Indicações das terapias metabólicas cetogênicas

A dieta cetogênica caracteriza-se por uma redução ou interrupção da ingestão de carboidratos resultando em alterações metabólicas, favorecendo a cetogênese a fim de fornecer uma fonte alternativa de energia. Esse padrão dietético torna os corpos cetônicos (β-hidroxibutirato, acetoacetato e acetona) a principal fonte de energia em vez da glicose. Quando isto acontece dizemos que o paciente está em “cetose nutricional”.

Também são chamadas de terapias nutricionais metabólicas ou terapias metabólicas cetogênicas pois modificam o metabolismo celular, fazendo as células utilizarem corpos cetônicos como fonte preferencial de energia. Os corpos cetônicos também trazem benefícios ao metabolismo como preservação da massa magra, redução da inflamação e do estresse oxidativo.

Esta dieta, rica em gordura e pobre em carboidratos, tem sido historicamente usada como intervenção terapêutica para pacientes pediátricos com epilepsia devido à sua capacidade de reduzir a frequência e a gravidade das convulsões. Contudo, com o passar do ano ficou comprovado que o tratamento também aplica-se a uma série de outras condições, facilitando o tratamento de certos tipos de câncer, resistência insulínica, diabetes tipo 2, obesidade, distúrbios neurológicos, psiquiátricos, dentre outros.

Vários padrões de dieta cetogênica têm sido usados para fins médicos. Alguns deles são baseados em modulações da dieta cetogênica clássica, com diferentes proporções de macronutrientes de gordura, proteína e carboidratos. Os padrões mais comuns incluem a dieta cetogênica clássica, a dieta cetogênica modificada, a dieta Atkins modificada, a certogênica rica em triglicerídeos de cadeia média. Discuto cada um destes modelos na plataforma https://t21.video.

As dietas cetogênicas podem ser baseadas em alimentos naturais ou fórmulas pré-constituídas, e podem ser administradas por via oral ou por meio de dispositivos de nutrição artificial (sonda nasogástrica, gastrostomia, jejunostomia, administração parenteral). A nutrição parenteral cetogênica pode ser indicada quando a ingestão enteral é temporariamente limitada ou impossível, mas as evidências são limitadas e faltam prescrições baseadas em evidências.

As dietas cetogênicas podem apresentar alguns desafios para pacientes de todas as idades e suas famílias, incluindo escolhas alimentares restritas e dificuldades de adesão à dieta a longo prazo. Os efeitos a curto prazo da dieta podem incluir náusea, constipação, fadiga, desidratação e desequilíbrios eletrolíticos. Consequências a longo prazo incluem possível aumento dos níveis de colesterol, distúrbios do crescimento. Por isso, médicos e nutricionistas precisam estar bem treinados. Estes profissionais podem aprender mais em https://t21.video.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Microbiota alterada aumenta o risco de doenças neurodegenerativas

Há uma interação entre a suscetibilidade genética do hospedeiro à neurodegeneração e à disbiose intestinal. Corynebacterium, Porphyromonas e Prevotella interagem com as variantes genéticas rs356229, rs10029694 e rs6856813, respectivamente.

Além disso, Citrobacter rodentium e interage com a neurotoxina microbiana ambiental BMAA , desencadeando disfunção mitocondrial e levando à neurodegeneração. Além disso, a autofagia defeituosa, a falha na eliminação de patógenos intracelulares induz alterações na composição do microbioma intestinal, num ciclo vicioso.

Artigo de revisão publicado em 2023 discute resultados de pesquisas sobre moléculas-chave derivadas do MI que afetam a neurodegeneração. Além disso, a revisão explora as aplicações potenciais de novos probióticos, incluindo Clostridium butyricum, Akkermansia muciniphila, Faecalibacterium prausnitzii e Bacteroides fragilis, no manejo e alívio de doenças neurodegenerativas.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Benefícios da goma guar parcialmente hidrolisada

No ocidente, o consumo médio de fibras fica entre 15 e 20 gramas, especialmente do tipo insolúvel. As fibras insolúveis estão presentes em cereais integrais e folhas. Este tipo de fibra não se dissolve na água, mas acrescenta volume às fezes.

As fibras solúveis se dissolvem em água e formam um gel. Com isso conseguem capturar colesterol, reduzindo a sua absorção. Também ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue. Também contribuem para a maciez das fezes. É encontrada na aveia, cevada, psyllium, leguminosas como feijão e lentilha, algumas frutas como maçã, pera, morango e frutas cítricas e vegetais como brócolis, batata doce, cenoura e berinjela.

E as fibras prebióticas?

Fibras que alimentam bactérias benéficas em seu intestino são chamadas de prebióticos. As bactérias intestinais fermentam a fibra prebiótica e produzem ácidos graxos de cadeia curta que atuam como uma fonte de combustível em nosso corpo e sustentam a saúde.

Tipos de fibras prebióticas

Alguns exemplos de fibras prebióticas incluem:

  • Fruto-oligossacarídeos (FOS), inulina ou frutanos

  • Galacto-oligossacarídeos (GOS)

  • Goma guar parcialmente hidrolisada (GGPH)

O que é goma de guar?

A goma guar é derivada do feijão guar, que é um membro da família das leguminosas. A goma guar consiste em longas cadeias de galactose e moléculas de açúcar de manose que juntas formam galactomanana. É rico em fibras solúveis, por isso é capaz de absorver água e formar um gel. A goma de guar tem alta viscosidade, o que significa que, quando misturada com a solução, forma um gel espesso e pegajoso.

Devido a esta propriedade de formação de gel, a goma de guar é frequentemente usada como aditivo alimentar em muitos alimentos processados para engrossar e ligar produtos. Pode ser utilizado em alimentos, como: sorvetes, molhos, iogurtes e temperos.

O que é goma de guar parcialmente hidrolisada?

Um processo de hidrólise enzimática é usado para cortar as longas cadeias de galactose e moléculas de açúcar de manose que compõem a goma guar em comprimentos de cadeia mais curtos. O produto final é chamado de goma guar parcialmente hidrolisada, que tem uma viscosidade muito reduzida, por isso não gelifica quando misturada com a solução e permanece líquida. A GGPH é considerada uma fibra prebiótica solúvel (Kaźmierczak-Siedlecka et al., 2020).

Benefícios da goma guar parcialmente hidrolisada

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/