Consequências da falta e do excesso de propionato

O propionato é um ácido graxos de cadeia curta (AGCC), produzido pelas bactérias do intestino humano a partir da fermentação das fibras da dieta. Os principais ácidos graxos de cadeia curta consistem nos ácidos graxos benéficos (derivados de fibras/carboidratos) acetato, propionato e butirato, e os ácidos graxos putrefativos (derivados de proteínas) valerato, isovalerato e isobutirato.

Dos três principais ácidos graxos benéficos listados acima, o acetato normalmente representa pelo menos metade do total (50 a 80%), enquanto butirato enquanto butirato e propionato representam 10 a 20% dos AGCC benéficos produzidos.

O propionato tem efeitos de amplo alcance na fisiologia

Falei do butirato em outros artigos e hoje vamos conhecer os efeitos benéficos do propionato:

  • Estimula as contrações da musculatura lisa intestinal, reduzindo o risco de prisão de ventre;

  • Aumenta a secreção de muco, protetor das células do intestino;

  • Promove a expressão de peptídeos antimicrobianos;

  • Dilata as artérias colônicas;

  • Aumenta a liberação de serotonina das células endócrinas intestinais.

  • Equilibra o pH intracelular;

  • Melhora a saúde mitocondrial e o metabolismo lipídico;

  • Influencia positivamente a expressão gênica;

  • Contribui para a regulação do peso, especialmente por suas propriedades anti-inflamatórias;

  • Ajuda a regular os níveis de colesterol.

Baixos níveis de propionato indicam uma disbiose intestinal e associam-se a desregulações metabólicas. Sintomas da falta de proprionato incluem inflamação, ganho de peso, aumento de colesterol, falta de energia, prisão de ventre e outros problemas digestivos.

Por outro lado, o excesso de propionato também pode ser problemático. Na acidemia propiônica, um erro genético do metabolismo, o acúmulo de propionato está associado ao seguinte à atraso do neurodesenvolvimento, especialmente autismo, acidose metabólica, convulsões, aumento do estresse oxidativo, disfunção mitocondrial, síndrome do intestino irritável.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Descubra Como a Dieta Cetogênica Pode Transformar sua Vida!

A busca por um estilo de vida saudável e a busca pelo emagrecimento são preocupações. Entre as várias opções disponíveis, a dieta cetogênica tem se destacado como uma abordagem eficaz para alcançar a perda de peso e melhorar a saúde de maneira geral. Neste artigo, vamos explorar os princípios e benefícios da dieta cetogênica, e como ela pode transformar sua vida.

A dieta cetogênica é um plano alimentar que se baseia em consumir alimentos ricos em gorduras saudáveis, moderada em proteínas e muito baixa em carboidratos. O objetivo principal é induzir o estado de cetose no corpo, onde ocorre uma mudança no metabolismo, levando-o a utilizar a gordura como fonte primária de energia em vez dos carboidratos. Ao reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos, o corpo entra em cetose e passa a produzir corpos cetônicos, que são usados como combustível para o cérebro e os músculos.

Um dos principais benefícios da dieta cetogênica é a perda de peso rápida e sustentável. Ao restringir a ingestão de carboidratos, o corpo é forçado a queimar as reservas de gordura para obter energia. Isso resulta em uma redução significativa do peso corporal, especialmente da gordura corporal. Além disso, a dieta cetogênica também ajuda a reduzir a sensação de fome e os picos de açúcar no sangue, o que facilita a adesão ao plano alimentar.

Além da perda de peso, a dieta cetogênica oferece outros benefícios à saúde. Estudos mostram que ela pode melhorar os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes tipo 2, ajudar a controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos, reduzir a inflamação e melhorar a saúde cardiovascular. Além disso, a dieta cetogênica também tem sido associada à melhora da saúde cerebral, alívio dos sintomas da síndrome do ovário policístico (SOP) e potencial efeito positivo em condições como epilepsia, doença de Alzheimer e até mesmo câncer.

Ao adotar uma dieta cetogênica, é importante ter em mente que a ingestão de alimentos é composta principalmente por gorduras saudáveis, como abacate, azeite de oliva, nozes, sementes e peixes gordurosos. As proteínas devem ser consumidas em quantidades moderadas, provenientes de fontes como carnes magras, ovos e laticínios. Os carboidratos devem ser limitados a alimentos ricos em fibras, como vegetais folhosos e baixos em amido.

No entanto, é fundamental destacar que a dieta cetogênica não é adequada para todos. Antes de iniciar esse plano alimentar, é importante consultar um profissional de saúde qualificado para avaliar sua saúde geral, histórico médico e necessidades individuais. Algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais temporários, como fadiga, constipação e mau hálito, durante a fase de adaptação à dieta cetogênica.

Além disso, a dieta cetogênica é uma abordagem de longo prazo que requer comprometimento e disciplina para obter resultados significativos. É essencial acompanhar a ingestão de nutrientes, garantindo que todas as necessidades nutricionais sejam atendidas. Suplementos alimentares, como vitaminas e minerais, podem ser recomendados para evitar deficiências nutricionais.

