Café ou chá?

Os dois! Pesquisadores holandeses mostraram que:

- Indivíduos que bebem mais de 6 xícaras de chá ao dia têm 36% menos chance de morrer de doenças cardiovasculares em comparação àqueles que bebem menos de um copo de chá ao dia. O ideal é variar os tipos de chá para reduzir o risco de intoxicação pelos fitoquímicos ou metais pesados presentes nas plantas.

- Indivíduos que consomem 2 a 3 xícaras de café ao dia tem um risco 20% menor de doenças cardiovasculares do que aqueles que consomem menos de duas ou mais de 4 xícaras de café ao dia.

O ideal é variar os tipos de chá para reduzir o risco de intoxicação pelos fitoquímicos ou metais pesados presentes nas plantas. Saiba mais no curso online "Fitoterapia".

Referência: 

J. Margot de Koning Gans, Cuno S.P.M. Uiterwaal, Yvonne T. van der Schouw, Jolanda M.A. Boer, Diederick E. Grobbee, W. M. Monique Verschuren, and Joline W.J. Beulens. Tea and Coffee Consumption and Cardiovascular Morbidity and Mortality.Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology: Journal of the American Heart Association, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Café (sem açúcar) pode diminuir risco de diabetes mellitus tipo 2

O café é uma ótima fonte de antioxidantes, mas não combina com todo mundo. Tem gente que bebe e fica bem, tem gente que bebe e fica pior. Tem gente que bebe e dorme e tem os que ficam com insônia. A genética influencia muito o metabolismo e tudo deve ser individualizado. Mas se você se dá bem com café vá em frente.

Novas evidências sugerem que o consumo de café pode prevenir diabetes tipo 2 e que a cafeína parece ser a responsável pelo efeito, o que me leva a pensar que chás que contenham cafeína, como o verde, preto, branco, podem ter o mesmo benefício. No estudo o consumo de café também diminuiu a pressão sanguínea e melhorou a sensibilidade à insulina. Como o estudo foi feito com ratos aguardamos experimentos em humanos até para definição de dosagens.

Café e doenças autoimunes

O diabetes tipo 2 é diferente do tipo 1 (que é autoimune). Enquanto o café até combina com algumas doenças autoimunes (colangites, esclerose múltipla, retocolite ulcerativa), não é boa ideia para outras (artrite reumatóide, diabetes tipo 1, espondilite anquilosante).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Não ofereça refrigerantes aos seus filhos (nem tenha em casa)

Estudo de 10 anos mostrou que meninas que consomiam refrigerantes aos 5 anos de idade tinham dietas com qualidade inferior aos 15 anos, não só por conta das "porcarias" consumidas mas também por conta dos alimentos saudáveis não consumidos. O consumo adequado de alimentos ricos em vitaminas, minerais, proteínas, fibras e fitoquímicos é essencial ao crescimento ótimo e à saúde em geral. Por exemplo, o baixo consumo de cálcio está associado ao maior risco de fraturas ósseas.

Os refrigerantes não contém cálcio e geralmente entram no lugar de bebidas mais saudáveis. O menor consumo deste nutriente também aumenta o risco de problemas dentários, diabetes e obesidade. O estudo tenta mostrar como o consumo de bebidas pode impactar de forma diferente a qualidade da dieta. Como muitas das preferências são formadas na infância é importante que os pais controlem o consumo de alimentos que não agregam valor nutritivo à dieta o quanto puderem. E não adianta não oferecer para a criança mas ficar bebendo na frente dela enquanto insiste para que ela tome água ou suco. Inclusive este estudo mostrou que os pais das crianças que bebiam mais refrigerantes tinham maior peso corporal e IMC. Ou seja, muito provavelmente a alimentação de toda família é inadequada. E atenção: não vale trocar o refrigerante por sucos artificiais ou pelos naturais mega açucarados!

Saiba mais sobre os malefícios dos refrigerantes aqui.

Estudos: 

Laura M. Fiorito, Michele Marini, Diane C. Mitchell, Helen Smiciklas-Wright, Leann L. Birch. Girls' Early Sweetened Carbonated Beverage Intake Predicts Different Patterns of Beverage and Nutrient Intake across Childhood and AdolescenceJournal of the American Dietetic Association, 2010; 110 (4): 543.

Lustig (2013). Fructose: it's "alcohol without the buzz". Advances in Nutrition. Disponível em: www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3649103/

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/