Sobrepeso e inflamação aumentam o risco de anemia

A má nutrição é responsável por mais problemas de saúde do que qualquer outra causa. Doenças derivadas do excesso de peso e da obesidade contribuem para cerca de quatro milhões de mortes em todo o mundo, afirma Corinna Hawkes, diretora do Center for Food Policy. Além do excesso de peso, a anemia é extremamente comum tanto em pessoas que estão abaixo do peso quanto em pessoas acima do peso.

Uma grande parte do problema são as escolhas alimentares e de estilo de vida. O consumo de alimentos ultra-processados e de baixíssima qualidade nutricional é cada vez mais comum. Dentre as causas da anemia ferropriva em pessoas de baixo peso destacam-se o baixo consumo de ferro e vitamina C, as parasitoses (verminoses) e a diarreia.

Entre as pessoas com excesso de peso e obesidade as principais causas da anemia são as cirurgias de estômago e/ou intestino e a inflamação. Falo mais sobre este último aspecto nestes vídeos:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Causas e consequências da inflamação crônica

O que doenças cardíacas, obesidade, artrite reumatóide, diabetes, gota, asma, hipertensão, aterosclerose, osteopenia, câncer, resistência à insulina, sarcopenia, Alzheimer e outras condições crônicas têm em comum? Isso mesmo, a inflamação crônica! Algumas causas comuns da inflamação são tabagismo, alto consumo de álcool, dieta rica em alimentos ultraprocessados, obesidade, estresse e disbiose intestinal.  

Quando o intestino não está legal, há a passagem de toxinas como lipopolissacarídeos bacterianos (LPS) para a corrente sanguínea. Estes geram inflamação. Para combatê-la é importante manter um adequado consumo de fibras e repor bactérias boas. Além disso, consuma boas fontes de ômega-3, nutriente que aumenta a fosfatase alcalina intestinal, enzima que contribui para a eliminação de LPS (Kelly, Colgan & Frank, 2012).

A redução da inflamação depende de uma dieta saudável. Frutas e verduras contribuem com vitaminas, minerais antiiflamatórios. Castanhas e sementes possuem minerais e ácidos graxos capazes de prevenir doenças do cardiovasculares e diabetes. Chás são ricos em polifenóis antiinflamatórios. Consulte um nutricionista!

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Aprenda mais sobre o tema:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Inflamação + doença metabólica: metainflamação

A obesidade gera no corpo um estado inflamatório perigoso para crianças, jovens, adultos e idosos. Crianças com dislipidemias (aumento de colesterol e/ou triglicerídeos) desenvolvem pressão alta e doenças cardíacas mais cedo. 

Pesquisadores defendem que disfunções metabólicas associadas à obesidade podem ser enquadradas como doenças da infância na qual o crescimento, o desenvolvimento, o meio ambiente e a predisposição genética estão interligados.

A inflamação é a resposta biológica ao rompimento da fisiologia celular ou sistêmica normal. Desequilibram nosso corpo fatores externos, como bactérias e fatores internos, como morte celular, câncer ou consumo excessivo de alimentos. 

Na obesidade há uma situação de inflamação crônica em que mecanismos de cura rápida falham. A inflamação associada à doença metabólica, ou metainflamação, pode ser detectada em numerosos tecidos envolvidos na regulação de nutrientes. 

Desinflamar é preciso e pode ser feito com atividade física, consumo adequado de água, adoção de dieta antiinflamatória, uso de probióticos (bactérias boas), redução do estresse, uso de ervas e condimentos protetores.

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Como tratar a inflamação crônica e prevenir doenças

Muitas doenças relacionam-se com a inflamação crônica, incluindo câncer, diabetes, dislipidemias, obesidade, doenças cardiovasculares e hepáticas. O mundo moderno aumentou nosso contato com alimentos ultraprocessados, ar poluído, xenobióticos (substâncias estranhas), estresse. Por meio de alimentação adequada e técnicas para o combate ao estresse podemos modular o processo inflamatório. 

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O yoga ajuda no combate ao estresse. Este tem sido associado ao envelhecimento acelerado devido ao aumento do estresse oxidativo. Diferentes biomarcadores no sangue podem ser usados ara estimar o nível de inflamação e estresse do corpo. O cortisol varia ao longo do dia com base no ritmo circadiano, e um nível basal mais alto de cortisol é um indicador de alto estresse crônico. O cortisol se torna menos variável ao longo do dia em pessoas com estresse crônico, sinalizando uma luta ou fuga hiperativa ou o sistema nervoso simpático.

Outro biomarcador é o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína de ocorrência natural no corpo que regula a neuroplasticidade e promove o desenvolvimento do cérebro. Pessoas com depressão, ansiedade ou doença de Alzheimer têm níveis mais baixos de BDNF.

Em estudo recente foi demonstrado que a prática de yoga por 12 semanas retarda o envelhecimento celular. O programa consistiu em 90 minutos de yoga que incluíam posturas físicas, respiração e meditação cinco dias por semana durante 12 semanas. Os pesquisadores encontraram indícios de níveis mais baixos de inflamação e de cortisol. O estudo também encontrou níveis mais altos de BDNF sugerindo que o yoga também pode ter efeitos protetores para o cérebro (Tolahunase, Sagar & Dada, 2017).

    Além de técnicas para gerenciamento do estresse (como atividade física e sono adequado) são importantes medidas para o combate à inflamação:

    • Reduzir a exposição ao tabaco, álcool e poluição;
    • Aumentar o consumo de frutas e verduras para que mais fitoquímicos protetores cheguem às células;
    • Suplementar vitamina D caso as concentrações plasmáticas estejam baixas;
    • Reduzir o consumo de alimentos processados;
    • Reduzir o consumo de alimentos cozidos em altas temperaturas;
    • Aumentar o consumo de alimentos com alto valor nutricional;
    • Reduzir alimentos com alto índice glicêmico;
    • Aumentar o consumo de ômega-3;
    • Manter o intestino sempre saudável.
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    Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/