Práticas integrativas no tratamento da espondilite anquilosante

Doenças autoimunes são o resultado de uma combinação entre a genética e danos ambientais acumulados durante anos ou décadas (sedentarismo, estresse, tabagismo, consumo de álcool, exposição a metais pesados, agrotóxicos, dieta inflamatória e pobre em nutrientes antioxidantes).

A espondilite anquilosante é uma espondiloartrite, doença autoimune caracterizada pela inflamação da coluna, grandes articulações, dedos das mãos e pés. Pode afetar também os ossos da cabeça, tórax, ombros, quadris e joelhos. O diagnóstico se baseia nos sintomas, radiografias, exames de sangue (velocidade de hemossedimentação, proteína C-reativa, presença do gene HLA-B17), ressonância magnética e outros critérios médicos.

O tratamento envolve o uso de medicamentos antiinflamatórios, inibidores de necrose tumoral e antimetabólitos. Para o adequado controle da doença também são necessárias modificações no estilo de vida com prática regular de atividade física, dieta antiinflamatória e baseada em plantas, abstenção de fumo e álcool. Em minhas consultorias trabalho também com a suplementação de fitoterápicos, como cúrcuma, gengibre, moringa, chás (canela, equinácea), suplementação de ômega-3 e vitamina D.

Pessoas com doença auto-imune precisam também controlar o estresse já que a maior parte dos gatilhos são de ordem emocional. Por isso, sempre indico a prática de yoga e meditação.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Práticas integrativas e complementares no tratamento da Síndrome de Sjögren

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A Síndrome de Sjögren é uma doença crônica autoimune, que se manifesta por secura das mucosas, principalmente na boca e olhos, acompanhada frequentemente por outras manifestações de inflamação. Assim, outros sintomas podem aparecer como dores articulares, artrite, lesões cutâneas, envolvimento neurológico, pulmonar e renal. Para controle e prevenção da progressão, não há como escapar da dieta antiinflamatória!

Devido à presença da inflamação o reumatologista pode propor o uso de corticosteróides e imunossupressores. Contudo, estas terapêuticas isoladamente não são suficientes, sendo necessárias modificações de hábitos. Lembre que as doenças autoimunes desenvolvem-se ao longo dos anos por acúmulos de danos gerados pelo estresse, carências nutricionais, contato com toxinas, sedentarismo…

Por isso, adote a dieta antiinflamatória (reduzindo ou eliminando glúten, laticínios, açúcar, adoçantes, refrigerantes), controle a carga glicêmica das suas refeições (nada de açúcar, farinha, álcool), troque as gorduras saturadas e trans por gorduras monoinsaturadas (azeite, abacate, castanhas, nozes, sementes) e capriche nas ervas e condimentos. Para controlar a secura na boca e o aparecimento de cáries consuma chá de alecrim e de hortelã (2 a 3 vezes ao dia).

Para a redução da inflamação recomendo em minhas consultorias a suplementação de ômega-3, extrato de cúrcuma, tintura de alecrim, óleo de krill e probióticos. A aromaterapia também pode ajudar bastante. Podem ser feitas inalações com misturas dos óleos alecrim, olíbano e hortelã. Aprenda também a gerir as emoções praticando yoga e meditando.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Práticas integrativas no tratamento da Psoríase

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A psoríase é uma doença inflamatória autoimune que acomete a pele e que se caracterizada pelo crescimento acelerado de células da epiderme, chamadas de queratinócitos. O ciclo natural dos queratinócitos é de 28 dias mas na psoríase ele é encurtado para 4 dias. Essa hiperproliferação gera acúmulo celular sob a superfície da derme, formado placas e lesões. A doença acomete 2 a 3% da população mundial, sendo mais comum entre a terceira e a quarta décadas de vida, em pessoas do sexo feminino e em indivíduos com histórico familiar.

