Imitando os efeitos do ozempic de forma natural

O GLP-1 (glucagon-like peptide-1) é um hormônio intestinal que regula a glicose e o apetite. Ele age estimulando a secreção de insulina, retardando o esvaziamento gástrico e reduzindo a fome. Isso faz com que medicamentos que estimulam o GLP-1 sejam eficazes para o emagrecimento e o controle do diabetes tipo 2.

Medicamentos que Estimulam o GLP-1 (Análogos do GLP-1)

Os principais fármacos que imitam a ação do GLP-1 incluem:

  1. Semaglutida (Ozempic, Wegovy, Rybelsus)

    • Usado para diabetes tipo 2 e emagrecimento.

    • Wegovy tem indicação específica para obesidade.

    • Disponível em injeção semanal ou comprimido (Rybelsus).

  2. Liraglutida (Victoza, Saxenda)

    • Victoza para diabetes tipo 2; Saxenda para obesidade.

    • Aplicação diária via injeção subcutânea.

  3. Dulaglutida (Trulicity)

    • Uso semanal, mais comum para diabetes, mas auxilia no emagrecimento.

  4. Tirzepatida (Mounjaro)

    • Atua como agonista de GLP-1 e GIP (peptídeo inibidor gástrico).

    • Potencial maior de perda de peso comparado aos anteriores.

Efeitos Colaterais dos Análogos do GLP-1

Apesar dos benefícios no emagrecimento, esses medicamentos podem causar efeitos adversos, especialmente no início do tratamento. Os mais comuns são:

🔹 Gastrointestinais (mais frequentes):

  • Náuseas

  • Vômitos

  • Diarreia

  • Constipação

  • Refluxo e sensação de plenitude gástrica

🔹 Outros possíveis efeitos:

  • Hipoglicemia (quando usado com insulina ou sulfonilureias)

  • Fadiga e tontura

  • Dor abdominal

  • Perda de massa muscular (se não houver ajuste alimentar adequado)

  • Risco de pancreatite (raro, mas grave)

  • Possível aumento do risco de câncer medular de tireoide (em estudos com animais)

Quem Não Deve Usar?

Os análogos do GLP-1 devem ser evitados por:
❌ Pessoas com histórico de pancreatite grave
❌ Pacientes com histórico pessoal ou familiar de câncer medular de tireoide
❌ Pessoas com doenças gastrointestinais severas (ex.: gastroparesia)

Se você precisa emagrecer mas não quer, não tem indicação ou não pode usar análogos do GLP-1 não se aflija pois existem soluções naturais! Imitar os efeitos dos agonistas do receptor GLP-1, como o Ozempic, por meio de mudanças na dieta e no estilo de vida é uma abordagem promissora para o controle do apetite e da glicemia. A seguir, apresento uma análise das estratégias mencionadas, juntamente com referências científicas que as apoiam:

  • Sacha inchi (Plukenetia volubilis Linneo*): o amendoim dos incas, tem sido estudado por seus potenciais benefícios metabólicos. Alguns estudos sugerem que ele pode aumentar os níveis de GLP-1 e GIP, hormônios que estimulam a liberação de insulina, inibem a secreção de glucagon e retardam o esvaziamento gástrico, melhorando assim os níveis de glicose pós-prandial (Rahman et al., 2023).

🥜 Como usar o sacha inchi para emagrecer?

  • Psyllium e aumento do GLP-1: esta fibra solúvel retarda a digestão, o que pode levar a um aumento na secreção de GLP-1, promovendo a saciedade. No entanto, é importante notar que o consumo de psyllium pode causar desconforto gastrointestinal, como dor abdominal, especialmente se não for acompanhado de ingestão adequada de água.

  • Dieta rica em proteína: estimula a liberação do peptídeo YY, um hormônio que promove a saciedade e pode ser mais eficaz nesse aspecto do que o GLP-1 isoladamente.

    • Proteína em pó com fibras e probióticos: Suplementos de proteína que incluem fibras e probióticos podem aumentar a sensação de saciedade. A combinação de proteínas com fibras retarda o esvaziamento gástrico, enquanto os probióticos podem influenciar positivamente a saúde intestinal, ambos contribuindo para o controle do apetite.

    • Proteínas do soro de leite (whey) e caseína: As proteínas whey e caseína afetam o GLP-1 de maneiras diferentes. A whey é digerida rapidamente, levando a um aumento rápido, mas de curta duração, nos níveis de GLP-1, enquanto a caseína é digerida mais lentamente, resultando em uma liberação mais prolongada. A escolha entre elas pode depender dos objetivos individuais de controle do apetite.

