento de complicações pós-operatórias e diminuição da sobrevida.

Uma intervenção nutricional com maior probabilidade de corrigir o metabolismo alterado é a dieta cetogênica, caracterizada pelo alto teor de gordura, proteína normal e baixo teor de carboidratos. Estudos mostram que a dieta ajuda na redução do peso e manutenção da massa magra. Também diminui a quantidade de glicose disponível para tumores e muda para a produção de corpos cetônicos como fonte alternativa de energia para células saudáveis (Tamraz, Ghossaini, & Temraz, 2023). Outra opção é uso de ésteres de cetona, para aumento dos corpos cetônicos na corrente sanguínea, sem a necessidade de restrição de tanto carboidrato da dieta.

Aprenda mais sobre o tema nos vídeos da plataforma https://t21.video

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

TCM em desordens neurológicas e metabólicas

Dietas com alto teor de gordura e baixo teor de carboidratos, conhecidas como dietas cetogênicas, têm sido usadas como tratamento não farmacológico para epilepsia refratária, diabetes, obesidade, doença de Alzheimer, esclerose lateral amiotrófica, depressão e transtorno bipolar, além da redução da proliferação de células cancerígenas.

Acredita-se que um mecanismo-chave desse tratamento seja a geração de cetonas, que fornecem às células de órgãos como coração, músculo, cérebro (neurônios e astrócitos) uma fonte de energia mais eficiente que a glicose, resultando em alterações metabólicas benéficas. No cérebro, os corpos cetônicos ajudam, por exemplo, a aumentar a adenosina, com efeitos no controle de convulsões.

Os triglicerídeos de cadeia média aceleram o processo de cetose, inibem diretamente os receptores AMPA (receptores de glutamato), reduzindo a excitotoxicidade, alteram a energia celular por meio do estímulo à biogênese mitocondrial, previnem a neuroinflamação, reduzem o estresse oxidativo e ajudam a prevenir neurodegeneração na doença de Alzheimer.

Tipos de TCM

Existem quatro tipos diferentes de TCMs:

  • Ácido capróico (C6): é o mais eficiente na absorção e absorção, mas tem um cheiro e sabor bastante ruins, quando isolado. Presente naturalmente no óleo de palma e laticínios integrais.

  • Ácido caprílico (C8) ou ácido octanóico: ajuda a manter o intestino saudável. Rapidamente absorvido. Aumenta corpos cetônicos na corrente sanguínea 3 vezes mais rápido que C10 e 6 vezes mais rápido que C12. Cheiro e sabor melhores do que C6. Presente naturalmente em marcas de TCM e no óleo de coco.

  • Ácido cáprico (C10): ajuda a manter o intestino saudável. Rapidamente absorvido, contudo 3 vezes mais lentamente que C8. Mas, a mistura nos produtos é interessante para manter os níveis de corpos cetônicos mais constantes no plasma. Presente naturalmente em marcas de TCM e no óleo de coco.

  • Ácido láurico (C12): ajuda a manter a microbiota saudável. Tem ação antifúngica. Leva mais tempo para ser absorvido e pode elevar mais os níveis de colesterol plasmáticos do que C8 e C10. Disponível naturalmente no óleo de coco e nos laticínios integrais.

Destes, C8 e C10 são os mais associados à perda de peso e encontrados em marcas como:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/