A dieta cetogênica pode transformar sua vida ao promover a perda de peso, melhorar a saúde metabólica e proporcionar vários benefícios à saúde. No entanto, é fundamental adotá-la de maneira segura e com acompanhamento profissional adequado. O primeiro passo é calcular sua necessidade nutricional:

Calculadora de necessidade nutricional na dieta cetogênica

Ao encontrar o equilíbrio certo de macronutrientes, fica mais fácilalcançar seus objetivos de emagrecimento e melhorar sua saúde geral. Lembre-se de que cada pessoa é única, e é importante encontrar a abordagem nutricional que melhor se adapte às suas necessidades individuais. Precisando de ajuda, marque aqui sua consultoria nutricional online

Para monitorar se você está em cetose ou não e conseguindo queimar gordura é muito útil monitorar o Índice glicose / corpos cetônicos. Clique no link para ler sobre este tema.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Efeitos da rapamicina

Em estudos de longevidade, os cientistas têm se interessado mais pelos potenciais benefícios antienvelhecimento da rapamicina. Atualmente, esse medicamento está sendo usado para tratar doenças pulmonares específicas, prevenir a rejeição de transplantes de órgãos.

Descobriu-se que a rapamicina prolonga a vida útil de camundongos em um experimento em 2009. Desde então, vários estudos clínicos têm tentado descobrir a contribuição exata e a função da rapamicina na longevidade e no tratamento de doenças relacionadas à idade.

A rapamicina (também conhecida como Sirolimus) é um composto liberado pela bactéria Streptomyces hygroscopicus. A substância foi isolada pela primeira vez de uma amostra de solo encontrada na Ilha de Páscoa em 1972. O nome “rapamicina”, na verdade, veio da palavra Rapa Nui, que é o nome nativo da ilha.

O composto foi originalmente usado como antifúngico; no entanto, atualmente é comumente usado como imunossupressor em clínicas, o que ajuda a prevenir a rejeição de órgãos durante a cirurgia de transplante. Além disso, a rapamicina também é usada como um antiproliferativo que potencialmente inibe o crescimento celular, incluindo o crescimento de células malignas ou cancerígenas.

Como funciona a rapamicina?

Descobriu-se que a rapamicina funciona como um bloqueador de células para impedi-las de crescer e se multiplicar. Consequentemente, torna-se um medicamento eficaz na prevenção de células cancerígenas de se espalharem no corpo.

O composto pode interromper o crescimento celular promovendo a inibição do alvo mamífero da rapamicina (mTOR). mTOR refere-se a uma via de sinalização que contribui para a síntese celular e metabolismo - basicamente, a rapamicina pode interromper mTOR [3].

Alguns pesquisadores propõem o uso da rapamicina para regular o metabolismo mitocondrial, pela via mTOR, de indivíduos no espectro autista (Bennuri, Rose, & Frye, 2019).

A via mTOR é conhecida por estar envolvida em vários tipos de câncer e na doença de Alzheimer. Alguns pesquisadores acreditam que poderia ajudar a combater o estresse oxidativo em situações em que se observa disfunção mitocondrial, como o autismo e o próprio envelhecimento. Contudo, estudos nestas áreas estão apenas no início.

Em termos de longevidade, descobriu-se que a rapamicina aumenta a autofagia, que é um processo que remove componentes desnecessários, anormais e danificados dentro das células e evita o estresse oxidativo, mantendo as células saudáveis. Isto acontece justamente pela inibição do mTOR.

A capacidade da rapamicina de inibir o mTOR reduz a proliferação de tumores e induz apoptose de células cancerígenas. A indústria farmacêutica também tem investido em cremes à base de rapamicina, usados no tratamento de doenças da pele, como anomalias vasculares, angiofibroma facial e psoríase em crianças e adultos jovens. Além disso, acredita-se que a rapamicina também pode diminuir os sinais de envelhecimento na pele, incluindo manchas solares e rugas.

Possíveis efeitos colaterais do uso da rapamicina:

  • Prisão de ventre ou diarreia

  • Níveis elevados de colesterol ou lipídios

  • Anemia e fadiga

  • Pressão alta

  • Inchaço em mãos e pés

  • Enfraquecimento do sistema imune

  • Dor de cabeça

  • Febre e náusea

  • Dor no peito

  • Dor de estômago

  • Dores musculares

  • Tontura

  • Coágulos sanguíneos

  • AVC ou embolia pulmonar

  • Resistência à insulina

Inibição natural do mTOR

Produtos naturais derivados da dieta, incluindo curcumina, resveratrol, epigalocatequina galato (EGCG), genisteína,3-diindolilmetano (DIM) e cafeína, podem inibir a sinalização mTOR direta ou indiretamente (Zhou, Luo, & Huango, 2011).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/