TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

Em 1964 um grupo de pesquisadores propôs que a depressão seria causada pela falta de serotonina e/ou noradrenalina nas sinapses dos pacientes. Esta teoria foi a base para a indústria farmacêutica na busca por fármacos antidepressivos.

Hoje sabemos que a depressão sofre influência de múltiplos genes, da epigenética, está associada à neuroinflamação, hiperatividade do eixo-HPA, excitotoxicidade glutamatérgica e disfunção sináptica. E estas questões não são todas atacadas pelos antidepressivos. Intervenções comportamentais, alimentares e de suplementação também são fundamentais para o controle da doença.

Se você interessa-se por conhecer o sistema nervoso de forma mais ampla acompanhe os conteúdos da plataforma t21.video.

Conheça termos importantes

Um fármaco pode ser definido como uma substância química de estrutura conhecida, que não seja um nutriente ou um ingrediente1 essencial da dieta, o qual, quando administrado a um organismo vivo, produz um efeito biológico. Podem ser substâncias químicas sintéticas, substâncias químicas obtidas a partir de plantas ou animais ou produtos de engenharia genética.

Um medicamento é uma preparação química que, em geral – mas não necessariamente –, contém um ou mais fármacos, administrado com a intenção de produzir determinado efeito terapêutico. Os medicamentos, em geral, contêm outras substâncias (excipientes, conservantes, solventes etc.) ao lado do fármaco ativo, a fim de tornar seu uso mais conveniente.

Fonte: Rang & Dale: Farmacologia. 9a. ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Triglicerídeos de Cadeia Média (TCM) ajudam a emagrecer?

Triglicerídeos são a forma de armazenamento de gordura nos alimentos e no corpo humano. Podem ser de cadeia curta, longa ou média. Os TCM possuem entre 6 e 12 carbonos, sendo os principais o ácido capróico (C8), ácido caprílico (C10) e ácido cáprico (C10).

Os triglicerídeos de cadeia média (TCM) estão muito presentes no óleo de coco e são rapidamente absorvidos pelo corpo, ao contrário dos triglicerídeos de cadeia longa presentes em outros óleos, como soja, milho e azeite de oliva.

TCM pode contribuir para o emagrecimento. Mas a perda de peso é um fenômeno complexo. De nada adianta uma dieta de bolo, coca-cola e coxinha frita com TCM por cima.

Como o TCM favorece a perda de peso?

Dentro de uma dieta saudável o TCM pode ajudar sim a perda de peso, pelos seguintes mecanismos:

  1. Regulação do metabolismo da glicose e dos lipídios;

  2. Aumento do gasto de energia por ativação simpática da gordura marrom;

  3. Redução da ingestão de alimentos de forma aguda via estímulo de GLP -1 e PYY;

  4. Ativação das vias de sinalização de Akt e AMPK;

  5. Estímulo de biogênese mitocondrial via PGC-1α e Tfam;

  6. Retardo do esvaziamento gástrico, contribuindo para maior saciedade;

  7. Aumento de β-hidroxibutirato, corpo cetônico, que favorece saciedade;

  8. Aumento da oxidação lipídica durante exercício aeróbio

Tipos de TCM

Existem quatro tipos diferentes de TCMs:

  • Ácido capróico (C6): é o mais eficiente na absorção e absorção, mas tem um cheiro e sabor bastante ruins, quando isolado. Presente naturalmente no óleo de palma e laticínios integrais.

  • Ácido caprílico (C8) ou ácido octanóico: ajuda a manter o intestino saudável. Rapidamente absorvido. Aumenta corpos cetônicos na corrente sanguínea 3 vezes mais rápido que C10 e 6 vezes mais rápido que C12. Cheiro e sabor melhores do que C6. Presente naturalmente em marcas de TCM e no óleo de coco.

  • Ácido cáprico (C10): ajuda a manter o intestino saudável. Rapidamente absorvido, contudo 3 vezes mais lentamente que C8. Mas, a mistura nos produtos é interessante para manter os níveis de corpos cetônicos mais constantes no plasma. Presente naturalmente em marcas de TCM e no óleo de coco.

