Terapia genética para o tratamento da leucemia

O FDA aprovou, nos EUA, a terapia genética para o tratamento da leucemia. A terapia genética pode alterar as células T do próprio paciente para que consigam lutar contra as células B, que crescem de forma descontrolada no paciente com leucemia. 

Após a remoção das células do paciente, as mesmas são enviadas para um laboratório, onde são modificadas e depois reinseridas no paciente. Os cientistas utilizam uma forma inativa do vírus HIV para transferir material genético para as células T, reprogramando-as. Uma única célula T modificada pode destruir até 100.000 células cancerígenas. Mas como durante o tratamento células saudáveis também são destruídas a imunidade cai, exigindo tratamento e infusões de imunoglobulinas (anticorpos).

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Apesar de caríssima a terapia ainda é mais barata que o transplante de medula. Além disso, o transplante de medula requer um doador compatível, o que não acontece com a terapia genética, já que as células virão do próprio paciente.

Em 2012, aos 6 anos Emily Whitehead, passou por pesquisa experimental com a técnica. Internada e com severos efeitos colaterais devido ao tratamento quimioterápico para a leucemia, a menina quase morreu. Seus pais autorizaram o tratamento com células tronco salvando a criança, hoje com 12 anos.

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Como o tratamento é novidade cada paciente precisará ser acompanhado por pelo menos 15 anos para que os cientistas tenham certeza de que o câncer realmente não voltou, nem surgiram outros.

Por enquanto, o tratamento está disponível apenas nos EUA. Por isso, a alternativa nos outros países continua sendo o transplante de medula.

O transplante consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais da medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.

É na medula óssea que se localizam as células-tronco hematopoéticas, responsáveis pela geração de todo o sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). Essas são as células substituídas no transplante de medula.

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As células tronco (ou células fonte) são um grupo específico de células capazes de dividirem-se continuamente e dar origem a outros células (habilidade de diferenciação). 

Mais de 1.000 pessoas estão na fila para transplante de medula óssea no Brasil, tanto devido à falta de leitos nos hospitais, quanto à falta de doadores. 

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos e com boa saúde pode se tornar um doador. O cadastro como doador é um processo simples, feito nos hemocentros de todo o país. Neste momento é retirada apenas uma pequena quantidade de sangue (5ml) para análise. 

Os dados do doador serão cruzados com os dados dos pacientes que precisam de transplante. Se você for compatível será consultado sobre sua disponibilidade e interesse para realizar a doação. 

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/