Dieta, microbiota intestinal e cognição

Evidências científicas mostram o impacto do consumo de dietas ricas em gordura e açúcar no desenvolvimento de obesidade, diabetes mellitus tipo 2 (DM2), doença cardiovascular e também no declínio cognitivo acelerado.

Perda de memória, falta de atenção e dificuldades relacionadas ao raciocínio lógico são sintomas do declínio cognitivo. Muito associado ao processo de envelhecimento, o mesmo pode ser prevenido com dieta antiinflamatória, rica em vegetais. Além disso, o intestino não pode ser fonte de inflamação.

No intestino humano existem trilhões de microorganismos inofensivos. É a microbiota intestinal, fundamental para a boa imunidade e redução da inflamação. Contudo, o consumo de uma dieta rica em gordura e açúcar altera a composição saudável da microbiota, o que leva a uma população microbiana desequilibrada e inflamatória. É a disbiose intestinal, também envolvida com o declínio cognitivo (Proctor et al., 2017).

A microbiota fecal de indivíduos idosos com fragilidade física, limitações de mobilidade e multimorbidade apresentam menor biodiversidade e menor produção de substâncias antiinflamatórias. Certos tipos de bactérias patogênicas podem aumentar inclusive a produção de proteínas amilóides (Ticinesi et al., 2018).

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A produção de citocinas pró-inflamatórias no intestino não saudável pode ativar a microglia cerebral, promovendo neuroinflamação, morte neuronal e deposição de β-amilóide, aumentando o risco de Alzheimer. Dietas com padrões semelhantes às abordagens mediterrânea têm sido associadas a um menor risco de demência. Saiba mais:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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