Transtorno alimentar disfarçado de estilo de vida saudável

Atendi este ano muitas pessoas jovens (antes dos 40 anos) indicadas por médicos após observação de queda de massa óssea e depressão. Olhando-se de fora, vemos pessoas na casa dos 30 anos, bonitas, magras. Por dentro é que a coisa vai mal.

Muitas pessoas têm medo de comer, de engordar. Restringem todo tipo de alimento, sentem muita culpa ou ansiedade ao comer. Dedicam muito tempo ao controle da alimentação, deixam de socializar com pessoas queridas. Muitas, usam hormônios como testosterona desnecessariamente, desequilibrando os demais hormônios importantes para manutenção da massa óssea (como estrogênio).

Alguns transtornos mentais são associados ao controle alimentar, como:

  1. Transtorno de alimentação restritiva/evitativa (TARE): restrição alimentar sem preocupação com peso, mas com “qualidade” ou “sensações”.

  2. Ortorexia nervosa: obsessão patológica por comer “limpo” ou “puro”.

  3. Vigorexia: obsessão por corpo musculoso e alimentação hipercontrolada.

A máscara de saudável dificulta o reconhecimento do problema e do sofrimento. Mas lembre que prejuízos mentais, sociais e físicos podem ocorrer. Um estilo de vida saudável é diferente de um estilo de vida paranóico. Lembre do caso da influencer Zhanna que morreu em 2023, em decorrência de uma dieta extremamente restritiva. É possível sermos saudáveis com vários tipos de dieta (vegetariana, vegana, onívora…), mas devemos buscar o equilíbrio.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Menopausa aumenta o risco de obesidade

A prevalência de sobrepeso após a entrada na menopausa é de aproximadamente 67%. Mesmo mulheres anteriormente magras têm um risco entre 2 a 4 vezes maior de ganho de peso excessivo nesta fase. O aumento percentual médio de peso na transição menopausal é de 15%. Isto significa que quanto mais saudável a mulher estiver entre os 40 e 50 anos melhor.

A maioria das mulheres chega à menopausa entre os 52 e 55 anos. Nesta fase é comum observarem maior acúmulo de gordura na região abdominal, o que aumenta o risco de doenças metabólicas, como resistência insulínica, diabetes, hipertensão, doença arterial coronariana e esteatose hepática. Entre os 50 e 60 anos, as mulheres ganham, em média, 6,8 kg, independentemente do tamanho corporal inicial ou raça.

A queda do estradiol aumenta a resistência insulínica. Por isso, dietas com menos carboidratos e atividade física são fundamentais. Além disso, recomenda-se a reposição hormonal para mulheres sem fatores de risco.

A resistência insulina aumenta a fome e a circunferência da cintura. Para mulheres com resistência insulínica a metformina pode ser uma opção. Mulheres fazendo uso da medicação devem repor a vitamina B12 para redução do risco de depressão, que também é mais comum nesta fase. Precisa de ajuda? Marque aqui sua consulta de nutrição online.

A musculação é importante pois a queda de estrogênio leva a uma redução da massa magra. O ganho de músculo aumenta a taxa metabólica basal e reduz o ganho de peso.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

As 3 fases de maior risco de depressão entre mulheres

O risco de depressão em mulheres pode variar ao longo da vida, influenciado por fatores hormonais, psicológicos e sociais. Três fases particularmente sensíveis são:

1. Adolescência

  • Causas principais: mudanças hormonais da puberdade, questões de imagem corporal, pressão social e escolar.

  • Sintomas comuns: irritabilidade, isolamento, baixa autoestima, mudanças no sono e apetite.

  • Risco aumentado: início precoce de transtornos depressivos, especialmente em meninas com histórico familiar ou experiências traumáticas.

2. Período perinatal (gravidez e pós-parto)

  • Causas principais: flutuações hormonais, ansiedade em relação à maternidade, falta de apoio, privação de sono.

  • Formas de manifestação: depressão perinatal (durante a gestação) e depressão pós-parto (após o nascimento do bebê).

  • Risco aumentado: histórico de depressão, gestações não planejadas ou complicações no parto.

3. Climatério e menopausa

  • Causas principais: queda nos níveis de estrogênio, alterações no sono, sintomas vasomotores (como ondas de calor), sensação de envelhecimento.

  • Sintomas comuns: tristeza persistente, irritabilidade, perda de interesse em atividades, fadiga.

  • Risco aumentado: histórico de depressão, dificuldades no relacionamento ou mudanças significativas na vida.

Essas fases requerem atenção especial de profissionais de saúde para prevenção e tratamento precoce. Aprenda mais no curso Psiconutrição.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/