Como resolver a intolerância histamínica?

Quando a maioria das pessoas tem uma reação alérgica, elas podem ir ao armário de remédios, tomar um anti-histamínico como BenadrylⓇ ou ClaritinⓇ e obterão alívio de seus sintomas. Estes medicamentos são anti-histamínicos, ou seja, drogas usadas para tratar problemas como urticária, conjuntivite, reduzindo sintomas como coceira, inflamação, vermelhidão, corrimentos nasais.

Mas não dá para viver tomando remédio, já que medicamentos possuem efeitos colaterais como sonolência, cansaço, agravamento dos roncos, dificuldade de concentração, aumento do apetite, secura na boca, problemas gastrointestinais. Além disso, pessoas com glaucoma, problemas nos rins e fígado, hipertrofia da próstata não podem abusar desses medicamentos, que podem piorar o quadro.

Assim, a questão é afastar-se do que causa alergia. O problema é que algumas pessoas são alérgicas a tudo ou possuem intolerância à histamina. A histamina é um neurotransmissor que o organismo liberta para se proteger das substâncias que fazem mal ao organismo. Vai gerar uma condição ideal para o reparo do organismo. Por exemplo, aumenta a permeabilidade dos capilares para que as células de defesa do corpo possam chegar e combater invasores. Contudo, o excesso de histamina gera sintomas como coceiras.

Além disso, alguns alimentos contém quantidades elevadas de histamina. Outros, geram liberação de histamina pelo corpo. E existem as pessoas que não conseguem destruir a histamina por deficiência da enzima DAO. Instala-se então uma sensibilidade ou intolerância às histaminas, com edema, queda da pressão arterial, coceira (comichões) dentre outros sintomas que destaco no vídeo a seguir:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Se eu parar de comer pão vou ficar alérgico?

Recebo essa pergunta toda hora. Gente, as causas da doença celíaca são genética, imunológica e ativada pela ingestão do glúten (não pela retirada dele). Em pessoas que herdam dos pais a predisposição à autoimunidade mediada pelo glúten (alterações de genes HLA), o sistema de defesa lesa o intestino delgado e desencadeia a má absorção de vários nutrientes. E só tem um tratamento: a retirada do glúten. Ou seja, doença celíaca não é intolerância nem alergia. É uma doença autoimune. Existem outras doenças relacionadas como alergia ao trigo e outras questões por mecanismos desconhecidos.

Quando você para de comer sorvete por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer frango por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer arroz por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Agora, se você parou de comer um alimento e quando voltou a comer passou mal, aí tem. Pesquise e entenda seu corpo. Ele te dá mensagens e, às vezes, grita por socorro por meio de dores de cabeça, problemas na pele, dificuldades digestivas, acúmulo de gordura, alterações cognitivas...

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Alergia alimentar imediata x alergia alimentar tardia

Existem dois tipos de alergia alimentar: a imediata ou aguda e a tardia. Sabe aquela pessoa que come camarão e a glote fecha na hora? Isso é a alergia aguda e os sintomas podem aparecer em pele ou mucosas, como a do sistema respiratório. A alergia alimentar tardia é quando o sistema imunológico do seu corpo reage a uma proteína alimentar porque ela confundiu essa proteína como uma ameaça. Os sintomas só aparecem dias depois, podendo ser leves ou graves. Muitas pessoas não sabem que possuem esse tipo de reação, apesar de ser comum em 50% da população. Outra questão é que os sintomas das alergias alimentares tardias podem durar duas semanas ou mais e são muito diversos, dificultando o diagnóstico. Sinais e sintomas que podem ser provenientes de alergias alimentares tardias:

  • Respiratórios - asma, rinite, sinusite, otite, amigdalite, bronquite.

  • Genito- urinários - cistite de repetição, candidíase, infecções urinárias, enurese noturna.

  • Gastrointestinais - diarreia, constipação, colite, gastrite, má absorção, doença celíaca, refluxo.

  • Metabólicos - acúmulo fácil de gordura corporal ou dificuldade em ganhar peso, celulite, perda de apetite, anorexia nervosa, bulimia, diabetes, hipertensão arterial, hipercolesterolemia. -

  • Nervosos - dor de cabeça, enxaqueca, convulsão, Insônia, sonolência, depressão, agitação, ansiedade, fadigas.

  • Mentais - hiperatividade ,falta de concentração, alteração de humor, distúrbios de aprendizagem.

  • Sistêmicos - artrite reumatoide, tireoidite, lúpus eritematoso sistêmico, psoríase, alopecia areata, fibromialgia.

  • Cutâneos - acne, eczema, caspa, urticária, dermatite seborreica, dermatite.

Para avaliação são feitos testes de anticorpos IgE (alergia imediata) ou IgG (alergia tardia). Mas o mais comum é fazer a exclusão dos alimentos suspeitos por 1 mês, reintroduzir e ver o que acontece (se os sintomas voltam ou não). O cuidado é para não desnutrir no processo. Por isso, se precisar de ajuda, marque uma consulta:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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