Podem aparecer lesões avermelhadas, geralmente em forma de placas, em regiões como cotovelos, joelhos, pés, mãos, unhas, couro cabeludo e até na área genital. As causas são desconhecidas, porém uma predisposição genética associada a fatores imunológicos e ambientais como fumo, ingestão de álcool, queimaduras, alimentação inadequada, infecções, drogas, fármacos (como lítio, beta-bloqueadores e antiinflamatórios não esteroidais), além de estresse emocional, parecem contribuir para o surgimento e perpetuação das lesões.

Por causa da inflamação crônica gerada pela psoríase, pessoas com a doença estão mais predispostas a alterações como resistência à insulina, aumento dos lipídios no sangue, obesidade e maior risco de pressão arterial elevada, diabetes mellitus tipo 2, esteatose hepática, obesidade e síndrome plurimetabólica. Por isso, controlar o índice glicêmico da dieta é muito importante. Exclua açúcar, farinha, guloseimas, refrigerantes, álcool, adoçantes.

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O tratamento da psoríase deve ser individualizado considerando-se o quadro clínico do paciente. Pode envolver o uso de produtos para a pele, fototerapia (banho de luz com raio ultravioleta), uso de medicações (cliclosporina, metotrexato, acitretina, agentes biológicos). A prática de atividade física é recomendada para redução do risco cardíaco e a prática de yoga para o controle do estresse.

A dieta deve ser antiinflamatória para não agravar as lesões. Em minha consultoria ajusto a dieta e prescrevo suplementos que amenizam o risco de complicações. Para tanto, considero os resultados metabólicos obtidos dos exames bioquímicas, da avaliação clínica e dietética. 

O adequado consumo de vitaminas e minerais, ácidos graxos poliinsaturados (ômega-3, concentrado em DHA), polifenóis, fibras e dietas com baixa densidade calórica podem influenciar positivamente no tratamento da psoríase. Vitaminas (A, E, C, carotenóides) e  minerais (ferro, cobre, manganês, zinco e selênio),  possuem capacidade antioxidante capaz de diminuir o estresse oxidativo e a produção de espécies reativas de oxigênio. As fibras alimentares também possuem um papel importante na melhoria do funcionamento intestinal, redução da inflamação, além de contribuir para o melhor controle glicêmico, insulinêmico e lipidêmico do paciente.

O extrato de uva concentrado de antocianinas (200 a 400 mg/dia) ou o consumo de 1 a 2 colheres de sopa de azeite de semente de uva, ajudam a reduzir a inflamação. Outra opção é o óleo de cominho preto (black cumin seed oil) em cápsulas. Hidrate-se bem durante todo o dia. Em relação à aromaterapia indica-se inalação com os óleos essenciais de gerânio, lavanda, melaleuca e hortelã. Cuide também da mente praticando yoga e meditação.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Práticas integrativas e complementares no tratamento da artrite reumatóide

A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crônica que pode afetar articulações em todo o corpo, causando dor, inchaço, fadiga e deformidades.

O primeiro passo é controlar o índice glicêmico da dieta. Esqueça farinhas brancas, doces, açúcar. Remova os alimentos inflamatórios (gorduras trans e saturadas, glúten, laticínios). Adote um cardápio antiinflamatório.

Adote uma dieta baseada em plantas, rica em polifenóis. Consuma mais açafrão, gengibre, chá verde, chá de moringa ou de folha de amora, canela, romã. Em relação aos suplementos, indico em minhas consultorias, probióticos (para desinflamar o intestino), creatina, colágeno, glutamina, que juntos vão melhorar o funcionamento articular.

Para desinflamar: ômega-3, atividade física moderada, banhos de sol, gorduras boas. Neste vídeo discuto mais como a nutrição e o yoga podem ajudar. Estudo publicado em 2018 mostrou que a massagem com óleo de copaíba contribuíram para a redução das dores e para a melhoria da motilidade nas mãos (Bahr et al., 2018). A rotina ayurvédica também ajuda demais: jante cedo (até 20h) e tenha uma rotina para ir para a cama até 22h (sem o celular).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/