Aromaterapia no tratamento do Alzheimer

A aromaterapia é uma prática milenar que utiliza óleos naturais, extraídos de flores, raízes, folhas, sementes, ervas, madeiras e resinas, para a prevenção e tratamento de doenças físicas e psicológicas.

O médico egípcio Imhotep recomendava o uso de óleos com fragrâncias no banho, nas massagens e no embalsamento dos mortos. O pai da medicina moderna, Hipócrates, seguiu os mesmos princípios. Contudo, com o declínio do Império Romano estes conhecimentos foram, em grande parte, perdidos.

Foi apenas no século XIX que cientistas europeus decidiram dedicar-se ao estudo dos efeitos destes óleos essenciais no homem. A palavra “aromaterapia” é uma invenção do químico francês René Maurice Gattefosse que, em 1910, descobriu os poderes curativos do óleo de lavanda quando se queimou no seu laboratório de perfumes e, procurando um alívio imediato, mergulhou a mão num recipiente com óleo de lavanda. O alívio da dor foi imediata e o processo de cicatrização rápido, indolor e sem marcas posteriores. 

Quando inalamos óleos essenciais, as células olfativas são estimuladas e esse impulso é encaminhado para o sistema límbico – o centro emocional do cérebro – ligado à memória, à respiração, à circulação sanguínea e aos hormônios.

Jimbo e colaboradores (2009) publicaram pesquisa em que testaram o efeito do uso de óleos de limão e alecrim em idosos com demência. O declínio da memória foi atenuado.

Outro estudo utilizou o óleo essencial de melissa em pacientes com declínio cognitivo grave. O óleo foi misturado a uma loção corporal e aplicado nos braços e rostos dos pacientes. Após 4 semanas de uso foi verificado redução de agitação e agressividade. Também houve melhoria da socialização (Ballard et al., 2002). Os achados são importantes pois o tratamento com medicamentos reduzem a agitação sem melhorar a socialização.

Por falar em aromas, um estudo mostrou que a dificuldade em sentir os aromas pode ser um dos primeiros sinais do Alzheimer (Kesslak et al., 1988; Morgan, Nordin e Murphy, 1995). Parece que pacientes com Alzheimer possuem menor função na narina esquerda do que na direita. Doty e colaboradores (2014) tentaram replicar o estudo sem sucesso. Por isto, mais pesquisas sobre os testes olfatórios fazem-se necessárias nesta área.

Conheça também meu canal no YouTube.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Ayurveda no tratamento da dor crônica

Você tem dor no pescoço, nas costas ou nos ombros? Sofre de fibromialgia, enxaqueca, artrose ou lesão por esforço repetitivo? A dor crônica é uma condição comum entre adultos. Afeta o humor, perturba o sono, reduz a qualidade de vida. E, apesar dos medicamentos modernos, pesquisa nos Estados Unidos mostrou que 78% dos usuários de antiinflamatórios e analgésicos. 

Alguns hábitos, tensionamento dos músculos, respiração "rasa" ou incompleta, supressão ds emoções, dieta inflamatória, consumo excessivo de cafeína e desidratação agravam a dor. Por isto, o Ayurveda, medicina tradicional da Índia, recomenda a combinação de terapias que incluem exercícios respiratórios, práticas de ásanas (posturas físicas), técnicas de relaxamento e meditação, além da alimentação saudável para o acolhimento da dor.

Uma forma de tirar o foco da dor é por meio do exercício escaneo corporal (baixa aqui). Deite-se no chão e preste atenção à gravação, levando sua atenção a cada parte de seu corpo. Este é um exercício de 40 minutos mas mesmo 10 minutos de relaxamento sistemático em shavásana (postura do cadáver) já mostra-se eficiente na redução de espasmos musculares, tensão e ansiedade.

Na tradição ayurvédica a massagem regular com óleos também é muito recomendada. Massagens aliviam a rigidez articular e muscular, melhora a circulação, mobiliza toxinas e relaxa o corpo.

Outra recomendação é a prática de ásanas, posturas específicas do yoga. O ideal é que os ásanas sejam praticados de forma gentil, para não agravar os sintomas.  Práticas de 15 minutos, pela manhã ou à noite, já fazem muita diferença.  

Estudos mostram que os óleos essenciais de alecrim e tomilho aumentam o fluxo de sangue para os músculos, relaxando-os. Já hortelã reduz a dor. Coloque algumas gotas em um difusor de aromaterapia, na água quente da banheira ou em seu óleo de massagem. Caso, decida utilizar óleos essenciais direto na pele, teste antes em uma pequena área.

A natureza também oferece condimentos com propriedades calmantes e analgésicas. O açafrão e o gengibre ajudam a reduzir a dor inflamatória, enquanto a valeriana, o kava kava, a camomila e o maracujá ajudam a combater a dor relacionada à tensão. E uma vez que a dor crônica é muitas vezes uma combinação de inflamação e tensão, essas ervas são frequentemente combinadas. 

Saiba mais no curso online

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Benefícios do óleo de orégano

Os antibióticos são a ferramenta número 1 para o tratamento de infecções. Contudo, os mesmos não são livres de problemas. Dentre os  efeitos colaterais destacam-se: resistência bacteriana, disbiose (desequilíbrio da microbiota intestinal), aumento das alergias, boca e pele ressecadas; zumbidos nos ouvidos, tremores, queimação, espasmos musculares, confusão mental, ansiedade, alterações no metabolismo da glicose dentre outros. , alucinações e reações psicóticas), ao coração, fígado e pele (machucados dolorosos e que deixam cicatrizes), ao sistema gastrintestinal, à audição e ao metabolismo do açúcar no sangue..

Felizmente, algumas estratégias podem ser utilizadas quando o uso de antibióticos não for imprescindível. Para a melhoria da imunidade a suplementação de zinco, vitamina A e probióticos mostra-se efetiva. Menos conhecido, o óleo de orégano também vem sendo utilizado. Contém compostos como carvacrol e timol com poderosos efeitos antibacterianos e antifúngicos. O orégano é membro da mesma família da menta (Labiatae) mas o utilizado para fazer o óleo essencial é distinto daquele que usamos no recheio da pizza (Hussain et al., 2011).

O óleo essencial de orégano possui propriedades medicinais. É caro pois a produção de 1 kg de óleo requer 1.000 kg de orégano selvagem. O composto principal, o carvacrol, é responsável pelo combate a fungos, bactérias (Kortman et al., 2014), parasitas, vírus, pela redução da inflamação e das alergias. Também possui efeito neuroprotetor (Celik et al., 2013). O óleo deve ser diluído em água ou em óleo de coco e não recomenda-se o uso por mais de 2 semanas. 

Se quiser conhecer mais sobre as propriedades dos alimentos faça o curso online Alimentos Funcionais. O mesmo é perfeito para os que querem aprender mais sobre as propriedades dos alimentos e o impacto dos mesmos na saúde e na prevenção de doenças.

Conheça mais sobre soja, tomate, berinjela, brócolis, mel, açafrão, chá verde, maçã, mirtilo, açaí, dentre tantos outros alimentos. Conversaremos também sobre nutrientes e não nutrientes que podem ser destacados nos rótulos dos alimentos por seu potencial benefício à saúde, incluindo ácidos graxos, carotenóides, fibras e probióticos.

    Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/