Vitamina E na prevenção do Alzheimer

De acordo com estudo apresentado este mês níveis adequados de vitamina E plasmáticos parecem ser importantes na redução do risco de Alzheimer.  A vitamina E é um composto antioxidante porém a suplementação deve ser muito cautelosa pois após seu uso a mesma pode comportar-se como um pró-oxidante aumentando a lesão nas células e até a mortalidade. Por isto, o ideal é consumir a vitamina na forma de alimentos que contém também outros compostos protetores. Fontes incluem o abacate, as castanhas, colorau (urucum) e o azeite. Mas não esqueça de consumir frutas e vegetais ricos em vitamina C nos outros horários afim de reduzir a quantidade de vitamina E oxidada (prejudical) no organismo.

Fonte: Francesca Mangialasche, Miia Kivipelto, Patrizia Mecocci, Debora Rizzuto, Katie Palmer, Bengt Winblad, Laura Fratiglioni.

High plasma levels of vitamin E forms and reduced Alzheimer's disease risk in advanced ageJournal of Alzheimer's Disease, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Cúrcuma do bem

A cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra é fonte de substâncias antioxidantes e com poder antiinflamatório. A planta é cultivada há mais de 2.000 anos na Índia e seu rizoma (caule) ajuda a diminuir a adiposidade visceral (aquela na barriga e a mais prejudicial) além de proteger o fígado, reduzir o risco de câncer, auxiliar a digestão e regular o metabolismo. Você pode comprar a cúrcuma em pó nos supermercados e feiras. Guarde a especiaria em um vidro com tampa e use 1/2 colher de chá por dia em preparações como sopa, molhos (pode ser no da salada ou no molho do macarrão), no arroz, no recheio de tortas ou mesmo sobre a comida.

Proteínas, enzimas e receptores modulados pela curcumina. Link: Proteins, enzymes, receptors modulated by curcumin

Proteínas, enzimas e receptores modulados pela curcumina. Link: Proteins, enzymes, receptors modulated by curcumin

Suplementos de curcumina

Existem também suplementos manipulados como o Curcuvail. Caso precise de ajuda com dosagens e modificação alimentar marque aqui sua consultoria nutricional online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Cólicas nos bebês

As cólicas acontecem em até 40% dos bebês (Hall, Chesters, & Robinson, 2012). Caracterizam-se por irritabilidade e choro inexplicável ou inconsolável por mais de 2 horas por dia, pelo menos 3 vezes por semana, levando os pais correndo aos pediatras (Lacovou et al., 2012).

As cólicas geralmente iniciam-se nas primeiras duas a três semanas de vida e desaparecem ao final do terceiro mês de vida. As causas incluem a imaturidade intestinal do recém nascido, alergia à proteína do leite de vaca (por isto amamentar é muito importante), estresse materno, pega errada da mama, fazendo com que a criança engula muito ar, aspectos relativos ao próprio temperamento do bebê, predisposição genética ou ingestão materna de alimentos que causam gases.

Apesar de ser uma situação normal deve ser tratada com seriedade pois contribui para a ansiedade dos pais, depressão pós-parto e descontinuidade do aleitamento materno (Oberklaid, 2001). O bebê chora pois tem dor, o que não é fácil ou agradável (Shamir et al., 2013Zisk, 2003).

Estudo muito interessante mostrou que o óleo de menta parece mais eficiente para a redução de cólicas dos bebês do que vários medicamentos comumente prescritos pelos pediatras (Alves, Brito e Cavalcanti, 2012), tais quais a simeticona (Lucassen et al., 1998). Mesmo assim o óleo de menta ainda precisa ser mais investigado pois pode causar problemas respiratórios em crianças pequenas (Charrois et al., 2006). O que fazer, já que nem colocar o bebê para arrotar é garantia de menos cólicas (Kaur, Bartir e Saini, 2015)?

Uma das formas é mudar a dieta da mãe visto que algumas substâncias consumidas podem passar para o leite materno. Dentre os alimentos mais estudados estão o leite e seus derivados (Lucassen et al., 1998, Sopo et al., 2014), o chocolate, o amendoim e outras oleaginosas, o café, o refrigerante, as frutas cítricas e o peixe. A eliminação ou diminuição destes alimentos é importante pelo menos nos 3 primeiros meses de vida do bebê. Mas mais importante é a paciência até que a maturidade gastrointestinal seja adquirida.

Enquanto as cólicas persistirem é importante que a criança seja confortada por outro adulto sem ser a mãe. Quando é a mãe quem pega o bebê ele instintivamente vai querer mamar. Por isto outro adulto deve segurar o bebê de pé apoiado no ombro. O bebê deve estar bem aquecido o que faz também com que se acalme mais rapidamente. Massagens também podem aliviar. Se você é expert em cólicas deixe aqui sua dica para as outras mamães!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/