Pequenas mudanças fazem muita diferença

A edição de dezembro do Journal of the American Dietetic Association apresenta estudos que focam nos hábitos alimentares dos americanos. Os artigos apontam que os alimentos do tipo fast food continuam sendo muito mais populares do que opções saudáveis. De acordo com algumas destas pesquisas o principal motivo da popularidade dos primeiros é a praticidade e a rapidez.

Apesar de alguns entrevistados terem relatado o consumo de cardápios saudáveis nestes estabelecimentos, a verdade é que as lanchonetes e cadeias de fast food oferecem opções mais calóricas do que aquelas geralmente preparadas em casa. Um outro estudo mostrou que modificações pequenas no alimentação diária trazem um grande benefício em termos de saúde se analisarmos a longo prazo. Por exemplo, trocando uma carne por outra com menos gordura, um refrigerante por um suco e um doce por uma fruta ou iogurte desnatado trás ao final de uma semana um ganho em termos de consumo de nutrientes e em redução de gordura.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Consumo moderado de vinho faz bem ao coração

O consumo moderado de álcool está associado a uma maior concentração de ômega-3 no plasma e nas hemácias. Este foi o principal achado do estudo europeu IMMIDIET que será publicado em janeiro no American Journal of Clinical Nutrition. O estudo também sugere que o vinho tem um melhor resultado quando comparado às outras bebidas alcoólicas.

O efeito é atribuido aos compostos presentes na uva, os polifenóis (epicatequina, epigalocatequina, luteína, procianidina, lupel, ácido gálico etc). Durante a pesquisa 1604 indivíduos ingleses, belgas e italianos foram acompanhados. O ômega-3 é derivado principalmente dos peixes sendo considerado um protetor contra doenças cardiovasculares. Parece que o consumo moderado de vinho (1 taça ao dia para mulheres e duas para homens) influencia favoravelmente o metabolismo deste ácido graxo independentemente do consumo de peixes.

Para saber mais visite o site oficial do projeto: http://www.moli-sani.org/immidiet_site/project.html

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Pesquisas em alimentação e síndrome metabólica

O risco de indivíduos obesos desenvolverem diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares não é diminuído com dietas padrão. Estudos recentes mostram, cada vez mais, que as propostas devem ser individualizadas, preferencialmente considerando a individualidade genética e bioquímica. Existem sim recomendações gerais quanto ao tipo de gordura, consumo de fibras e fitoquímicos porém muitos genes determinam a resposta individual às intervenções dietéticas. É por isto que enquanto algumas pessoas passam por grandes modificações benéficas outras observam pouca ou nenhuma melhoria em seu estado geral.

No futuro é provável que os exames pedidos também comparem a atividade de genes para determinadas doenças para que os profissionais de saúde possam relacioná-la aos fatores ambientais e ao estilo de vida, diagnosticando de forma muito mais precisa qualquer condição. Na Europa, o projeto Lipgene, iniciado em 2004 e com previsão de término em 2009, está acompanhando a alimentação, traçando o perfil genético e bioquímico e coletando informações clínicas de 13.000 pessoas. O projeto espera também:

- compreender melhor como as diferenças no consumo de gorduras influenciam no desenvolvimento da síndrome metabólica;

- criar alternativas de plantas fontes de ômega-3 a partir de genes de algas marinhas;

- melhor a alimentação animal para que o leite seja melhor fonte de ácidos graxos poliinsaturados;

- analisar a visão dos consumidores sobre a síndrome metabólica e alimentos protetores;

- examinar as barreiras econômicas para a introdução de novas tecnologias agroalimentares.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/