Prós e contras da suplementação com ácido fólico

Há anos vem sendo relatado que o consumo de ácido fólico é importantíssimo para a saúde. A vitamina reduz defeitos do tubo neural em bebês, protege contra o câncer (principalmente de intestino. Apesar de a suplementação ser desnecessária (e mesmo prejudicial) para a maioria das pessoas, a estratégia é essencial no primeiro trimestre de gestação.

Esta edição do Nutrition Reviews, discute em dois artigos momentos em que a suplementação é necessária e momentos em que é desnecessária. Por exemplo, indivíduos com células pré-cancerígenas ou com tumores não devem consumir os suplementos visto que os mesmos podem facilitar o desenvolvimento do câncer ao invés de ter um efeito protetor. Além disso, em países que já fortificam as farinhas com ácido fólico (como o Brasil), geralmente a suplementação será mais prejudicial do que benéfica. Já a ingestão do ácido fólico naturalmente presente nos alimentos parece não ter efeitos colaterais. Fontes incluem principalmente vegetais verde-escuros como brócolis e espinafre. Tomate, ervilhas e cogumelos também são boas fontes.

No Brasil ainda não temos estudos que identifiquem como estão os estoques de folato na população. Este é um dado importante já que toda a farinha de trigo e milho do país são fortificados com ferro e ácido fólico desde 2004. Nos EUA, estudos mostram que os estoques já estão repletos daí a preocupação de que uma suplementação poderia induzir o aumento dos casos de câncer na população. De qualquer forma, gestantes devem fazer o uso já que os benefícios são inegáveis. Mulheres que não ingerem ácido fólico adequadamente durante a gravidez também têm mais chances de dar à luz bebês com baixo peso. O ministério da saúde recomenda a suplementação com ácido fólico 12 semanas antes do início da gestação. Como nem toda a gravidez é planejada a fortificação dos alimentos também serve para prevenir problemas nos bebês das mães que não fizeram a suplementação nesta fase.

Lembrando que se houverem polimorfismos genéticos outras formas de vitamina B9 serão mais apropriadas:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Preditores de problemas após gastrectomia

A gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) tem se tornado uma das mais úteis técnicas de nutrição enteral. Porém, como o método é mais utilizados em idosos em risco nutricional, a frequência de eventos adversos após a cirurgia é alta comparada à outros métodos de alimentação por via enteral. Um novo artigo publicado no dia 21/03/2009 no World Journal of Gastroenterology discute a GEP, identificando os três principais preditores para o problema: nutrição enteral anterior à gastrostomia, história anterior de íleo paralítico, presença de disfunções renais crônicas.

Referência: Yokohama S, Aoshima M, Nakade Y, Shindo J, Maruyama J, Yoneda M. Investigation and prediction of enteral nutrition problems after percutaneous endoscopic gastrostomy. World J Gastroenterol, 2009; 15(11): 1367-1372.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Chá muito quente pode aumentar casos de câncer de garganta

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Cuidado com o consumo de bebidas muito quentes. Estudo publicado no site do British Medical Journal, mostrou que o consumo da bebida em temperatura igual ou superior a 70°C pode aumentar o risco de câncer de esôfago, o tubo muscular que leva os alimentos da boca até o estômago. Os pesquisadores realizaram o estudo no Irã, país onde o consumo de chá é alto, e aconselham a deixar o chá esfriar um pouco antes de beber.

O câncer de esôfago mata mais de 500.000 pessoas por ano em todo o mundo. As causas mais comuns são o fumo, o consumo excessivo de bebida alcoólica e o consumo de chás muito quentes. O irã tem uma das maiores incidências de câncer de esôfago em todo o mundo apesar do baixo consumo de cigarros e bebidas alcoólicas. De acordo com o estudo, comparando o chá quente (65-69°C) com o chá morno (menos de 65°C), pessoas que beberam o primeiro tiveram duas vezes mais câncer de esôfago e aqueles que beberam chá muito quente (acima de 70°C) tiveram um risco 8 vezes maior! Partindo-se deste princípio, uma das regiões do país em maior risco seria o sul, em decorrência do alto consumo de chimarrão quente.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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