Propriedades das cebolas

As cebolas (Allium cepa, Lineu) são extremamente populares na culinária brasileira. Além de conferirem um sabor especial à inúmeras preparações a mesma ainda possui muitas propriedades benéficas à saúde.

As cebolas são ricas em:

  • Compostos sulfurados (proteção contra o câncer)

  • Cromo (redução da intolerância à glicose e da compulsão por doces)

  • Vitamina C (melhora a imunidade)

  • Fibras (protegem o intestino contra toxinas e reduzem a absorção de colesterol)

  • Vitamina B6, piridoxina (produção de hormônios e neurotransmissores)

  • Silício (previne a trombose e o envelhecimento de veias e artérias)

  • Flavonóides com propriedades antioxidantes (antienvelhecimento). Exemplos:

    • Quercetina - favorece a circulação sanguínea

    • Antocianina - combatem radicais livres e previnem a degeneração macular

Como selecionar cebolas?

  • Escolha as mais limpas. Não abra a mesma, mas descarte as com cascas quebradiças e secas;

  • Evite aquelas com aparência de mofo ou que tenham pontos pretos;

  • Prefira as cebolas que não estejam brotando.

Conservando as cebolas

  • Mantenha as cebolas fora da geladeira, bem ventiladas e em ambiente escuro;

  • Não estoque as cebolas com as batatas pois absorvem a umidade estragando mais rápido;

  • Estoque as cebolas cortadas em sacolas plásticas na geladeira e utilize-as em até dois dias;

  • Estoque cebolas cozidas em um recipiente de vidro na geladeira.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dieta durante o tratamento do câncer

A alimentação é um fator importante no desenvolvimento do câncer. Sabe-se, por exemplo, que dietas pobres em fibras, antioxidantes e ricas em aminas aromáticas, álcool, gordura e calorias aumentam o risco de câncer. Portanto, o paciente com câncer não deve se alimentar exageradamente pois estará também alimentando células que não devem se desenvolver ainda mais.

Salsichas, peixes defumados e outras carnes processadas são ricos em aminas aromáticas, potencialmente carcinogênicas, devendo ser excluídos da dieta.

Outro composto atualmente estudado são as poliaminas. Estas moléculas carregadas positivamente estão presentes em alimentos de origem vegetal e animal e aceleram o crescimento celular. Esta aceleração pode ser desejável em várias fases da vida, mas não durante o tratamento do câncer. Neste caso, o que se pretende é a redução da proliferação das células.

Exemplo de alimentos ricos em poliaminas: ostras, camarões, caranguejo, fígado, brócolis, repolho, cogumelos, amêndoas, pistache, trigo, mostarda, lentilha. Recomenda-se que os mesmos sejam excluídos durante o tratamento quimioterápico ou em fases de muita dor. Posteriormente, estes alimentos podem voltar à dieta.

Fonte: Büyükuslu. (2015). Dietary polyamines and diseases: reducing polyamide intake can be beneficial in cancer treatment. Journal of nutrients, 2(2):27-38.

Filme: Crazy, sexy, cancer - o documentário conta a história de Kriss Carr (foto abaixo), uma jovem que descobre um câncer hepático incurável (e teoricamente intratável). Ela resolve mudar de vida e a estratégia principal foi a adoção de uma alimentação vegetariana. Apesar do péssimo prognóstico inicial passaram-se mais de 10 anos e Kriss está com a saúde muito melhor hoje. Vale a pena assistir. Seguem os links para o filme completo (em inglês):

Parte 1    -    Parte 2    -    Parte 3    -    Parte 4    -    Parte 5

Pacientes com câncer: a troca de leite por whey é benéfica

Pacientes que adoram um leite precisam ter mais cuidado. O leite e o queijo estimulam muito a secreção de IGF-1 e a proliferação celular. O whey tem um efeito muito mais brando neste sentido (Melnik et al., 2012). Estudos também mostram que o whey ajuda a evitar a caquexia do câncer. Por isso, se está fazendo tratamento contra o câncer, indico que troque seu leite por uma proteína vegana neutra sem corantes ou um whey isolado sem corantes.

Opções de whey isolado sem corantes e sabor neutro:

Proteína vegana sem corantes e sabor neutro:

Manual para sobreviventes do câncer aqui.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Dieta a base de vegetais protege os rins

A doença renal crônica atinge 10% da população mundial. A estimativa é que a enfermidade afete um em cada cinco homens e uma em cada quatro mulheres com idade entre 65 e 74 anos, sendo que metade da população com 75 anos ou mais sofre algum grau da doença.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o risco de doença renal crônica, de acordo com a entidade, deve ser avaliado por meio das seguintes perguntas: (1) Você tem pressão alta? (2) Você sofre de diabetes mellitus? (3) Há pessoas com doença renal crônica na sua família? (4) Você está acima do peso ideal? (5) Você fuma? (6) Você tem mais de 50 anos? (7) Você tem problema no coração ou nos vasos das pernas (doença cardiovascular)? Se uma das respostas for sim, seu risco já é maior do que o de outras pessoas.

Eu adicionaria mais algumas perguntas: Qual é a quantidade de frutas e verduras que você consome ao dia? Qual é a quantidade de doces e alimentos adoçados que você consome por dia? Qual é a quantidade de carne que você consome ao dia?

Uma dieta padrão ocidental (pobre em frutas e verduras frescas, rica em carnes e alimentos adoçados) está mais associada com perda indesejável de proteína na urina (albuminúria) e redução da função renal (Lin et al., 2011).

Esta dieta ocidental é mais acidificante porque é rica em gordura saturada, açúcares, sódio e cloro. Porém é pobre em substâncias alcalinizantes como fibras, magnésio e potássio (Chen & Abramowitz, 2014). A carga ácida é associada a maior dano renal (Banerjee et al., 2014), devido à toxicidade tubular provocada, por exemplo, pelo excesso de amônia e radicais livres (Goraya & Wesson, 2014).

Para prevenir a doença renal crônica uma dieta a base de vegetais é recomendada. Plantas são ricas em vitaminas, minerais e fitoquímicos antioxidantes, que reduzem a quantidade de radicais livres circulantes (Chang et al., 2013). Além disso, as proteínas das plantas possuem menos aminoácidos sulfurados, acidificando menos o sangue (Kanda et al., 2014).

Para indivíduos que já estão em tratamento de doença renal a mudança da dieta ocidental para uma dieta vegetariana reduz a acidose (Goraya et al., 2013).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/