Redução calórica diminui risco de câncer de mama

Cientistas da Universidade do Texas em Austin identificaram caminhos pelos quais uma dieta com redução calórica pode diminuir o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama após a menopausa. Os resultados da pesquisa, apresentados na 7a conferencia internacional da Associação Americana de pesquisa em câncer, sugeriu que a restrição calórica e o exercício afetam os caminhos metabólicos da mTOR, uma molécula envolvida na integração do balanço energético com o crescimento celular. A desregulação da mTOR contribui para muitas doenças, incluindo os cânceres. Dieta e exercício regulam a mTOR sendo que no estudo apresentado na conferencia, a dieta foi mais eficiente do que o exercido, pelo menos em modelos animais.

Como um dos fatores de risco modificáveis para o câncer de mama é a obesidade, para prevenir a primeira doença, deve-se reduzir o peso. Isto porque o aumento da quantidade de gordura no organismo esta associada a alterações nas adipocinas, proteínas secretadas pelo tecido adiposo e que ajudam a modificar o apetite e diminuir a resistência a insulina. Por exemplo, níveis aumentados de leptina e níveis diminuídos de adiponectina aumentam o risco de câncer de mama. No estudo apresentado, os camundongos que tiveram a dieta restrita em 30% das calorias, diminuíram o peso e os níveis de leptina e aumentaram os níveis de adiponectina em valores maiores que o grupo que foi submetido a atividade física (45 minutos/5 vezes na semana) mas que não tiveram restrição dietética.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Cálcio e magnésio juntos contra o câncer de intestino

O equilíbrio entre nutrientes é fundamental e o baixo ou alto consumo de um interfere na disponibilidade de outros. Estudos vem demonstrando que o consumo de magnésio está associado a um menor risco de câncer coloretal. Porém, mesmo em populações onde o consumo de magnésio é similar as taxas de câncer nestas regiões são diferentes. Por exemplo, americanos tem maior incidência do que asiáticos. Além disso, quando asiáticos migram para os EUA a incidência de câncer coloretal aumenta nos mesmos.

Uma das explicações é que o excesso de consumo de cálcio no país prejudica a absorção de magnésio e, por isto, os resultados são contrários aos esperados. Como o cálcio também é um nutriente essencial, inclusive para a prevenção do câncer o importante é que sempre seja observada a razão de cálcio e magnésio em dietas e, principalmente, suplementos. Geralmente, os diferentes pesquisadores falam na proporção 2:1, a mesma encontrada em muitos folhosos verde-escuros, como o da imagem acima.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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