Como preparar peixe e quinoa para bebês de 6 meses?

Hoje recebi esta pergunta de uma mãe que está começando a introduzir a alimentação complementar de uma bebezinha de 6 meses. Algumas sugestões:

O peixe pode ser oferecido na sopa, como papa (pode misturar, por exemplo com batata doce, abobrinha e até maçã!) cozinhando no vapor e amassando. Outra opção é cozinhar no vapor ou água e depois desfiar para retirar toda a espinha. O ideal é que o início seja com peixes mais magras como pescado, tilápia ou linguado. Depois do teste outros peixes, com sabor mais forte podem ir entrando como robalo, dourada, salmão. Mariscos e peixes de digestibilidade mais difícil só a partir dos 18 meses (atum, cavala). Polvo e lula só a partir dos 24 meses.

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A quinoa também pode entrar em papa, na sopa ou pura no lugar do arroz. Deixe a quinoa de molho à noite. Pela manhã descarte a água (como faz com as leguminosas), lave e cozinhe em água, na panela até ficar macia (leva cerca de 8 a 10 minutos em fogo médio). Não precisa colocar sal em nenhum dos alimentos. Pode até ser oferecida como lanche. Basta deixar esfriar e picar alguma fruta dentro (como manga ou banana em pedacinhos - depois de já ter sido testada). Se não der tempo de deixar de molho tanto tempo não há problema. Ficará com mais saponinas (que não fazem mal, só fica um pouco mais amargo). Testando saberá se ela aceita ou não.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Técnicas para ajudar seu bebê a comer de tudo

A partir dos 6 meses de vida o bebê passa a receber comida em complemento ao leite materno. Alguns bebês fazem a transição de forma fácil, enquanto outros nem tanto. Para os pais de primeira viagem este pode ser um momento desafiador. Neste novo curso online apresento algumas técnicas para os bebês que aceitam tudo e também para aqueles que lutam contra a comida. Assista o vídeo:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Uso de fórmulas infantis é alto no Brasil. O que isso significa para a saúde do bebê?

A Organização Mundial de Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo pelos primeiros 6 meses de vida do bebê. Após a introdução de novos alimentos, recomenda-se ainda o aleitamento de forma complementar até os 2 anos de vida. 

Existem evidências científicas  de que o aleitamento materno protege mãe e bebê. Reduz a incidência de câncer de mama na mulher, contribui para a involução do útero após o parto e reduz os sangramentos. Também acelera a conexão emocional mãe-bebê.

Para os bebês as vantagens incluem ainda a redução da incidência de doenças alérgicas, incluindo a asma, a redução no número e severidade das diarreias, assim como o menor número de internações hospitalares por todas as causas.  Bebês amamentados por mais de 6 meses também parecem ter menor risco de desenvolverem déficit de atenção/hiperatividade e autismo (Sari, Milanaik, Adesman, 2016).

Contudo, no Brasil, apenas 41% das mulheres conseguem amamentar exclusivamente seus filhos até os 6 meses de vida. A capital onde a situação é melhor é em Belém, onde 56,1% das mulheres amamentam exclusivamente durante os primeiros 180 dias de vida do bebê. A capital com pior desempenho neste área é Cuiabá (Brasil, 2009).

A mediana do Brasil é muito ruim. A maior parte dos bebês são amamentados exclusivamente por apenas 54 dias. Ao serem desmamadas as crianças passam a receber fórmulas infantis. Estudos mostram que a substituição do leite materno pelos famosos leites em lata associa-se a maior risco de alergias, obesidade, disbiose intestinal, prisão de ventre, compromentimento do desenvolvimento, maior risco de autismo (Adesman, Soled & Rosen, 2017; Menlnik et al., 2012; Shi-Sheng et al., 2013).

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Estas questões devem-se às limitações das fórmulas infantis que não são perfeitas como o leite materno. Em geral, são mais ricas em aminoácidos, especialmente leucina, possuem uma quantidade de vitaminas superior à do leite materno (podendo gerar uma cascata oxidante), redução de pré e próbióticos, assim como de compostos imunomoduladores e ácidos graxos essenciais.

Crianças que são alimentadas com fórmulas também são mais intoxicadas por bisfenol A (Adesman, Soled & Rosen, 2017) e outros bisfenóis e fitalatos, compostos oriundos de plástico (de recipientes e mamadeiras) que prejudicam o sistema nervoso e o funcionamento de diversas glândulas.

Leite de vaca é pobre em ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs) comprometendo o neurodesenvolvimento. Algumas fórmulas vem adicionadas de PUFAs, como DHA e ácido araquidônico (ARA). Contudo, estudos mostram que o acréscimo de PUFAs às fórmulas não promove os mesmos benefícios do leite materno (Jasani et al., 2017).

Grande parte das fórmulas contém ingredientes que não são interessantes para bebês incluindo óleo de palma, oleína de palma, xarope de milho, óleo de canola, lecitina de soja. As fórmulas também podem ser fontes de contaminação por alfatoxinas, metais pesados (Akhtar et al., 2017) e glicotoxinas que aumentam o risco de diabetes, insuficiência renal, doenças hepáticas e neurodegenerativas (Kutlu, 2016). Por outro lado, algumas fórmulas são acrescentadas de pré e probióticos, fibras, ômega-3. O ideal é sempre amamentar. Se não puder converse com seu nutricionista e pediatra para que possam juntos avaliar a melhor alternativa para seu bebê.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Amamente mais e reduza as chances de obesidade quando seu filho for mais velho

Mais um estudo mostrou que quanto mais cedo a alimentação complementar e as papinhas são introduzidas maior é a chance de excesso de peso em fases posteriores da vida, no caso aos 42 anos! No estudo para cada mês a mais de aleitamento materno, o risco de excesso de peso aos 42 anos era reduzido em 10%. Ou seja, amamente por mais tempo seu bebê e mantenha-o saudável por muitos e muitos anos!

* A Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida.

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Referência: Schack-Nielsen et al. Late introduction of complementary feeding, rather than duration of breastfeeding, may protect against adult overweight. American Journal of Clinical Nutrition, 2009.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/