Comendo na rua

Muitos de nós não conseguimos voltar para casa na hora do almoço e muito menos no meio da tarde. Porém, o fato de não conseguir levar sua refeição para o trabalho ou escola não pode ser desculpa para não seguir uma dieta saudável. Seguem abaixo algumas opções de escolhas nutricionalmente inteligentes:

- Quando a única opção for uma lanchonete, escolha sanduíches com carnes magras e grelhadas. Evite as frituras, os alimentos empanados e à milanesa. Também escolha molhos para salada com baixo teor de gordura, evitando aqueles feitos com maionese e queijos amarelos.

- No lanche evite os salgados. Prefira frutas, sucos, salada de frutas, água de coco ou barras de cereais saudáveis.

- Se for comer pizza, escolha as simples com queijo e tomate ou vegetarianas.

- Evite repetir as refeições e deixe a sobremesa para os dias em que pratica alguma atividade física.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Restrição calórica pode melhorar a resposta imune

Vários estudos em diversos países, ao longo dos anos, têm demonstrado que pessoas mais magras tem uma melhor qualidade de vida e vivem mais.

Recentemente (dezembro de 2006), pesquisadores da Universidade de Oregon, publicaram, no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, uma nova pesquisa que pode explicar parcialmente estes importantes efeitos em nossa saúde. Nela, macacos Rhesus (espécie muito parecida com a nossa), foram submetidos a uma dieta hipocalórica (30% inferior ao consumo habitual), durante 42 semanas, e tiveram uma melhora no sistema imunológico, evidenciada principalmente pelo aumento na produção de células T e pela redução da produção de compostos inflamatórios.

Em outros estudos, a restrição calórica conseguiu diminuir o envelhecimento de células do sistema imune em ratos, moscas, peixes, aranhas e até minhocas, trazendo um benefício à saúde destes animais, uma vez que diminuiu à suscetibilidade às doenças infecciosas, muito comuns durante o processo de envelhecimento.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Quem pagou pelo estudo?

Estudos em nutrição são indispensáveis para a melhoria da qualidade de vida da população. Porém é indispensável que se observe a qualidade dos mesmos antes de se tirar qualquer conclusão.
Exemplos envolvendo bebidas incluem aqueles que mostram que o leite contribui para a perda de peso, que o suco de tomate previne contra o câncer e que até refrigerantes fazem bem à saúde. Porém, quando estas informações vêm de pesquisas financiadas por empresas privadas ou indústrias devemos tomar cuidado.

Estudo publicado em janeiro no Public Library of Science - PLoS Medicine, mostra que estudos financiados pela iniciativa privada tem maior chance de um resultado positivo do que pesquisas independentes. O grupo do pesquisador Ludwig revistou 111 estudos, publicados entre os anos de 1999 e 2003, envolvendo o consumo de refrigerantes, sucos e leite. Estudos financiados pela indústria foram de 4 a 8 vezes mais favoráveis a interesses financeiros do que aqueles pagos por outros grupos. Dos 22 estudos identificados como claramente financiados por companhias ou grupos industriais, apenas três, ou 10,6 tiveram parecer negativo. Isto provoca uma preocupação quanto a distorção das pesquisas científicas envolvendo nutrição e saúde. Isto porque apesar do trabalho rigoroso dos cientistas, os mesmos podem escolher certas perguntas em detrimento de outras não tão favoráveis ao produto. Apesar de a maioria dos pesquisadores serem muito eticos e dedicados à ciência, os governos não investem tanto quanto as empresas nos EUA, o que pode levar a estas distorções.

Fontes:

http://medicine.plosjournals.org/perlserv/?request=get-document&doi=10.1371/journal.pmed.0040005

http://medicine.plosjournals.org/perlserv/?request=get-document&doi=10.1371%2Fjournal.pmed.0040006

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/