Quando os rins não funcionam bem o risco de ataque cardíaco aumenta

Tudo em nosso corpo está de alguma forma interligado. Por exemplo, com o envelhecimento há um processo de desgaste natural dos tecidos. A partir dos 40 anos de idade os rins sofrem alterações caso o estresse orgânico seja elevado.

A doença renal crônica (DRC) afeta idosos brasileiros em taxas preocupantes. Com o passar da idade há um declínio fisiológico (normal) da capacidade de filtração dos rins (10% por década), principalmente em pessoas diabéticas e hipertensas.

Na insuficiência renal ocorre um aumento da produção de um hormônio chamado paratohormônio (PTH). O aumento do PTH eleva o risco de osteoporose e colabora para o aumento do risco de ataques cardíacos. Assim, há necessidade de avaliação do funcionamento da paratireóide e, quando necessário, uso de medicamentos como o carbonato de cálcio para controle da doença.

Em relação à dieta, recomenda-se que a mesma seja à base de plantas para que a saúde renal seja preservada. Plantas são ricas em nutrientes capazes de reduzir o risco de pedra nos rins, a inflamação e acidose, assim como diminuir as alterações dos vasos (disfunção endotelial) e o risco de doenças cardíacas. Pessoas com dislipidemias (aumento de colesterol e triglicerídeos) tem um maior risco de infartar e também de terem problemas renais. A gordura em excesso acelera a progressão da doença renal por efeitos tóxicos aos glomérulos (estruturas responsáveis por filtrar o sangue). Os efeitos alcalinizantes das frutas e verduras protegem os rins, retardam a necessidade de diálise em até 2 anos e melhoram a sobrevida de pacientes que passaram por transplante renal.

São sintomas da doença renal crônica: ardor ou dificuldade em urinar; urinar frequentemente, sobretudo durante a noite; urinar com sangue; inchaço nos olhos, mãos e/ou pés, cansaço progressivo, fraqueza generalizada, fadiga ao realizar esforços pequenos ou moderados.

São sintomas de problemas no coração: falta de ar, inchaço nas pernas e face, dor no peito, palpitações (arritmia cardíaca).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar clique na aba consultoria no topo da página. Obrigada por visitar esta página!
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