Berberina - fitoterapia na prevenção de doenças metabólicas

A proteína AMPK é um sensor que regula o metabolismo energético no corpo. É um dos alvos das pesquisas para o tratamento de doenças metabólicas, como obesidade, diabetes, dislipidemias e câncer. Ativando-se o AMPK em células de gordura e no músculo, reduz-se o acúmulo de gordura nestes tecidos e a sensibilidade à insulina é melhorada.

Berberis Aristata

Berberis Aristata

A berberina é um alcalóide extraído de arbustos como berberis aristata (tree turmeric), European barberry, goldenseal, goldthread, Oregon grape e phellodendron. Tem sido utilizada na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e na Medicina Indiana (Ayurveda) há milênios para o tratamento de doenças. Hoje é estudada pela medicina moderna para o tratamento da obesidade, justamente por conseguir ativar o AMPK (Jang et al., 2017).

Existem evidências de que a berberina usada topicamente (na composição de cremes ou pomadas) ajuda a tratar úlceras em pessoas com câncer. Usada na forma de cápsulas contribui para o tratamento do diabetes, tendo uma ação e potência comparável ao medicamento Metformina (Wang et al., 2017). Na dosagem de 500 mg, tomado 2 a 3 vezes ao dia, por 3 meses, também reduz colesterol e triglicerídeos (Dong et al., 2013). A dosagem de 900 mg ao dia também parece ser eficaz no tratamento da hipertensão. Por suas propriedades anti inflamatórias a berberina também tem mostrado-se interessante no tratamento da síndrome do ovário policístico. A berberina também tem sido tradicionalmente usada para seus efeitos no intestino. É tanto anti-inflamatório como antidiarreico, especialmente quando há infecção por E.coli ou vírus da cólera.

Chemical-structure-of-berberine.gif

A berberina tem baixa toxicidade em doses habituais e revela benefícios clínicos sem grandes efeitos colaterais. Apenas reações gastrointestinais leves aparecem em alguns pacientes adultos (Imenshahidi & Hosseinzadeh, 2019). Porém, a berberina não deve ser administrada a recém nascidos e crianças pequenas, podendo causar danos ao cérebro e ao fígado, causando icterícia. O uso para gestantes e lactantes também não é recomendado. Na gestação a berberina pode atravessar a placenta, causando danos ao eto. Durante a lactação pode chegar ao bebê pelo leite materno.

A berberina também não deve ser utilizada por pacientes fazendo uso de ciclosporinas, lovastatina, claritromicina, indinavir, sildenafil (viagra), triazolam e outros medicamentos que exijam metabolismo pelo citocromo P450 4A4 (CYP3A4).

Aprenda mais sobre fitoterapia no curso online de fitoterapia, no curso de ayurveda, ou no curso de coaching.

Compartilhe e ajude este trabalho a continuar.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Qual é a quantidade de frutose saudável?

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Hiperglicemia aumenta o risco de Alzheimer, câncer e doenças cardiovasculares

Pessoas com diabetes tipo 2 correm maior risco de desenvolverem doenças cardiovasculares, doenças renais, depressão, declínio cognitivo e morte prematura. Quanto mais altos estão os níveis de açúcares no sangue maior o risco de complicações. E o mais interessante é que o uso de medicação não diminui o risco de mortalidade neste grupo de pacientes.

O hormônio insulina também não diminui os riscos, já que aumenta o risco de certos tipos de câncer, obesidade e aterosclerose, além de acelerar o envelhecimento. A terapia insulínica pode promover inflamação no revestimento das artérias, o que ajuda a explicar os resultados dos estudos. Por isso, mudanças de estilo de vida são fundamentais! Não podemos depender de medicamentos. Temos que nos responsabilizar de verdade por nossa saúde.

Atividade física, descanso, combate ao estresse, redução no consumo de carboidratos simples e aumento no consumo de frutas, verduras e ervas são as estratégias mais importantes. Estudos mostram a eficácia de compostos do Ginkgo biloba, das uvas, do chá verde e do cacau, do açafrão e de outras plantas na redução da inflamação e de consequências indesejadas do diabetes, incluindo o declínio cognitivo (Cicero, Fogacci & Banach, 2018).

A curcumina do açafrão é um polifenóis mais estudados. Regula vias associadas ao sistema imune, às defesas antioxidantes, ao metabolismo de lipídios e carboidratos. Tem um papel importante na prevenção do câncer em vários órgãos (Panda et al., 2017). Tente utilizar meia colher de chá de açafrão diariamente em sua comida. Para melhor absorção da curcumina adicione também pimenta, alho, cebola e azeite de oliva ao prato.

51446913_2321060791471279_6739432058319273984_n.jpg
Compartilhe e ajude este trabalho a continuar.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Dicas de nutrição para controle da quantidade de açúcar no sangue

Muitos fatores afetam a glicemia (concentração de glicose no plasma), dentre eles a genética, o percentual de massa magra, a atividade física, disbiose intestinal e o consumo de alimentos ricos em carboidratos simples e proteínas animais. Desequilíbrios hormonais também podem desregular a glicemia (Gambineri & Pelusi, 2019). Ovários policísticos nas mulheres, obesidade e resistência à insulina desregulam hormônios andrógenos em mulheres. Deficiências nutricionais (especialmente zinco, magnésio, carnitina ou vitaminas B6, B9, C, D e K) em homens afetam a produção de testosterona e desregulam a glicemia.

50634341_2316720738571951_5474528992390283264_n.jpg

Outros fatores que desregulam os níveis plasmáticos de açúcares são estresse, falta de sono, aumento do cortisol e redução da produção de melatonina (Karamitri, & Jockers, 2019). No vídeo de hoje falo mais sobre o tema, com dicas de alimentação para o controle da glicemia:

Compartilhe e ajude este trabalho a continuar.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
Tags