Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença caracterizada por sinais e sintomas como baixa tolerância ao exercício, congestão pulmonar, edema periférico e pressão venosa elevada. As causas da IC são variadas e sua prevalência parece estar aumentando constantemente em todo o mundo. Com isso vem a importância do cuidado e detecção de risco precoce.

Os eritrócitos, também conhecidos como glóbulos vermelhos ou hemácias, são elementos corpusculares do sangue com a principal função de transportar oxigênio. Um eritrócito maduro típico aparece com volume corpuscular médio (VCM) entre 80-100 fL. 

A largura de distribuição de glóbulos vermelhos (RDW) é um parâmetro hematológico simples, rápido, barato que reflete o grau de anisocitose quando em níveis aumentados. Embora um valor RDW reduzido não tenha significância clínica, um aumento tem muitas consequências importantes sobre o risco futuro de eventos cardiovasculares adversos e mortalidade na população geral, bem como em pacientes em risco de IC.

O desarranjo parcial ou completo de muitas vias biológicas como envelhecimento, inflamação, estresse oxidativo, deficiências nutricionais e função renal prejudicada, tem sido diretamente associado com eritropoiese interrompida resultando em graus variáveis de anisocitose.

As evidências científicas sugerem que a avaliação da RDW não apenas prevê o risco de desfechos adversos (mortalidade cardiovascular e de todas as causas, internação por descompensação aguda ou piora da função ventricular esquerda) em pacientes com IC aguda e crônica, mas também é um preditor significativo e independente de desenvolvimento de IC em pacientes livres dessa condição.

O aumento de RDW reflete verdadeiramente o grau de anisocitose, podendo ser usado para decisões diagnósticas, prognósticas e até terapêuticas. Em conclusão, a avaliação longitudinal das mudanças de RDW ao longo do tempo pode ser considerada uma medida eficiente para ajudar a prever o risco de desenvolvimento e progressão do IC (Lippi et al., 2018).

Mas SUPLEMENTO não é mágica!!

Para obter o máximo benefício, você precisa consumir uma variedade de alimentos anti-inflamatórios, idealmente ao longo de vários anos. Com isso, você modula positivamente a expressão de genes e processos como a metilação. Para evitar doenças tente manter os marcadores bioquímicos abaixo dentro dos valores recomendados:

- Insulina (< 7 microUI/mL)

- Ácido úrico (< 6 mg/dL) - PCR (< 0,1 mg/L)

- Ferritina (70 a 150 ng/mL)

- VHS (< 5 mm/h)

- 25-OH-D (> 50 ng/ml)

- GGT (< 20 U/L)

- Homocisteína (< 7 µmol/L)

- B12 (300 a 700 pmol/L)

- B9 (> 10 a 30 ng/mL)

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Qual é a diferença entre adenina e adenosina?

Existem termos parecidos que geram confusão. É o caso de adenina e adenosina. Esses componentes estão presentes nas células do corpo. A principal diferença entre uma e outra é que a adenosina é um nucleosídeo, enquanto a adenina é uma base nitrogenada. Calma, muita calma nessa hora. Vamos entender!

Os termos adenosina e adenina estão relacionados a sistemas biológicos, uma vez que são componentes do ácido nucleico. Os ácidos nucleicos são as moléculas mais importantes do controle celular. No DNA e RNA, contém a informação genética. Os ácidos nucleicos (ou nucleotídeos) são formados por fosfato + base orgânica nitrogenada + pentose (açúcar com cinco átamos de carbonos), ribose no RNA e dexoxirribose no DNA. Um nucleosídeo é um nucleotídeo ou ácido nucleico, sem o grupo fosfato.

Os ácidos nucleicos DNA e RNA são formados por nucleotídeos

O que é adenosina?

A adenosina é um nucleosídeo de ocorrência natural que está presente em várias formas em todas as células do corpo. Ao considerar a estrutura deste composto, trata-se de um nucleosídeo de purina que contém uma molécula de adenina ligada a uma molécula de açúcar ribose. Os derivados da adenosina são comuns na natureza; por exemplo, ATP ou trifosfato de adenosina.

