Hipertensos são grupo de risco durante a pandemia pois a virose modifica nossas respostas metabólicas e inflamatórias, além de comprometer órgãos importantes como o coração. Num coração sobrecarregado, como no caso do paciente com hipertensão, a consequência disso poderia ser uma inflamação do miocárdio (miocardite).
Além disso, também se verificou que o vírus pode levar a uma certa anulação da ação dos medicamentos para controle arterial. Dessa forma, em alguns casos levaria um descontrole da hipertensão em estado mais grave. Por isso, preste atenção: sintomas como fraqueza e febre podem ser ainda mais intensos em pacientes hipertensos com coronavírus, e é preciso todo cuidado. Por isso, o hipertenso deve adotar as seguintes estratégias:
Genética e recuparação pós-AVC
Por que pacientes com lesões semelhantes podem apresentar recuperações tão diferentes?
A resposta pode estar, em parte, na genética da neuroplasticidade.
Genes como BDNF, COMT, APOE e DRD2 estão associados a mecanismos que influenciam plasticidade cerebral, neurotransmissão, cognição e resposta à reabilitação.
🔬 BDNF Val66Met: pode modificar a plasticidade dependente de atividade e está associado a diferenças na recuperação motora e cognitiva.
🧠 COMT Val158Met: modula a disponibilidade de dopamina no córtex pré-frontal e pode influenciar a resposta ao treinamento cognitivo e motor.
🧬 APOE ε4: relaciona-se a maior vulnerabilidade cognitiva e pode influenciar a recuperação após o AVC.
⚡ DRD2: variantes relacionadas à sinalização dopaminérgica podem modificar a resposta a estratégias de reabilitação assistida por fármacos.
O próximo passo é integrar genômica + proteômica + metabolômica + dados clínicos para identificar, de forma mais precisa, quem pode responder melhor a diferentes estratégias de reabilitação.
Isso abre caminho para uma reabilitação personalizada de precisão em que intensidade, modalidade e estratégias terapêuticas sejam cada vez mais orientadas pelas características biológicas individuais.