  • Ácido láurico (C12): ajuda a manter a microbiota saudável. Tem ação antifúngica. Leva mais tempo para ser absorvido e pode elevar mais os níveis de colesterol plasmáticos do que C8 e C10. Disponível naturalmente no óleo de coco e nos laticínios integrais.

Destes, C8 e C10 são os mais associados à perda de peso e encontrados em marcas como:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Como intestino e cérebro comunicam-se?

A fadiga mental e problemas de memória são problemas prevalentes em todo o mundo. Pesquisadores de várias áreas debruçam-se em estudos para apoiar a saúde de nossa mente. A neuronutrição é o campo da ciência que estuda o impacto de alimentos, nutrientes, compostos bioativos e probióticos no cérebro e sua função. Nosso cérebro monitora e controla todo o metabolismo energético do corpo e nunca para de funcionar (Devi, & Narayanan, 2019).

A neuronutrição foca, então, na nutrição necessária para alcançar uma alta performance cerebral e cognitiva. As manipulações dietéticas são uma estratégia viável para melhorar as habilidades cognitivas, proteger o cérebro contra danos e redução do risco de doenças neurodegenerativas, mentais, assim como transtornos do neurodesenvolvimento.

Um dos mecanismos associados com maior saúde cerebral é a melhoria da microbiota intestinal. Mas como cérebro e intestino comunicam-se?

Existem muitas vias de comunicação potencial entre a microbiota intestinal e o cérebro, incluindo:

  1. Sistemas de mensagens de pequenas moléculas do sistema imune tanto localmente no intestino quanto distalmente no cérebro. O trato GI abriga a concentração mais densa de células imunológicas do corpo e está em constante comunicação com os trilhões de micróbios que habitam nosso intestino, seja por contato físico direto ou pela liberação de compostos secretados. As células secretoras estão envolvidas na liberação de muco das células caliciformes, na liberação de compostos antimicrobianos das células Paneth e na liberação de compostos neuroendócrinos, incluindo grelina, somatostatina, CCK, peptídeo YY, e 5-HT, entre outros, de células enteroendócrinas.

    Peptidoglicanos, polissacarídeos e outros antígenos em bactérias que conferem funções benéficas para as bactérias (proteção contra a degradação) também permitem que as células imunes do hospedeiro identifiquem as numerosas e diversas bactérias para o hospedeiro e identifiquem uma mudança no equilíbrio homeostático do intestino.

  2. Metabólitos bacterianos. Os micróbios podem se comunicar uns com os outros por meio de metabólitos, semelhantes aos reconhecidos pelas células hospedeiras e podem, assim, interagir com as sinapses do SNA no intestino. Metabólitos neuromoduladores derivados da microbiota incluem precursores e metabólitos de triptofano, serotonina (5-hidroxitriptamina, 5-HT), GABA e catecolaminas. O metabólito 4-etilfenilsulfato modulado microbianamente é suficiente para induzir comportamento semelhante à ansiedade em camundongos.

    Talvez os metabólitos derivados de micróbios intestinais mais examinados sejam os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), dos quais mais de 95% consiste em acetato, propionato e butirato. Melhoram a função intestinal, ajudam na regulação da pressão arterial, do ritmo circadiano e da função imunológica. Níveis reduzidos de AGCC fecal foram relatados em vários distúrbios como a doença de Parkinson, depressão e doença de Alzheimer.

  3. Vias neuronais super inervadas e altamente modificáveis, principalmente nervo vago. As informações viscerais que chegam do intestino através do SNA são processadas pelo SNC, que então direciona as respostas essenciais para a sobrevivência. O processamento posterior desta informação envolve circuitos de feedback positivo e negativo que atuam nos órgãos periféricos.

TÉCNICAS PARA ESTIMULAR O NERVO VAGO

1) SOM

- Encontre um local calmo

- Coloque sua música ou mantra favorito (KALYANI, et al, 2011).

- Feche os olhos

- Cante junto

2) YOGA

A respiração lenta, a entoação de mantras como o OM, as posturas (ásanas) e as técnicas de concentração ajudam a ativar o nervo vago (STREETER et al. 2010).

3) MODULAÇÃO INTESTINAL

CURSO COMPLETO DE MODULAÇÃO INTESTINAL

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/