Adenosina: nucleosídeo formado pela união da base nitrogenada adenina + o açúcar ribose

A fórmula química da adenosina é C10H13N5O4 enquanto sua massa molar é 267,24 g/mol. Este nucleosídeo pode atuar como um neuromodulador. Isso significa que pode regular diversas populações de neurônios. Entre os usos medicinais da adenosina, o tratamento de ritmos cardíacos anormalmente rápidos é a aplicação mais comum (taquicardia supraventricular ou TVS).

O que é Adenina?

Adenina é uma base nitrogenada (ou nucleobase) de purina. Em outras palavras, é um derivado de purina. As outras três bases nitrogenadas que constituem a estrutura dos ácidos nucleicos (DNA e RNA) são guanina, citosina e timina.

Adenina: forma química C5H5N5

Existem vários tautômeros (isômeros interconvertíveis) de adenina e muitas vezes os consideramos equivalentes. Isômeros apresentam partes iguais, a mesma fórmula molecular. A adenina é uma base nitrogenada formada a partir do nucleotídeo inosina monofosfato.

É isso. A principal diferença entre adenosina e adenina é que a adenosina é um nucleosídeo, enquanto a adenina é uma nucleobase (ou base nitrogenada). Ao considerar a fórmula química de cada composto, a adenosina tem C10H13N5O4 como fórmula, enquanto a adenina é C5H5N5. Além disso, a adenosina é uma combinação de adenina e da molécula ribose (um carboidrato de 5 carbonos). Já a adenina ocorre em várias formas de tautômeros.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Consenso internacional sobre remissão e reversão do diabetes tipo 2

Músculos e fígado são órgãos reservatórios de energia na forma de carboidratos. Os mesmos vêm da dieta, a partir de consumo de alimentos como cereais, frutas e doces. Quanto mais carboidratos consumimos maior é a necessidade de insulina para que a glicose que chega ao sangue entre nas células. Mas, se os receptores de insulina não estiverem funcionando, a quantidade de açúcar no sangue sobe a níveis prejudiciais. Não temos como saber nossos níveis de açúcar no sangue sem avaliação. Existe aparelhos para automonitoramento, que são extremamente úteis:

Pessoas com glicose aumentada pode controlar seus níveis seguindo uma dieta com baixo teor de carboidratos ou mesmo cetogênica. A estratégia ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, renais, nervosas…

Há apenas 50 anos, tínhamos um quarto da prevalência de DM2 que temos agora. Em grande parte dos países desenvolvidos quase metade dos adultos possuem resistência à insulina ou diabetes. O excesso de açúcar no sangue contribui para aumento do estresse oxidativo e da inflamação.

Ao adotar uma dieta restrita em carboidratos, o corpo é forçado a usar a gordura de estoque como forma de energia. No processo, produz corpos cetônicos, também chamados cetonas. Sabemos que cetonas nos níveis normais característicos da cetose nutricional reduzem o estresse oxidativo e a inflamação, e esses benefícios podem ser atribuídos à modulação de genes anti-envelhecimento.

Em estudo da Indiana University Health 262 pacientes com DM2 seguiram uma dieta cetogênica. Aos 70 dias, 92% conseguiram reduzir os valores de hemoglobina glicada (HbA1c) de 7,5% para 6,5%. Valores abaixo de 6,5% são considerados remissão do diabetes. Os medicamentos para diabetes foram reduzidos em mais de 45% e o peso diminuiu 7%.

Melhorar os biomarcadores de diabetes, como HbA1c por alguns meses ou até um ano, é bom. Fazer isso reduzindo o uso de medicamentos e reduzindo o excesso de peso é ainda melhor. Mas se estes benefícios não puderem ser sustentados, será apenas mais uma viagem de montanha-russa que tantas pessoas com diabetes tipo 2 já experimentaram.

A maioria das pessoas com DM2 foi educada para aumentar o exercício, evitar gorduras na dieta, comer “carboidratos saudáveis” e limitar as calorias. Mesmo seguindo estas orientações muitas pessoas não conseguem controlar as taxas de açúcar no sangue e acabam desenvolvendo complicações importantes.

Mas, estudos com dieta cetogênica demonstram que os pacientes conseguem controlar a glicemia por 1 ano, 2 anos, 5 anos, caso mantenham a estratégia de baixo consumo de carboidratos. Quer aprender mais? Acesse https://t21.video.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/