  • Chá verde e café: estas bebidas contêm compostos bioativos que podem aumentar os níveis de GLP-1 e reduzir o apetite. A cafeína e os polifenóis presentes nessas bebidas estão associados a efeitos supressores do apetite.

    • Capsaicina e chá verde: A combinação de capsaicina, o composto ativo das pimentas, e chá verde tem sido associada a uma redução significativa do apetite, especialmente em contextos de déficit calórico.

  • Ômega-3 e supressão do apetite: Os ácidos graxos encontrados em peixes gordurosos, podem influenciar a supressão do apetite e melhorar marcadores metabólicos, como a resistência à leptina, um hormônio envolvido na regulação da saciedade.

  • Óleo de triglicerídeos de cadeia média (TCM): O óleo TCM, derivado do coco, é rapidamente absorvido e pode proporcionar uma supressão temporária do apetite, possivelmente devido à produção de corpos cetônicos que promovem a saciedade.

  • Caminhada após as refeições: Realizar caminhadas leves após as refeições ajuda a reduzir os níveis de glicose no sangue e pode diminuir os desejos por alimentos posteriormente, contribuindo para o controle do apetite.

  • Exposição à luz solar matinal: A exposição à luz natural pela manhã pode ajudar a regular os ritmos circadianos, diminuir o apetite e aumentar os níveis de leptina, especialmente em indivíduos com privação de sono.

  • Consumo de sal e desejos por doces: O consumo de sal pode suprimir os desejos por alimentos doces, possivelmente influenciando os neurônios do núcleo do trato solitário (NST), uma região do cérebro envolvida na regulação do apetite.

  • Probióticos contendo Akkermansia muciniphila: A presença da bactéria Akkermansia muciniphila no intestino tem sido associada a uma melhor resposta ao GLP-1 e à supressão do apetite. Suplementos probióticos que promovem o crescimento dessa bactéria podem ser benéficos.

  • Óleo de sacha inchi

    • Use 1 colher de chá por dia (em saladas, sucos ou pratos frios).

    • Evite fritar, pois altas temperaturas podem degradar os nutrientes.

  • Sementes torradas

    • Consuma 15 a 20g por dia como lanche ou adicionadas a iogurtes e saladas.

  • Cápsulas de óleo de sacha inchi

    • Geralmente, recomenda-se 1 a 2 cápsulas por dia, conforme indicação médica.

    • Allulose e liberação de GLP-1: Este adoçante natural que não impacta significativamente os níveis de glicose no sangue. Estudos indicam que o consumo de allulose pode aumentar os níveis de GLP-1, auxiliando no controle do apetite e na regulação da glicemia. (Cayabyab et al., 2024).

Implementar essas estratégias pode ajudar a emular os efeitos dos agonistas do receptor GLP-1 por meio de abordagens naturais. Precisa de ajuda no seu processo de emagrecimento? Marque aqui sua consulta de nutrição online.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

FOXO3 e longevidade

O gene FOXO3 está fortemente associado à longevidade em humanos e outros organismos. Ele codifica um fator de transcrição da família FOXO, que regula a expressão de genes envolvidos em resistência ao estresse oxidativo, reparo do DNA, autofagia, metabolismo energético e apoptose. A ativação desse gene pode ajudar a proteger contra doenças relacionadas à idade, como câncer, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas.

Formas de Ativação do FOXO3

A atividade do FOXO3 pode ser regulada por várias vias de sinalização e fatores ambientais:

1. Restrições Alimentares e Dieta

  • Restrição calórica: A redução da ingestão de calorias, sem desnutrição, ativa o FOXO3 por meio da via da sirtuína (SIRT1) e do AMPK, promovendo resistência ao estresse oxidativo e aumento da longevidade.

  • Dieta cetogênica e jejum intermitente: A produção de corpos cetônicos pode ativar o FOXO3, melhorando a autofagia e o metabolismo energético.

2. Exercício Físico

  • O exercício físico moderado-intenso ativa a via AMPK/FOXO3, promovendo a biogênese mitocondrial, reduzindo a inflamação e aumentando a resistência ao estresse celular.

3. Fitonutrientes e Compostos Naturais

  • Resveratrol (presente no vinho tinto e uvas): Estimula SIRT1, que ativa FOXO3.

  • Curcumina (da cúrcuma): Aumenta a atividade do FOXO3 por inibição da via AKT.

  • Quercetina (presente em maçãs, cebolas, chá-verde): Induz a ativação de FOXO3.

  • Epigalocatequina (EGCG) (do chá-verde): Melhora a autofagia e protege contra o envelhecimento celular.

