De acordo com a FAO (1989), o desenvolvimento sustentável consiste na gestão e conservação dos recursos naturais e na orientação da mudança tecnológica e institucional, de forma a assegurar a satisfação contínua das necessidades das gerações atuais e futuras. O desenvolvimento sustentável (nos setores da agricultura, da silvicultura e das pescas) conserva a terra, a água e os recursos genéticos das plantas e animais; é ambientalmente não degradante, tecnicamente apropriado, economicamente viável e socialmente sustentável.
O conceito de sustentabilidade foi construído com base na definição de desenvolvimento sustentável. Deste modo, a FAO refere que a sustentabilidade consiste em práticas que permitem garantir os direitos do homem, satisfazendo as necessidades presentes e futuras, sem causar danos irreversíveis no ecossistema e sem comprometer o futuro das gerações vindouras. O conceito de sustentabilidade é um conceito multidimensional que engloba a integridade ambiental, o bem-estar social, a resiliência económica e a boa governação.
O que é um alimento sustentável? É um alimento:
produzido com recurso a métodos de produção que respeitam o ambiente e os animais;
local e sazonal adquirido diretamente aos produtores;
não processado, de modo a minimizar a quantidade de recursos utilizados (p.e. água, combustível);
que respeita o bem-estar do ambiente, dos animais, dos produtores e dos consumidores.
Segundo a definição da FAO (2015), uma dieta sustentável tem baixo impacto ambiental e contribui para a segurança alimentar e nutricional da população, assim como para o seu estado de saúde, tanto no presente como no futuro. As dietas sustentáveis protegem e respeitam a biodiversidade e o ecossistema; além de que permitem otimizar os recursos naturais e humanos. Para além disso, uma dieta sustentável é culturalmente aceita, nutricionalmente adequada, acessível pela população, segura e economicamente justa.
Em 2050, a população será superior a 9 biliões e, como tal, será necessário produzir mais 60% de alimentos. Há 900 milhões de pessoas que passam fome em todo o mundo e 1,9 biliões sofrem de excesso de peso.
A produção de alimentos de origem animal é responsável por um uso superior de recursos (p.e. água, solo) e emissões de gases de efeito de estufa face aos alimentos de origem vegetal. Dentre os vários alimentos, o chocolate, a carne (principalmente a vermelha) e os laticínios são os que requerem mais água para a sua produção e emitem mais gases de estufa.
Alimentos industrializados também têm um grande impacto ambiental. O chocolate, por exemplo, consome e gasta muita energia para ser produzido. Falo mais sobre este tema neste vídeo.
O potencial de efeito de estufa é calculado com base no dióxido de carbono, óxido nitroso e metano. Além destes três gases, também podem ser considerados, no cálculo do potencial de efeito de estufa, os hidrofluorcarbonetos, os perfluorcarbonetos e o hexafluoreto de enxofre. Este valor é determinado de acordo com um intervalo de tempo específico, sendo neste caso de 100 anos.
Modos de produção sustentáveis
MODO DE PRODUÇÃO BIOLÓGICO
PRODUÇÃO QUE RESPEITA A NATUREZA
PRODUTOS SÃO PRODUZIDOS DE FORMA SUSTENTÁVEL
CONTROLE DOS OPERADORES DE PRODUÇÃO BIOLÓGICA, UMA VEZ POR ANO
OS ANIMAIS DE CRIAÇÃO VIVEM LIVREMENTE E SÃO CUIDADOS EM CONDIÇÕES QUE ASSEGURAM O BEM-ESTAR ANIMAL
USO LIMITADO DE PESTICIDAS, FERTILIZANTES QUÍMICOS E ANTIBIÓTICOS
RESTRIÇÃO NO USO DE ADITIVOS ALIMENTARES,
AUXILIARES TECNOLÓGICOS E OUTROS PRODUTOS SIMILARES ADAPTADOS AOS MEIOS DO PRÓPRIO CAMPO E AOS CONHECIMENTOS LOCAIS
CUMPRIMENTO DE REGRAS ESPECÍFICAS, DESTINADAS AO RESPEITO PELO BEM-ESTAR AMBIENTAL E ANIMAL DOS PRODUTOS
LIVRES DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS (OGM’S)
CUMPRIMENTO DE REGULAMENTOS ALUSIVOS À PRODUÇÃO DE PRODUTOS BIOLÓGICOS, DE DEFESA DO CONSUMIDOR E DE SAÚDE
5 EIXOS PARA A SUSTENTABILIDADE ALIMENTAR E AGRICULTURA
Melhorar a eficiência na utilização dos recursos;
Ter uma ação direta para conservar, proteger e melhorar os recursos naturais;
Proteger os meios rurais de subsistência e melhorar a equidade e o bem-estar social;
Melhorar a resiliência das pessoas, comunidades e ecossistemas, especialmente as alterações climáticas e a volatilidade dos mercados;
Promover a boa governação para uma melhor sustentabilidade dos sistemas naturais e humanos.
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