A pré-eclâmpsia é uma condição grave, marcada pela elevação anormal da pressão arterial, a partir da 20a semana gestacional. Afeta em sua forma mais leve até 10% das grávidas, sendo a forma grave mais rara, atingindo cerca de 0,5% das gestantes. Para o diagnóstico o obstetra analisa a pressão arterial, verifica a presença de proteína na urina e a sintomatologia relatada pela gestante como dores de cabeça, perturbação na visão, dor na barriga ou abaixo das costelas, mal-estar geral e sinais como edema. Quando não tratada a condição pode reduzir o fluxo de sangue para a placenta, restringindo o crescimento do feto.
Se você teve pré-eclâmpsia em gestações anteriores ou se esta é uma condição frequente em sua família a alimentação pode ser sua aliada. Afim de prevenir a condição não abuse do consumo de alimentos industrializados ou ricos em sódio. Estudos mostram também que dietas adequadas em nutrientes antioxidantes e antiinflamatórios como vitamina C (presente em alimentos como agrião, salsa, couve, brócolis, rúcula, alho, abacaxi, acerola, cajú, limão, laranja, tangerina, goiaba, morango, kiwi, batata doce, tomate, pimentão), vitamina E (abacate, avelã, amendoim, amêndoas, castanhas em geral), selênio (castanha do pará, salmão, semente de girassol) e ômega-3 (peixes como atum, arenque, sardinha, cavala, salmão, e sementes como linhaça e sálvia) estão associadas a menor frequência de pré-eclâmpsia. Para orientações sobre um cardápio saudável, informe-se com seu nutricionista!
Suplementos para uma gestação saudável
A suplementação na gravidez varia para cada mulher e deve ser prescrita e avaliada durante a consulta, a partir da anamnese, resultado de exames, sinais e sintomas. Mas, de forma geral, a mulher deverá utilizar vitamina D, metilfolato, ômega-3, probióticos e um suplemento multivitamínico específico para esta fase da vida. Muitas mulheres também beneficiam-se do uso da melatonina.
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