Síndrome MOSH

A Síndrome MOSH (Hipogonadismo Masculino Associado à Obesidade) é descrita como a redução dos níveis de testosterona em homens com sobrepeso e obesidade, causada em parte pelo aumento da enzima aromatase no tecido adiposo, que converte testosterona em estrogênio (hormônio feminino), e por um estado inflamatório crónico. A ginecomastia, ou seja, o aumento do volume das mamas, em homens com excesso de peso, pode não ser ginecomastia verdadeira (tecido glandular) mas sim pseudo-ginecomastia ou lipomastia (aumento de gordura). As estratégias de tratamento incluem perda de peso, prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada e, em casos mais complexos, medicamentos ou cirurgia bariátrica. 

Como a obesidade afeta os níveis de testosterona (MOSH)

  • Ação da aromatase: O excesso de gordura corporal, especialmente na região abdominal, aumenta a produção da enzima aromatase. A aromatase converte a testosterona em estrogênio, o hormônio feminino, o que diminui os níveis de testosterona no organismo. 

  • Inflamação crônica: A obesidade está ligada a um estado de inflamação constante, que pode inibir a produção de hormônios sexuais e afetar a função do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. 

  • Resistência à leptina: Apesar do aumento dos níveis de leptina (hormônio que regula a saciedade) na obesidade, a ação da leptina pode ser reduzida, diminuindo o estímulo para a produção de testosterona. 

Pseudo-ginecomastia ou lipomastia 

Nos homens com obesidade, o excesso de volume nas mamas pode ser devido ao aumento do tecido adiposo (gordura), e não ao aumento do tecido glandular. Essa condição é chamada de pseudo-ginecomastia ou lipomastia, e é diferente da ginecomastia verdadeira.

Tratamento e outras informações

  • Perda de peso: A principal medida para reverter a Síndrome MOSH é a perda de peso, que pode normalizar os níveis hormonais. 

  • Estilo de vida: A prática regular de exercícios físicos e uma alimentação equilibrada, com prioridade para alimentos naturais e redução de açúcares e gorduras, também são cruciais para o tratamento. 

  • Tratamento médico: Em casos mais severos, um médico endocrinologista pode indicar tratamentos farmacológicos para a obesidade ou mesmo cirurgia bariátrica. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/