As doenças neurológicas e mentais são responsáveis por uma proporção considerável da carga global de doenças. Mas podemos manter o nosso cérebro mais saudável com algumas estratégias. Atividade física e períodos de jejum são estresses benéficos para o corpo e para o cérebro. Estudos mostram que promovem o rejuvenescimento e a resiliência celular e em regiões do cérebro críticas para o aprendizado e a memória.
O exercício tem muitos efeitos benéficos na saúde do cérebro, contribuindo para diminuir os riscos de demência, depressão e estresse, e tem um papel na restauração e manutenção da função cognitiva e controle metabólico. Isso acontece pois exercícios, principalmente de resistência, estimulam a síntese e secreção de fatores que suportam diretamente a homeostase cerebral, incluindo fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), FNDC5/irisina, corpos cetônicos, fatores de crescimento, catepsina B, serotonina e 4-hidroxinonenal. Não importa se você quer um corpo mais saudável, mais bonito ou maior capacidade de tomar boas decisões, faça atividade física!
O fato de que o exercício é percebido pelo cérebro sugere que os fatores periféricos induzidos pelos músculos permitem a interação direta entre o músculo e a função cerebral. O músculo secreta miocinas que contribuem para a regulação da função hipocampal (área do cérebro fundamental para a memória). A catepsina B, um tipo de miocina (citocina sinalizadora produzida no músculo) passa através da barreira hematoencefálica para aumentar a produção de fatores neurotróficos derivados do cérebro e, portanto, a neurogênese, a memória e o aprendizado.
O exercício aumenta a expressão do gene neuronal FNDC5 (que codifica a miocina FNDC5 dependente de PGC1α), que aumenta irisina, que por sua vez também pode contribuir para o aumento dos níveis de fatores neurotróficos derivados do cérebro (BDNF). Além disso, a irisina estimula a conversão de tecido adiposo branco em marrom, acelerando o metabolismo.
O exercício também aumenta a expressão muscular dependente de PGC1α das enzimas quinurenina aminotransferase, o que induz uma mudança benéfica no equilíbrio entre a quinurenina neurotóxica e o ácido quinurênico neuroprotetor, reduzindo assim os sintomas semelhantes à depressão. A sinalização de miocinas, outros fatores musculares e hepatocinas e adipocinas induzidas pelo exercício estão implicados na mediação do impacto benéfico induzido pelo exercício na neurogênese, função cognitiva, apetite e metabolismo, apoiando assim a existência de uma alça endócrina músculo-cérebro.
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