4. Sinalização Celular e Ativação Farmacológica

  • Metformina: Usada no tratamento do diabetes tipo 2, ativa a AMPK, que por sua vez ativa FOXO3.

  • Rapamicina: Inibe mTOR, ativando a autofagia e potencialmente FOXO3.

  • NAD+ e ativadores de SIRT1: Compostos que aumentam os níveis de NAD+, como nicotinamida ribosídeo (NR) e nicotinamida mononucleotídeo (NMN), podem ativar FOXO3.

5. Redução do Estresse Oxidativo

  • Jejum e cetose aumentam a resistência ao estresse oxidativo, que ativa FOXO3.

  • Antioxidantes naturais como sulforafano (do brócolis) e astaxantina (presente em algas e frutos do mar) podem auxiliar na regulação positiva do FOXO3.

Precisa de ajuda?

A ativação do FOXO3 pode ser alcançada por meio de estratégias como restrição calórica, jejum, exercício físico, compostos naturais. Quer ajuda para aumentar sua resistência celular ao estresse e para uma vida mais longa e saudável? Marque aqui sua consulta de nutrição online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Por que pessoas inflamadas sentem mais dor pela manhã?

Pacientes com doenças inflamatórias, como artrite reumatoide, espondilite anquilosante ou outras condições reumáticas, frequentemente sentem mais dor ao acordar devido a alguns fatores principais:

  1. Acúmulo de mediadores inflamatórios: Durante a noite, o corpo continua produzindo citocinas pró-inflamatórias (como TNF-alfa, IL-6 e IL-1), mas a movimentação reduzida durante o sono pode diminuir a circulação e a drenagem desses mediadores, levando a maior inflamação e rigidez matinal.

  2. Imobilidade prolongada: Durante o sono, as articulações e os tecidos ficam parados por um longo período, o que pode levar ao acúmulo de líquido sinovial e ao aumento da rigidez articular. Em doenças como a artrite reumatoide, essa falta de movimento agrava a inflamação.

  3. Ciclo circadiano da inflamação: O sistema imunológico tem um ritmo circadiano, e algumas citocinas inflamatórias atingem picos durante a madrugada ou no início da manhã, aumentando os sintomas logo ao acordar.

  4. Menor liberação de cortisol: O cortisol tem propriedades anti-inflamatórias naturais. Durante a noite, seus níveis caem, permitindo que a inflamação aumente, o que pode levar a mais dor e rigidez pela manhã. Conforme o cortisol ao longo da manhã aumenta a dor diminui.

Essa dor matinal tende a melhorar com o movimento ao longo do dia, pois a circulação aumenta, o líquido sinovial é redistribuído e os músculos começam a se aquecer. Mas dá para ajudar este paciente a sentir menos desconforto com estratégias nutricionais:

  • Ômega-3, duas vezes ao dia

  • Curcumina, duas vezes ao dia

  • Coenzima Q10, duas vezes ao dia

  • Vitamina D ajustada para manter níveis plasmáticos acima de 60

  • Magnésio, colágeno e probióticos também podem ser empregados

  • NAC ou glutationa à noite

Alimentação anti-inflamatória

  • Aumentar ômega-3 (salmão, sardinha, chia, linhaça, nozes): reduz a produção de citocinas inflamatórias. Suplementação com óleo de peixe também pode ajudar.

  • Evitar gorduras trans e óleos refinados (frituras, margarina, fast food): aumentam a inflamação crônica.

  • Consumir mais antioxidantes (frutas vermelhas, cúrcuma, gengibre, chá verde): combatem o estresse oxidativo e reduzem a inflamação.

  • Incluir fibras (aveia, quinoa, vegetais, leguminosas): ajudam na saúde intestinal, regulando o sistema imunológico e reduzindo processos inflamatórios.

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Estratégias para aliviar a dor matinal mais rapidamente

  • Hidratação ao acordar: Beber água com limão ou chá anti-inflamatório (gengibre, cúrcuma) pode ajudar na circulação e na redução da rigidez.

  • Pequeno alongamento antes de levantar: Movimentar-se suavemente na cama pode ativar a circulação e reduzir a dor.

  • Evitar picos de glicose à noite: Alimentos ultraprocessados e muito açúcar antes de dormir aumentam a inflamação e pioram a rigidez matinal.

Se o objetivo for um alívio mais rápido e eficaz, um plano alimentar individualizado e o acompanhamento com um profissional de saúde são essenciais. Você já segue alguma estratégia específica para melhorar essa dor? Se precisar de ajuda na sua modulação imunológica marque aqui sua consulta de nutrição online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/