Recuperação entre os momentos de estresse

Para Tal Ben Shahar, professor de Harvard na área de psicologia positiva, precisamos de pausas entre os momentos de estresse.  O estresse é vital, nos move, nos leva a superação. Contudo, estresse em excesso gera doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão.

Por isto, a recuperação entre os momentos de estresse é fundamental. Esta recuperação pode se dar por meio do sono reparador, de atividade física, de práticas meditativas, do descanso do final de semana, das viagens das férias. Só não pode demorar muito acontecer.

No mundo moderno nos vemos cada dia mais sobrecarregados. Trânsito, trabalho, filhos, além da enxurrada de informações que recebemos pela internet.

Pessoas com vidas mais estressantes precisam dar ainda mais atenção ao descanso do corpo e da mente. Pais que cuidam de crianças com doenças ou síndromes, famílias que cuidam de idosos, profissionais de saúde que cuidam de todo mundo tendem a adoecer mais. A maior incidência de depressão entre enfermeiros, por exemplo, vem sendo documentada em todo o mundo. Práticas de yoga e atenção plena parecem ajudar. Como você faz para descansar e se refazer entre os momentos de estresse?

Meus cursos sobre emagrecimento e alimentação consciente trabalham com práticas de yoga e práticas meditativas. Caso queira atuar nesta área dê uma olhada na formação internacional em práticas alternativas e complementares com ênfase em Yoga, Ayurveda e meditação. Novidade: estágio opcional em Portugal em 2018!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Você é movido pelo prazer ou pela dor?

As decisões que tomamos na vida são em grande medida guiadas pela necessidade de nos afastarmos da dor ou de alcançarmos o prazer. Pense em uma decisão importante que tomou. O que estava em sua cabeça quando decidiu algo? Queria melhorar sua vida ou a dos outros? Queria fugir de situações desagradáveis? Queria ser apreciado?

Ao longo da vida vamos acumulando experiências. Algumas foram dolorosas e nossa interpretação sobre os acontecimentos reais ou imaginários fizeram com que sentíssemos raiva, frustração, tristeza. Vamos querer sempre nos afastar de situações similares. Outras experiências foram muito agradáveis e nos fizeram mais alegres, gratos, amorosos, energizados. Estas são as experiências que provavelmente ficaremos felizes em reviver.

Nossa interpretação sobre os eventos dependem de nossas crenças, valores, autoconceitos, regras psicológicas, necessidades e metas. Desta forma, algo que pode ser bom para você não é para outras pessoas e vice-versa. Por isto, as decisões de cada um também acabam sendo diferentes. De qualquer forma, cada decisão que tomamos pode causar, em diferentes graus de intensidade:
1. Dor em curto prazo.
2. Prazer em curto prazo.
3. Dor prolongada.
4. Prazer prolongado.

Quanto maior for a intensidade da dor ou do prazer, mais influência ela terá sobre a decisão que uma pessoa está prestes a fazer. Por outro lado, quanto menor a intensidade da dor e do prazer, menor será seu impacto no processo de tomada de decisão.

Vejamos um exemplo, uma pessoa pode querer emagrecer 5 kg. Para alcançar esse objetivo precisará fazer modificações no estilo de vida. As razões de cada pessoa para emagrecer variam. Alguém pode querer:

- Reduzir o colesterol sanguíneo;
- Tratar a esteatose hepática;
- Controlar melhor os níveis de açúcares e triglicerídeos no sangue;
- Reduzir a pressão sanguínea;
- Sentir-se mais saudável ou energizada;
- Sentir-se bem usando determinadas roupas;
- Sentir-se mais confiante em relacionamentos íntimos.

Ao mesmo tempo a pessoa pode pensar que o esforço não valerá a pena, pois produzirá dor:

- "Não gosto de fazer dieta";
- "Não quero passar fome";
- "Odeio fazer atividade física";
- "Não tenho tempo para cozinhar";
- etc;

Assim, a pessoa pensa sobre a decisão e suas consequências e decide não agir mesmo que perder 5 kg signifique melhorias na vida ou mais prazer. A renúncia ao objetivo é feita com base na intensidade da dor percebida pela pessoa. Quando a dor de curto prazo parece maior e mais forte do que o prazer percebido com a mudança, é fácil cair na armadilha de adiar a dieta e o exercício para segunda-feira ou para depois do natal.  

Há também uma chance da pessoa cair na armadilha da gratificação instantânea. É aí que o prazer a curto prazo tem mais influência no seu processo de tomada de decisão do que o prazer a longo prazo ou dor de curto prazo. Em tais casos, a pessoa opta por entrar em algo agradável no curto prazo, a fim de evitar a dor de curto prazo. É por isto que tanta gente larga a dieta após uma ou duas semanas. Se entregam ao prazer imediato (de curto prazo) de comer mais batatas fritas, chocolates, cerveja, fugindo da dor de continuar com a dieta. O problema é que a longo prazo a pessoa pode sentir-se cada vez pior, com menos energia ou com mais dores e outros sintomas que muitas vezes acompanham o excesso de peso.

Para deixar a batata frita de lado, distanciando-se do prazer a curto prazo, é necessário passar por dor de curto prazo (não comer aquilo que se quer). Assim, aproxima-se do prazer a longo prazo, alcançando o objetivo de perder 5 Kg. Ao final, a pessoa se distanciará da dor de longo prazo que é continuar doente ou com o corpo que não quer. Mas como ter motivação suficiente para fazer isso? Como aguentar os períodos de dor de curto prazo para alcançar um objetivo maior no futuro?

Amanhã escreverei sobre o princípio da dor e do sofrimento colocados em prática. Estes princípios aplicam-se a outros desafios da vida e não só à perda de peso.

Trabalho com consultorias, treinamentos e cursos online. Saiba mais aqui.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Depressão aumenta risco de Alzheimer

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A depressão é uma doença perigosa do cérebro. Afeta mais de 10% dos brasileiros. Infelizmente, o  tratamento medicamentoso não controla a doença em quase 50% dos casos e ainda pode trazer vários efeitos colaterais como sonolência, alteração no funcionamento intestinal, tremores, aumento do peso e redução da libido. 

Alternativas precisam então ser testadas já que estudos mostram que a depressão não tratada associa-se a inflamação cerebral, envelhecimento precoce do sistema nervoso e doença de Alzheimer.

Ebook: Nutrição no Alzheimer

Meditação, massagens, Yoga, atividade física, terapia comportamental, atividade física e alimentação saudável devem fazer parte da terapêutica. O uso de antidepressivos é apenas um dos recursos disponíveis na medicina.

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A psicoterapia também ajuda muito. Falar sobre sentimentos reduz a ansiedade e ajuda no gerenciamento da medicação. Indico a Julia Maciel, psicóloga formada pela UnB e que atende online, por videoconferência.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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