Autismo e alergias alimentares | Alergias alimentares e autismo

Alergias e intolerâncias alimentares podem acometer qualquer pessoa, causando diversos tipos de desconfortos. Apesar da alergia não causar autismo, nem o autismo aumentar o risco de alergias, crianças no TEA (transtorno do espectro autista) que apresentam alergias ou intolerâncias podem apresentar maior neuroinflamação, contribuindo para a piora da irritabilidade. Assim, a criança pode apresentar-se mais chorosa, insatisfeita, com mais dificuldades de comunicação, inquieta.

Além disso, outros sintomas comuns das alergias alimentares podem estar presentes incluindo vermelhidão na pele, coceira, urticária, inchaço nos olhos, coceira nos lábios, dor abdominal, vômitos, diarreia, refluxo, congestão nasal, coceira, tosse, espirros, falta de ar, chiado no peito, tontura.

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As alergias mais comuns na população infantil são a trigo, leite, castanhas, ovo e soja. Contudo, o tratamento nem sempre envolve apenas a exclusão dos alimentos visto que muitas crianças com autismo apresentam alta seletividade alimentar. Como excluir trigo de uma criança que só aceita macarrão feito com este tipo de cereal? Por isso, além do acompanhamento nutricional (inclusive para a reposição de nutrientes essenciais, por meio de suplementação), é fundamental também o acompanhamento com médico alergista e terapeuta ocupacional que possa trabalhar toda a questão relacionada à disfunção sensorial. Além disso, todo o apoio do neuro, fono e outros profissionais da área de saúde devem continuar.

Mas, lembre-se, mesmo o tratamento bem sucedido em relação às alergias ou intolerâncias irá curar o autismo, apesar de poder melhorar a sintomatologia relacionada à inflamação, dores e desconfortos abdominais. Falo mais sobre o tema no curso online NUTRIÇÂO NO AUTISMO.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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O significado da palavra DIETA

É comum associarmos a palavra DIETA à restrição alimentar. Contudo, esta palavra vem do latim diaita, que significa modo de vida, um caminho mental e físico para a saúde (Louise Foxcroft, 2013). De forma mais moderna pode ser entendida como o conjunto de alimentos e bebidas ingeridos usualmente por uma pessoa. Mas, popularmente é facilmente confundida como restrição alimentar. Porém, várias variações podem ser feitas na alimentação da pessoa, como:

  • Dieta Hipercalórica: Dieta com aumento da quantidade de calorias;

  • Dieta Hiperglicídica: Dieta com aumento da quantidade de carboidratos;

  • Dieta Hiperlipídica: Dieta com aumento da quantidade de gorduras;

  • Dieta Hiperprotéica: Dieta com aumento da quantidade de proteínas;

  • Dieta Hipocalórica: Dieta com redução da quantidade de calorias;

  • Dieta Hipoglicídica: Dieta com redução da quantidade de carboidratos;

  • Dieta Hipolipídica: Dieta com redução da quantidade de gorduras;

  • Dieta Hipoproteica: Dieta com redução da quantidade de proteínas;

  • Dieta vegetariana estrita: exclui todos os alimentos de origem animal;

  • Dieta ovolactovegetariana: exclui todos os tipos de carnes, mas inclui ovos e laticínios;

  • etc.

Estas modificações podem ser necessárias como parte do tratamento dietoterápico em diversas condições de saúde, independentemente do peso corporal. Podem também ser associadas à crenças, valores ou religiões específicas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Medicamentos que não combinam com o COVID-19

Alguns microorganismos têm sua virulência exacerbada de acordo com a presença de alguns receptores em nosso organismo. Estudos mostram que a enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2) atua como receptor do coronavírus.

Heurich et al Journal of Virology January 2014

Heurich et al Journal of Virology January 2014

As crianças possuem menor quantidade desses receptores e este é um dos motivos delas estarem desenvolvendo menos a doença ou desenvolvendo menos sintomas.

Medicamentos inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs), usados no tratamento da hipertensão arterial e os bloqueadores de receptores da angiotensina (BRAs), assim como ibuprofeno (droga antiinflamatória). Estes medicamentos reduzem ECA e aumentam ECA2 e pioram o prognóstico do paciente com coronavírus.

Os pacientes que não podem ficar sem o remédio devem fazer acompanhamento rigoroso. Além disso, é muito importante para o controle da hipertensão a perda de peso, a atividade física, dieta restrita em sal, rica em potássio e com propriedades antiinflamatórias. Precisando de ajuda para ajustar a dieta, agende uma consulta.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/