Controle de peso na adolescência

Estudos recentes mostram que 70% dos adolescentes obesos se tornam adultos obesos. Afim de diminuir este percentual muitas pesquisas vem sendo feito a respeito das melhores estratégias para reduzir o excesso de peso na juventude. Em publicação deste mês da associação americana de nutricionistas, 130 adolescentes obesos foram divididos em 4 grupos de acordo com seus hábitos recentes em busca de um corpo mais magro.

- O primeiro grupo incluiu o grupo de adolescentes que consumiu menos calorias, se exercitou mais, diminuiu o consumo de fast food, alimentos ricos em gordura e refrigerantes, consumiu mais água, frutas e verduras, se pesavam com frequência.

- O segundo grupo incluiu os adolescentes que utilizavam laxativos, purgação (vômitos), diuréticos, fumavam ou jejuavam.

- O terceiro grupo foi o de indivíduos que utilizavam suplementos líquidos (shakes), dietas de proteína (Atkins).

- O quarto grupo tinha comportamentos estruturados como contar calorias, anotar os alimentos consumidos ou fazer acompanhamento com um profissional.

Os adolescentes que obtiveram sucesso no tratamento foram aqueles que praticaram atividade física, reduziram o consumo de refrigerantes, andaram mais ou subiram escadas e se pesavam. Em geral, os adolescentes que emagreceram mais foram aqueles que utilizaram uma combinação de 6 ou mais estratégias de controle de peso. O segundo e o terceiro grupos foram os que perderam menos peso. O grupo que perdeu mais peso foi o primeiro, seguido do quarto.

Ou seja, não existem soluções mágicas, e a velha fórmula com mais atividade física, mais frutas e verduras, menos gordura e alimentos pouco nutritivos é a que oferece maiores chances de sucesso.

O artigo “Weight control strategies of overweight adolescents who successfully lost weight”, dos nutricionistas Kerri N. Boutelle, Heather Libbey, Dianne Neumark-Sztainer, e Mary Story, foi publicado no Journal of the American Dietetic Association, Volume 109, n. 12 (dezembro 2009).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Desidratação afeta o humor

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É comum uma perda de 2 a 4% do peso corpóreo de atletas durante o treino ou competição, em decorrência de desidratação. Um estudo publicado no Perceptual and Motor Skillscom atletas universitários mostrou que mesmo uma perda pequena de líquido corpóreo (1 a 2%) é acompanhada de mal humor, cansaço e confusão mental. O interessante que este nível de desidratação é o mesmo de muitas pessoas que moram em países quentes como o nosso e que bebem pouca água durante o dia.

Parte da hidratação pode ser feita também com chá verde. Sua combinação de L-teanina, cafeína e EGCG tem efeitos benéficos na função cognitiva 2h após o consumo (Camfield et al., 2014).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Cantina saudável

Um estudo americano mostrou o óbvio: quando as escolas fornecem alimentos mais saudáveis as crianças comem melhor. A dúvida era se não comendo em casa as crianças comeriam mais alimentos de baixo valor nutricional em casa. O legal foi que isto não aconteceu. Comendo frutas na escola levou a um aumento do consumo também em casa. O Brasil possui legislação que regula o tipo de alimento que pode ser vendido nas cantinas, porém ainda observa-se uma grande oferta de sorvetes, balas, chocolates, salgadinhos e refrigerantes em boa parte das escolas, principalmente nas particulares. Além disso, ainda observa-se a necessidade de modificação no cardápio das escolas públicas. Algumas possuem hortas e parcerias com produtores locais porém ainda encontramos preparações pouco nutritivas como cachorro quente e arroz com salsicha e outras

Para ler o estudo:

Schwartz et al. The Impact of Removing Snacks of Low Nutritional Value From Middle Schools. Health Education & Behavior, 2009; 36 (6): 999.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/