A doença de Alzheimer não se instala de uma hora para outra. Antes deste transtorno cognitivo grave aparecer são décadas de percurso, em que se instala o declínio cognitivo subjetivo e o prejuízo cognitivo leve.
O declínio cognitivo subjetivo é caracterizado por uma autoexperiência da deterioração no desempenho cognitivo não detectado objetivamente por meio de testes neuropsicológicos formais. É aquela alteração da memória considerada "normal" e associada ao estresse e ao envelhecimento. Contudo, se não cuidada, pode progredir para o declínio cognitivo leve, um conjunto de sintomas que causa comprometimento de uma ou várias funções cognitivas, como memória, concentração e capacidade de tomar decisões.
O paciente com prejuízo cognitivo leve ainda consegue cumprir as suas funções e manter a sua rotina, apesar da dificuldade maior. Estima-se que 12% das pessoas com declínio cognitivo leve progridam para as demências (transtornos neurocognitivos). Para avaliação do prejuízo cognitivo leve podemos utilizar o MOCA-TEST:
Além de genética e envelhecimento, alguns fatores de risco modificáveis contribuem para a progressão das dificuldades cognitivas, como resistência insulínica ou diabetes, tabagismo, hipertensão, aumento de colesterol, obesidade, depressão, sedentarismo, apneia do sono, depressão, fadiga crônica, elevado estresse, falta de estímulo cognitivo e isolamento social. Não há milagre quando falamos de cérebro e um estilo de vida saudável é fundamental para prevenção e reversão dos prejuízos cognitivos.