Sintomas do câncer

Os sintomas do câncer podem variar dependendo do tipo e estágio da doença. Alguns dos sintomas mais comuns do câncer incluem:

  1. Perda de peso inexplicada: Perda significativa de peso sem motivo aparente, que pode ocorrer devido à perda de apetite, dificuldade para comer ou problemas de absorção de nutrientes pelo corpo.

  2. Fadiga persistente: Cansaço extremo e falta de energia, mesmo após descanso adequado. A fadiga relacionada ao câncer geralmente não melhora com o repouso.

  3. Dor persistente: Dor persistente que não melhora com o tempo ou tratamentos convencionais. A dor pode estar localizada na região afetada pelo câncer ou pode se espalhar para outras partes do corpo.

  4. Mudanças na pele: Mudanças na cor, textura ou aparência da pele, como surgimento de manchas, feridas que não cicatrizam, ou alterações nos sinais de pele existentes.

  5. Alterações no padrão de evacuação: Mudanças persistentes nos hábitos intestinais, como diarreia, constipação ou alterações na consistência das fezes.

  6. Sangramento incomum: Sangramento anormal, como sangramento vaginal entre os períodos, sangramento retal, sangue na urina ou tosse com sangue.

  7. Dificuldade na deglutição: Dificuldade ou dor ao engolir alimentos ou líquidos, que pode indicar câncer na região da garganta, esôfago ou estômago.

  8. Mudanças no tamanho ou aparência de um nódulo ou caroço: Aparecimento de um nódulo ou caroço em qualquer parte do corpo, que pode crescer ou alterar sua aparência ao longo do tempo.

  9. Mudanças nos hábitos urinários: Alterações nos hábitos urinários, como aumento da frequência urinária, dor ao urinar, presença de sangue na urina ou mudanças na cor e odor da urina.

  10. Alterações na voz: Mudanças na voz, como rouquidão persistente, que não estão relacionadas a uma infecção respiratória comum.

É importante lembrar que esses sintomas também podem estar relacionados a outras condições de saúde, e nem sempre indicam a presença de câncer. No entanto, se você estiver experimentando esses sintomas de forma persistente e preocupante, é recomendado buscar avaliação médica para investigação adequada.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Microbiota fecal de celíacos

Muitos fatores interferem na qualidade do microbioma intestinal. O microbioma humano é o conjunto de microorganismos e genes microbianos que co-habitam de maneira benéfica o nosso corpo. Estes microrganismos desempenham papéis importantes em nossa fisiologia, sendo fundamentais para o perfeito funcionamento da saúde física e mental.

Vários fatores impactam a qualidade do microbioma

  • Idade

  • Genética

  • Local de moradia

  • Estilo de vida

  • Alimentação

  • Estresse

  • Uso de medicamentos

  • Atividade física

  • Condições de saúde

Doença celíaca e a qualidade do microbioma

A doença celíaca é uma enteropatia imunomediada crônica que afeta aproximadamente 0,7% da população global. A prevalência de doença celíaca tem aumentado, especialmente nos países em desenvolvimento. Este rápido aumento na prevalência da doença não pode ser atribuído apenas à composição genética subjacente da população, mas sim aos fatores ambientais, incluindo práticas de alimentação infantil, redução de doenças infecciosas, infecção por reovírus e uso de antibióticos.

A CeD é causada pelo consumo de proteínas do glúten presentes em cereais como trigo, cevada e centeio em indivíduos geneticamente suscetíveis. Embora muitos genes estejam envolvidos no desenvolvimento da doença celíaca, até agora apenas a presença do haplótipo HLA-DQ2 ou DQ8 são considerados essenciais para a patogênese da doença celíaca.

O glúten está presente em alimentos como trigo, cevada e centeio. Cerca de 30-40% da proteína do glúten consiste nos aminoácidos glutamina e prolina. Como os humanos são incapazes de quebrar enzimaticamente as ligações moleculares entre esses dois aminoácidos, muitos peptídeos imunogênicos são produzidos.

Mesmo assim, apenas 1% das pessoas com susceptibilidade genética desenvolvem a doença celíaca. Isso traz à tona o papel de outros fatores, como as características da microbiota intestinal.

Pessoas com doença celíaca apresentam alterações no microbioma intestinal. Se esta alteração na comunidade microbiana é a causa ou efeito da doença não é bem compreendido, especialmente no início da doença em adultos. A microbiota duodenal de pacientes celíacos tende a ser caracterizada por maior abundância dos gêneros Megasphaera, Helicobacter (Bodkhe et al., 2019), Escherichia coli (D1), Prevotella salivae (D2) e Neisseria (D3) (Constante et al., 2022).

Além disso, a microbiota fecal dos celíacos possui baixa capacidade para degradar o glúten em comparação com a microbiota fecal de não celíacos. Melhorar a abundância de bactérias potencialmente benéficas pode ser uma estratégia preventiva contra a doença.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/