NUTRIÇÃO ENTERAL PRECOCE SALVA VIDA DE PACIENTES CRÍTICOS

A nutrição enteral precoce em comparação com a ingestão tardia de nutrientes resulta em melhores resultados no paciente adulto criticamente enfermo, resultando em redução das complicações infecciosas e menor morbimortalidade. Um dos benefícios da nutrição enteral precoce é a melhoria da microbiota intestinal.

A nutrição enteral precoce fornece arginina, treonina, glutamina e gorduras poliinsaturadas (PUFAs) que resultam em melhor estrutura/função do intestino, síntese de mucina e produção de fosfolipídios nos enterócitos. Nutrição enteral atrasada resulta em aumento da suscetibilidade à perfuração intestinal espontânea (Olaloye, Swatski, & Konnikova, 2020).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Tratamento do lipedema com dieta low carb

O lipedema é uma condição médica crônica caracterizada por um acúmulo simétrico de tecido adiposo (gordura) nas pernas e, às vezes, nos braços, mas deixando as mãos e os pés intactos. Pode ser acompanhado por uma textura incomum dentro das células de gorduras. É mais comum no sexo feminino e atinge aproximadamente 11% das mulheres ao redor do mundo (Jeziorek et al., 2022).

As pessoas afetadas costumam ter as extremidades inferiores mais grossas que o resto do corpo, sem que haja, em muitos casos, diferença entre tornozelo, joelho e coxa. Não é obesidade ou celulite, embora muitas vezes seja confundido.

Estudos recentes mostram que as estratégias low carb (baixo teor de carboidratos), incluindo a dieta cetogênica são a forma mais eficaz de tratar o lipedema (Keith et al., 2020; Jeziorek et al., 2022). Reduzir em 15 a 25% o consumo calórico, incluir alimentos antiinflamatórios, evitar alimentos ultraprocessados e fazer atividade física complementam as estratégias com redução de carboidratos. Aprenda mais na apostila NUTRIÇÃO NO LIPEDEMA.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Câncer de mama

O câncer de mama é uma doença que se origina nas células do tecido mamário. É o tipo mais comum de câncer entre as mulheres, mas também pode afetar os homens. A prevenção e o diagnóstico precoce desempenham um papel fundamental na gestão dessa doença.

Sintomas do câncer de mama podem incluir:

  1. Caroço ou nódulo na mama ou axila.

  2. Mudanças no tamanho ou forma da mama.

  3. Mudanças na textura da pele da mama, como retração, rugosidade ou aparência de casca de laranja.

  4. Alterações no mamilo, como inversão, descamação ou saída de secreção.

  5. Vermelhidão, calor ou dor na mama.

  6. Presença de gânglios linfáticos aumentados na axila.

É importante lembrar que nem todos os caroços ou alterações nas mamas são indicativos de câncer, mas é essencial estar atento a qualquer mudança e procurar orientação médica para avaliação adequada.

Tratamento do câncer de mama

Pode envolver uma combinação de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal, terapias direcionadas e dieta cetogênica, dependendo do estágio e das características do tumor. Cada caso é único, e o plano de tratamento é individualizado de acordo com as necessidades e circunstâncias do paciente.

A relação entre a dieta cetogênica e o câncer de mama tem sido objeto de estudos e pesquisas e os melhores resultados aparecem quando a dieta é combinada com os tratamentos convencionais indicados pelo oncologista.

O que é a dieta cetogênica?

A dieta cetogênica é caracterizada por ser rica em gorduras saudáveis, moderada em proteínas e muito baixa em carboidratos. Essa abordagem alimentar busca induzir um estado metabólico chamado cetose, no qual o corpo utiliza principalmente a gordura como fonte de energia em vez dos carboidratos.

Alguns estudos preliminares sugerem que a dieta cetogênica pode ter efeitos positivos no controle do peso corporal e na redução dos níveis de insulina e glicose no sangue, que são fatores associados ao desenvolvimento e progressão de certos tipos de câncer, incluindo o câncer de mama.

Existem evidências crescentes sobre os corpos cetônicos e seu potencial efeito sobre o câncer de mama. Um estudo realizado em 2019 investigou os efeitos da dieta cetogênica em um modelo de camundongos com câncer de mama. Os resultados mostraram que a restrição de carboidratos e a indução do estado de cetose levaram a uma redução no tamanho do tumor e na taxa de crescimento tumoral (Oliveira et al., 2019).

Outro estudo, conduzido por Santos e colaboradores, examinou os efeitos da terapia metabólica cetogênica em pacientes com câncer de mama avançado. Os resultados sugerem que a dieta cetogênica pode melhorar a resposta ao tratamento convencional, aumentando a sensibilidade às terapias quimioterápicas e reduzindo a resistência aos medicamentos (Santos et al., 2020).

Embora esses estudos preliminares forneçam evidências promissoras, é importante ressaltar que a pesquisa sobre o papel dos corpos cetônicos no câncer de mama ainda está em estágios iniciais. Estudos adicionais, incluindo ensaios clínicos controlados, são necessários para determinar a eficácia e a segurança da abordagem cetogênica no tratamento do câncer de mama.

É importante lembrar que a dieta cetogênica não deve ser considerada como um substituto para os tratamentos convencionais do câncer de mama, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal. Esses tratamentos são baseados em evidências científicas estabelecidas e são essenciais para o manejo adequado da doença.

Caso você esteja enfrentando o câncer de mama ou conheça alguém que esteja, é fundamental buscar orientação médica especializada para discutir todas as opções de tratamento disponíveis, incluindo a dieta e suas possíveis implicações.

Se a sua intenção é a prevenção, adote hábitos saudáveis, mantenha uma dieta equilibrada, um peso saudável, pratique atividade física regularmente, evite o consumo de álcool e não fume. Além disso, é recomendado realizar exames de rotina, como a mamografia, com a periodicidade indicada pelo seu médico e realizar o autoexame das mamas mensalmente para detectar possíveis alterações.

Referências:

Oliveira, J. L., et al. (2019). Effects of a ketogenic diet on tumor growth and plasma insulin-like growth factor 1 in a mouse model of breast cancer. Breast Cancer Research, 21(1), 1-12.

Santos, E. M., et al. (2020). Ketogenic metabolic therapy improves response to conventional therapy in advanced breast cancer patients: A prospective controlled clinical trial. Cancer Metabolism, 8, 1-12.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/