Menopausa e risco cardíaco

A transição menopausal está associada a um aumento do risco cardiovascular, principalmente devido à queda do estrogênio, hormônio essencial para a proteção vascular (Khoudary et al., 2020).

Alterações metabólicas e vasculares, como aumento da gordura visceral, piora do perfil lipídico e maior rigidez arterial, contribuem para a progressão da aterosclerose.

A terapia de reposição hormonal (TRH), quando iniciada precocemente, pode reduzir esse impacto, melhorando o perfil lipídico e preservando a função vascular. Se uma mulher não pode fazer reposição hormonal, há várias alternativas naturais e mudanças no estilo de vida que podem ajudar a aumentar ou equilibrar os níveis de estrogênio. Aqui estão algumas opções:

1. Alimentação Rica em Fitoestrógenos - Os fitoestrógenos são compostos vegetais que imitam o estrogênio no corpo. Alimentos ricos em fitoestrógenos incluem:

  • Soja e derivados (tofu, leite de soja, missô, tempeh)

  • Sementes de linhaça e chia

  • Grãos integrais (aveia, cevada, arroz integral)

  • Frutas (maçã, ameixa, romã, morango)

  • Vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas)

  • Leguminosas (grão-de-bico, lentilha, feijão)

2. Suplementos Naturais

  • Trifolium pratense (Trevo-vermelho) – Rico em isoflavonas, que agem como estrogênio.

  • Cimicifuga racemosa (Black Cohosh) – Auxilia no equilíbrio hormonal e reduz sintomas da menopausa.

  • Maca peruana – Pode ajudar a regular hormônios e melhorar energia e libido.

  • Dong Quai – Usado na medicina chinesa para equilibrar hormônios femininos.

3. Exercícios Físicos

  • Treino de resistência (musculação, pilates) ajuda a equilibrar hormônios.

  • Yoga e meditação podem reduzir o estresse, que impacta os hormônios femininos.

4. Redução do Estresse e Sono de Qualidade: O cortisol elevado pode prejudicar a produção de estrogênio.

Técnicas como meditação, acupuntura, yoga, aromaterapia e uma rotina de sono adequada podem ajudar. Formação de instrutores de yoga em 12 meses (100% online).

5. Evitar Disruptores Endócrinos: Substâncias como BPA (presente em plásticos), pesticidas e toxinas ambientais podem afetar o equilíbrio hormonal. Prefira alimentos orgânicos e evite plásticos com BPA.

💕Aqui tem cuidado.

Consultas de nutrição: www.andreiatorres.com/consultoria

Consultas de psicologia: www.juliamaciel.com

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Suplementos para aumento da densidade sináptica

A densidade sináptica refere-se ao número de conexões entre os neurônios, e aumentar essa densidade pode ter um impacto positivo na cognição, memória e outros processos cerebrais. Embora a densidade sináptica seja principalmente influenciada por fatores genéticos e ambientais, alguns suplementos podem auxiliar nesse processo, estimulando o crescimento neuronal e a saúde cerebral.

1. Ômega-3 (Ácidos graxos essenciais), especialmente o DHA: fundamentais para a estrutura das membranas celulares no cérebro. Estudos sugerem que o ômega-3 pode promover a neuroplasticidade e aumentar a densidade sináptica.

2. Bacopa Monnieri: planta adaptogênica que pode melhorar a memória e a função cognitiva. Há evidências de que ela pode melhorar a plasticidade sináptica e o aprendizado, ajudando a aumentar a densidade sináptica.

3. Curcumina (da Cúrcuma): propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes e pode ajudar na regeneração neuronal. Alguns estudos indicam que a curcumina pode aumentar a neurogênese (crescimento de novos neurônios) e melhorar a função sináptica.

4. Rhodiola Rosea: planta adaptogênica que pode ajudar a reduzir o estresse e melhorar o desempenho cognitivo. Há evidências que sugerem que ela pode favorecer a saúde neuronal e a plasticidade sináptica.

5. Ginkgo Biloba: melhora a circulação cerebral e, assim, pode ajudar na função cognitiva. Além disso, estudos mostram que ele pode ajudar na formação de novas conexões sinápticas. Outra opção é usar mais fontes de nitratos, como beterraba, espinafre, rúcula, acelga, aipo, nabo...

6. N-Acetilcisteína (NAC): antioxidante poderoso que pode ajudar a reduzir o estresse oxidativo no cérebro. Há estudos que sugerem que o NAC pode ajudar a melhorar a plasticidade sináptica e a regeneração neuronal.

7. L-Theanine: encontrada no chá verde, a L-Theanine tem propriedades relaxantes e pode melhorar a função cognitiva e o foco. Embora seu impacto direto na densidade sináptica não seja totalmente compreendido, ela pode ajudar na neuroplasticidade ao reduzir o estresse.

8. Vitamina D: fundamental para a saúde cerebral. Deficiências de vitamina D estão associadas a distúrbios neurológicos. Suplementar com vitamina D pode apoiar a função cerebral e aumentar a neuroplasticidade.

9. Fosfatidilserina: fosfolipídeo importante para a função e a estrutura das células cerebrais. Ela pode ajudar a melhorar a função cognitiva e aumentar a plasticidade sináptica.

