Fitoquímicos combatem obesidade

Qual é a sua comida favorita? Chocolate? Batata frita e refrigerante? Estes alimentos engordativos e que levam a um processo metabólico que desencadeia a obesidade e doenças coronarianas devem ser consumidos com moderação e sempre acompanhados daqueles que amenizam tudo isto. Um novo estudo da Universidade da Florida mostrou que fitoquímicos presentes em vegetais (frutas, legumes, folhosos - principalmente os verde escuros - nozes, sementes e leguminosas) devem ser consumidos antes dos alimentos engordativos a fim de amenizar a inflamação e o estresse oxidativo.

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De acordo com os autores da pesquisa, publicada no Journal of Human Nutrition and Dietetic indivíduos que consomem alimentos de origem vegetal com maior regularidade são mais magros mesmo consumindo o mesmo valor calórico daqueles com sobrepeso ou obesidade, mas que não tem uma dieta variada e rica em fitoquímicos. I

Dietas pobres em alimentos vegetais afetam a saúde ao longo do tempo, aumentam a inflamação e o estresse oxidativo desencadeando danos nas células que se defendem acumulando energia (gordura). Como os fitoquímicos possuem propriedades antioxidantes eles auxiliam no combate aos radicais livres.

Exemplos incluem a aliina do alho, o licopeno dos tomates, melancia e goiaba, isoflavonas da soja, beta caroteno dos vegetais alaranjados e antocianinas das uvas. Assim, se você quer perder peso inclua mais frutas, verduras, legumes e cereais não processados na sua alimentação. Pequenos passos a favor de uma dieta mais saudável pode significar menos quilos e uma chance bem menor de desenvolvimento de obesidade. O maior consumo destes alimentos também deixará menos espaço para alimentos mais gordurosos e com menor valor nutritivo, contribuindo também desta forma para a perda de peso.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Complexo B e o coração

A deficiência de vitaminas do complexo B, especialmente B12, B9 e B6, aumentam os níveis de um aminoácido associado a maior risco cardiovascular: a homocisteína. Porém, uma revisão de oito pesquisas incluindo 24.210 pessoas não mostraram nenhum benefício na suplementação destas vitaminas.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo estudo o uso do suplemento, comparado ao placebo ou outros tratamentos não mostrou menor incidência de ataques cardíacos, derrame ou morte associada a problemas cardiovasculares. Assim, a não ser que você esteja com deficiência destas vitaminas (peça a avaliação de seu nutricionista) não é indicado o uso destes nutrientes na forma de suplementos ou medicamentos.

Opte por uma dieta saudável que inclua fontes destas e outras substâncias indispensáveis à saúde como vegetais folhosos verde escuros, frutas e legumes, cereais integrais, gorduras de boa qualidade (proveniente de azeite, açaí, abacate, castanhas) e proteínas magras, especialmente peixes.

Referência: Martí-Carvajal AJ, Solà I, Lathyris D, Salanti G.Homocysteine lowering interventions for preventing cardiovascular eventsCochrane Database of Systematic Reviews, 2009, Issue 4. Art. No.: CD006612.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

O vinho certo para cada alimento

Cientistas japoneses dão a resposta para uma pergunta gastronômica: Por quê o vinho tinto é consumido com carnes vermelhas e o branco com peixes? De acordo com os pesquisadores ao consumirmos peixes com vinho tinto o sabor desagradável aparecerá já que este tipo de vinho pode conter o mineral ferro.

O estudo, publicado no ACS' Journal of Agricultural and Food Chemistry, pelo Dr. Takayuki Tamura mostrou que quanto maior é o conteúdo de ferro do vinho tinto pior é o gosto desagradável após o consumo dos peixes e frutos do mar. Tanto que vinhos com baIxíssima concentração de ferro não ocasionaram o mesmo problema mesmo não sendo brancos.

Quer ler o artigo? Clique em:

Tamura et al. Iron Is an Essential Cause of Fishy Aftertaste Formation in Wine and Seafood PairingJournal of Agricultural and Food Chemistry, 2009; 57 (18): 8550.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/