Suplementação nas alergias inespecíficas

A alergia inespecífica refere-se a uma reação alérgica em que o agente causador exato não foi identificado. Isso significa que, embora o paciente apresente sintomas alérgicos, como erupções cutâneas, coceira, dificuldade para respirar ou outros sinais típicos de uma reação imunológica, a substância ou o fator que desencadeou a resposta ainda é desconhecido ou não está claramente relacionado a um alérgeno específico.

Sintomas típicos de alergias:

  • Coceira (prurido).

  • Erupções cutâneas, como urticária.

  • Inchaço (angioedema), especialmente em regiões como rosto, mãos e pés.

  • Congestão nasal, espirros ou tosse.

  • Dificuldade para respirar em casos mais graves (possível anafilaxia).

Causas possíveis

- Contato com substâncias químicas: perfumes, produtos de limpeza, tintas, etc.

- Alimentos: mesmo que não identificados como alérgenos comuns.

- Medicamentos: reações adversas a medicamentos, como antibióticos, anti-inflamatórios ou anestésicos.

- Fatores ambientais: mudanças no clima, poeira ou mofo.

- Estresse físico ou emocional: pode agravar sintomas alérgicos ou desencadear reações inespecíficas.

Diagnóstico das alergias

Geralmente envolve história clínica detalhada e observação dos sintomas. Testes de alergia, como prick test ou testes de contato, podem ser realizados para tentar identificar os alérgenos. Em casos sem resposta clara, pode ser necessário manter um diário para rastrear possíveis gatilhos.

Podemos avaliar o exame nutrigenético e corrigir ainda outras carências nutricionais que possam estar impactando nas defesas naturais do organismo. Consulta de nutrição: www.andreiatorres.com/consultoria

Prevenção

  • Manter a pele bem hidratada e protegida para evitar reações a irritantes.

  • Usar produtos hipoalergênicos.

  • Identificar padrões nos sintomas para reduzir a exposição a possíveis gatilhos.

Usar suplementos antialérgicos naturais

*Esta fórmula é uma sugestão, mas o ideal é sempre individualizar caso a caso. Marque sua consulta de nutrição aqui.

Tratamento

  • Tentar perceber e evitar fatores desencadeantes conhecidos, mesmo que genéricos (por exemplo, exposição a produtos químicos ou poeira). Evitar alimentos ultraprocessados.

  • Usar suplementos antialérgicos naturais

  • Se necessário, buscar ajuda de um alergista.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Regressão na T21

O transtorno desintegrativo da síndrome de Down (TDSD), uma regressão do desenvolvimento em crianças portadoras da trissomia do cromossomo 21, é uma entidade clínica caracterizada por uma perda do funcionamento adaptativo, cognitivo e social adquirido anteriormente.

Os sintomas do TDSD incluem perda repentina da fala e comunicação, perda de autonomia nas atividades diárias, declínio cognitivo, distúrbios do sono, alterações comportamentais e sintomas psiquiátricos.

O TDSD se diferencia do transtorno do espectro do autismo por ocorrer em adolescentes e jovens adultos com T21 que já desenvolveram habilidades, enquanto o autismo normalmente se manifesta na infância. O diagnóstico do TDSD é desafiador devido à sobreposição de sintomas com outras condições psiquiátricas e à falta de biomarcadores específicos.

As principais hipóteses sobre a causa do TDSD apontam para um mecanismo imunomediado, desregulação do sistema imune ou resposta inflamatória no cérebro. O sistema imune parece desempenhar um papel no TDSD, evidenciado pela resposta de alguns pacientes à imunoterapia e pela presença de marcadores inflamatórios.

Os tratamentos para o TDSD incluem medicamentos como lorazepam, tofacitinib e imunoterapia com IgIV, além de terapias de suporte. O tofacitinib foi escolhido por sua ação imunossupressora e porque a via JAK que ele atinge é desregulada na SD.

O prognóstico para indivíduos com TDSD é variável, com alguns experimentando recuperação parcial ou total, enquanto outros se estabilizam ou pioram.

As limitações do conhecimento atual sobre o TDSD incluem a necessidade de mais pesquisas para confirmar as causas, identificar biomarcadores e desenvolver tratamentos mais eficazes.

O exame nutrigenético nos ajuda a entender os mecanismos individuais que podem contribuir para a TDSD e o que podemos fazer em termos de prevenção e tratamento nutricional.

Referências sobre TRDS

Bonne et al. (2023). Down syndrome regression disorder, a case series: Clinical characterization and therapeutic approaches. DOI:10.3389/fnins.2023.1126973

Charan SH. Childhood disintegrative disorder. J Pediatr Neurosci. 2012 Jan;7(1):55-7. doi: 10.4103/1817-1745.97627. PMID: 22837782; PMCID: PMC3401658.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Por que problemas de tireoide são mais comuns na Trissomia do cromossomo 21/Síndrome de Down?

Pessoas com síndrome de Down têm maior predisposição a diversas condições médicas devido à trissomia do cromossomo 21, que afeta o desenvolvimento físico, metabólico e imunológico. Dentre as doenças mais prevalentes destacam-se as questões tireoidianas.

Causas das alterações tireoidianas na Trissomia do cromossomo 21

1. Predisposição Autoimune

  • Pessoas com síndrome de Down têm maior risco de desenvolver tireoidite de Hashimoto, uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca a tireoide, reduzindo sua função.

  • Isso ocorre devido à maior prevalência de alterações no sistema imunológico, incluindo uma maior propensão a doenças autoimunes em geral.

2. Alterações Genéticas

  • Alterações associadas à trissomia do cromossomo 21 podem afetar os genes que regulam a tireoide, contribuindo para sua disfunção.

  • O excesso de material genético pode interferir na expressão de proteínas essenciais para o funcionamento adequado da glândula tireoide.

3. Hipotireoidismo Congênito

  • O hipotireoidismo congênito, presente ao nascimento, é mais comum em pessoas com síndrome de Down. Isso pode ser causado por malformações da glândula tireoide ou pela produção inadequada de hormônios tireoidianos.

4. Envelhecimento Precoce da Tireoide

  • Na síndrome de Down, ocorre um envelhecimento acelerado de vários sistemas corporais, incluindo a tireoide. Isso pode resultar em um declínio mais precoce da função tireoidiana.

5. Problemas na Regulação Hormonal

  • Há uma maior frequência de defeitos na regulação do eixo hipotálamo-hipófise-tireoide em pessoas com síndrome de Down, o que pode impactar a produção e a liberação de hormônios tireoidianos.

Relevância Clínica

Como o hipotireoidismo é comum em pessoas com síndrome de Down, é essencial realizar exames de triagem regulares, começando logo após o nascimento e continuando ao longo da vida. O diagnóstico e o tratamento precoces, geralmente com reposição hormonal (levotiroxina), ajudam a prevenir complicações, como atraso no crescimento, dificuldades cognitivas e problemas metabólicos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/