10. Magnésio: papel crucial na função cerebral e na plasticidade sináptica. Ele regula a excitabilidade neuronal e pode promover o crescimento de novas sinapses.

11. Astaxantina: antioxidante com potencial neuroprotetor. Ele pode ajudar a reduzir o estresse oxidativo no cérebro e apoiar a neuroplasticidade e a formação de novas sinapses.

12. Ácido Alfa-Lipóico (ALA): antioxidante que pode ajudar a melhorar a saúde do cérebro, aumentar a neurogênese e proteger os neurônios de danos causados por radicais livres.

Aprenda mais em https://t21.video
Consultas: www.andreiatorres.com/consultoria

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Microbiota e autismo

O artigo "An anxious relationship between Autism Spectrum Disorder and Gut Microbiota: A tangled chemistry?" explora a ligação entre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a microbiota intestinal, destacando os seguintes pontos principais:

  • Relação bidirecional entre intestino e cérebro: Existe uma conexão bidirecional, conhecida como eixo microbiota-intestino-cérebro, que permite a troca de informações entre as bactérias intestinais e o sistema nervoso central. Quando a homeostase do microambiente intestinal é desregulada, isso pode causar estresse oxidativo, afetando células neuronais e neurotransmissores, o que pode levar a distúrbios do neurodesenvolvimento.

  • Diferenças na composição da microbiota intestinal: Estudos confirmaram diferenças na constituição das bactérias intestinais entre indivíduos com TEA e seus controles. A disbiose intestinal observada em indivíduos com TEA é caracterizada por um aumento de patógenos intestinais e uma diminuição de bactérias benéficas. Algumas alterações comuns observadas são:

    • Redução de bactérias produtoras de butirato (importantes para a saúde intestinal e a regulação do sistema imunológico).

    • Aumento de bactérias patogênicas, como Clostridium e Bacteroides, que estão associadas a inflamação intestinal.

    • Alterações na diversidade bacteriana, com menor variedade de espécies de bactérias benéficas no intestino.

  • Inflamação e TEA: O artigo destaca que a inflamação intestinal desempenha um papel importante na fisiopatologia do TEA. O aumento da inflamação crônica no trato gastrointestinal pode desencadear uma resposta imunológica que afeta o cérebro. Isso pode resultar em um desequilíbrio na produção de neurotransmissores, como o ácido gama-aminobutírico (GABA) e a serotonina, que estão envolvidos em processos neurais importantes para o comportamento e funções cognitivas.

    Além disso, a inflamação sistêmica observada em indivíduos com TEA pode ser mediada por moléculas inflamatórias como as citocinas e outras substâncias químicas produzidas por células do sistema imunológico. O estresse oxidativo e a disfunção na microbiota intestinal também contribuem para esse processo inflamatório.

  • Intervenções dietéticas e terapêuticas: O artigo aborda várias estratégias que têm mostrado algum efeito na modulação da microbiota intestinal e, possivelmente, na melhoria dos sintomas do TEA:

    • Probióticos e prebióticos: O uso de probióticos (bactérias benéficas) e prebióticos (substâncias que promovem o crescimento de boas bactérias) pode ajudar a restaurar o equilíbrio da microbiota intestinal e reduzir a inflamação. Estudos sugerem que certos probióticos, como Lactobacillus e Bifidobacterium, podem melhorar a função gastrointestinal e até reduzir alguns sintomas comportamentais associados ao TEA.

    • Dieta sem glúten e sem caseína (SGSC): Embora a dieta sem glúten e sem caseína seja uma intervenção popular entre os pais de crianças com TEA, o artigo observa que ainda há falta de evidências sólidas para apoiar a eficácia dessa dieta na melhoria dos sintomas comportamentais do TEA. Contudo, alguns estudos mostram melhorias na saúde intestinal e na redução de sintomas gastrointestinais.

    • Dieta rica em ácidos graxos de cadeia curta: Dietas que incentivam a produção de ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato, podem ajudar na saúde intestinal e na modulação da microbiota. Alimentos ricos em fibras e carboidratos fermentáveis podem ajudar nesse processo.

Além das intervenções dietéticas, o artigo menciona o uso de suplementos que podem ter impacto positivo no TEA, tais como:

  • Ácidos graxos essenciais (como ômega-3): Estudos sugerem que suplementos de ômega-3, que têm propriedades anti-inflamatórias, podem ajudar a melhorar o comportamento e as funções cognitivas em pessoas com TEA.

  • Vitaminas e minerais: Algumas deficiências vitamínicas (como vitamina D e vitamina B12) podem ser mais comuns em indivíduos com TEA. A suplementação com essas vitaminas tem mostrado benefícios para melhorar aspectos do desenvolvimento neurocognitivo e do comportamento.

  • Antioxidantes: O uso de suplementos antioxidantes, como vitamina C e vitamina E, pode ajudar a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação associada ao TEA.

Aprenda mais nos cursos: (1) genômica nutricional nos transtornos do neurodesenvolvimento, (2) tratamento da disbiose intestinal e (3) nutrição no autismo. Precisa de ajuda? Marque aqui sua consulta de nutrição online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/