Para alunos: o ciclo de Krebs

O ciclo de Krebs faz a interface entre o metabolismo de macromoléculas (especialmente carboidratos e lipídeos) e a produção de ATP em uma via metabólica chamada fosforilação oxidativa, que ocorre na membrana interna da mitocôndria.

Ouça o áudio para entender o conjunto de reações do ciclo de Krebs: 

Ciclo de Krebs
Andreia Torres

A imagem acima apresenta um exame metabolômico de paciente jovem com muita fadiga. Alterações nos metabólitos desse ciclo podem indicar problemas na produção de energia celular. O teste acima mostrou alterações no ciclo de Krebs, indicando possíveis disfunções mitocondriais.

O mofo, presente na casa da paciente, pode afetar o ciclo de Krebs principalmente através das micotoxinas, substâncias tóxicas produzidas por fungos como Aspergillus, Penicillium e Stachybotrys. Essas toxinas podem prejudicar a função mitocondrial e levar a uma redução na produção de energia celular (ATP).

As micotoxinas aumentam inflamação e estresse oxidativo e podem inibir enzimas do ciclo de Krebs, alterando metabólitos, como mostrado no exame.

- Ácido Isocítrico elevado, sugerindo possível deficiência na enzima isocitrato desidrogenase, associada ao metabolismo do NAD+ e B3.

- α-Cetoglutarato está uito elevado, indicando acúmulo devido a um bloqueio na conversão para succinil-CoA, exigindo cofatores como B1, B2, B3, B5 e ácido lipóico.

- Ácido Succínico elevado pode refletir problemas na conversão para ácido fumárico, sugerindo deficiência de B2.

- Ácido Malico ligeiramente aumentado, possivelmente indicando um fluxo compensatório.

O que pode ser feito? Suplementação de vitaminas do complexo B (principalmente B2, B3, B5) e ácido lipóico para melhorar a eficiência do ciclo de Krebs.

Dieta contendo alimentos ricos em cofatores mitocondriais, como carnes, ovos, vegetais de folhas verdes e sementes.

Redução da exposição a mofo, identificando vazamentos, infiltrações, ambientes com pouca ventilação e umidade excessiva. Depois de resolver a umidade, usar vinagre branco nas áreas afetadas, bicarbonato em superfícies laváveis, água oxigenada 10 volumes por 15 minutos. Usar desumidificadores e pintura antimofo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

DIETA ENGORDA!!!

Nosso corpo foi programado para conservar energia, mantendo assim nossa sobrevivência. Lutar contra isto e fazer dietas de muito baixa caloria acaba gerando um ciclo de fome-compulsão que faz com que se engorde novamente. O segredo então é não lutar contra o corpo. A primeira dica para emagrecer é nunca passar fome. A segunda dica é não emagrecer em pouco tempo.

Sei que perder muitos quilos em poucos dias é tentador porém quando isto acontece perdemos cerca de 50% de gordura e o restante de líquidos e músculos, nossos preciosos músculos. Você sabia que os músculos do nosso corpo queimam cerca de 7 vezes mais energia do que a gordura? Assim, quando perdemos músculos nosso metabolismo acaba ficando mais lento. E o pior: ao engordarmos acabamos ganhando quase que exclusivamente gordura! Para evitar este ciclo vicioso o ideal então é emagrecer lentamente, com saúde, sem passar fome e, praticando algum tipo de atividade física moderada e prazerosa.

Fonte da imagem: http://www.funnyandjokes.com/wp-content/uploads/2007/06/crying-diet.gif

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Diabetes tipo 2 e déficits de memória

Adultos com diabetes tipo 2, cujas dietas são pobres em micronutrientes e ricas em gorduras apresentam maiores declínios de memória.

O último estudo, publicado na edição de julho do Nutrition Research, sobre o assunto sugere que a suplementação com as vitaminas C e E pode ajudar a minimizar o problema.

Isto porque o DM tipo 2 está associado com o estresse oxidativo crônico, um grande contribuidor para a doença de Alzheimer.

O consumo de alimentos industrializados e pouco saudáveis induz este tipo de estresse devido a maior produção de radicais livres, que acabam danificando os tecidos, incluindo o sistema nervoso. Estas reações destrutivas ocorrem tipicamente dentro de 1 a 3 horas após a ingestão de alimentos. O ideal então é comer de forma equilibrada e saudável, já que depender de suplementos para a neutralização de radicais livres não transforma uma dieta desbalanceada em balanceada.

SUPLEMENTOS PARA MEMÓRIA NA EUROPA

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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