Estratégias Naturais para Otimizar a Secreção do Hormônio do Crescimento

O hormônio do crescimento é secretado de forma pulsátil pela hipófise anterior e atua principalmente através do eixo GH–IGF-1. Tem papel central em:

1. Composição corporal

  • Estimula síntese proteica

  • Promove manutenção de massa magra

  • Favorece lipólise

  • Reduz acumulação de gordura visceral

2. Metabolismo energético

  • Aumenta mobilização de ácidos gordos

  • Modula sensibilidade à insulina

  • Participa na adaptação ao jejum e ao exercício

3. Integridade estrutural

  • Estimula crescimento e remodelação óssea

  • Participa na manutenção de cartilagem

  • Contribui para reparação tecidual

4. Função cardiovascular

  • Influencia perfil lipídico

  • Atua na função endotelial

  • Contribui para composição corporal favorável ao risco metabólico

Regulação de GH

GH é regulado por:

  • GHRH

  • Somatostatina

  • Grelina

  • Estado energético

  • Sono

  • Insulina

  • IGF-1 por feedback negativo

Qualquer intervenção deve considerar o eixo hipotálamo-hipófise-IGF-1.

Queda da GH com o envelhecimento

A partir da terceira década de vida ocorre redução progressiva da secreção pulsátil, fenómeno frequentemente denominado somatopausa.

Mecanismos envolvidos:

  • Redução da secreção de GHRH

  • Aumento relativo da somatostatina

  • Alterações do sono profundo

  • Aumento da adiposidade visceral

  • Redução da amplitude dos pulsos hormonais

A diminuição é fisiológica e gradual.

Consequências da redução

1. Alterações na composição corporal

  • Aumento de massa gorda, especialmente visceral

  • Redução de massa muscular

  • Diminuição de força e desempenho funcional

2. Metabolismo

  • Maior resistência à insulina

  • Pior perfil lipídico

  • Maior risco de síndrome metabólica

3. Sistema ósseo

  • Redução da densidade mineral óssea

  • Maior risco de fragilidade estrutural

4. Função física global

  • Redução de capacidade regenerativa

  • Recuperação mais lenta após exercício

  • Diminuição da performance

Intervenções sobre sono, exercício e estado energético podem atenuar parcialmente a redução funcional associada à idade.

Estratégias Naturais para Otimizar a Secreção de Hormona de Crescimento

A secreção de GH é pulsátil, com pico predominante durante o sono profundo. A modulação fisiológica do eixo hipotálamo–hipófise pode ser estimulada por intervenções comportamentais consistentes.

1. Sono como principal determinante 💤

A maior libertação ocorre durante o sono de ondas lentas. Privação de sono reduz amplitude dos pulsos e altera o eixo neuroendócrino.

Estratégias:

  • 7 a 9 horas por noite

  • Regularidade do horário

  • Redução de luz intensa à noite

  • Ambiente escuro e silencioso

A qualidade do sono tem impacto superior à maioria das intervenções isoladas.

2. Exercício físico de alta intensidade 🏋️

O estímulo metabólico é o principal indutor agudo. Treino resistido com:

  • Grandes grupos musculares

  • Intensidade moderada a elevada

  • Intervalos curtos

HIIT promove aumento transitório através de elevação de lactato e catecolaminas. O efeito é dependente de carga, densidade e recuperação adequada.

Exercício aeróbio (10 a 20 minutos ao dia) faz pico que se mantém por 2 horas. É necessário nível de intensidade próximo ao limiar de anaerobiose para o estímulo de GH.

3. Redução de adiposidade visceral

A gordura abdominal está associada a menor secreção pulsátil. Mecanismos envolvidos:

  • Hiperinsulinemia crônica

  • Alteração do eixo somatotrófico

  • Inflamação de baixo grau

A diminuição de massa gorda melhora a responsividade hipofisária.

4. Estratégias nutricionais 🍽️

Controle da insulina

A insulina elevada inibe a secreção de GH. Dietas com menor carga glicémica e controlo do excesso calórico favorecem o padrão pulsátil. Evitar açúcares.

Jejum intermitente

Períodos prolongados sem ingestão alimentar podem aumentar secreção de GH, principalmente por redução de insulina e aumento de lipólise.

Proteína adequada

Evitar déficits prolongados que comprometam massa magra e função metabólica.

Suplementação

Para aumentar IGF1 é importante que não faltem calorias, aminoácidos, cálcio, vitaminas, zinco, selênio, magnésio, potássio. A niacina (vitamina B3) atua como um secretagogo, aumentando a secreção de GH quando usado na dose de 0,2 a 1g ao dia, à noite, especialmente em indivíduos abaixo de 40 anos. Não eficaz em obesos, por alterações do eixo somatotrófico, hiperinsulinemia, menor grelina basal e aumento da somatostatina. Melatonina em dose baixa (0,21 a 0,5 mg) também atua como secretagogo.

Arginina (7 a 12 g), uma hora antes do exercício físico ou antes de deitar aumenta GH em jovens (abaixo dos 35 anos, principalmente). Não deve ser usado em pacientes com herpes pois a arginina favorece a replicação viral. Quem tem herpes deve usar lisina (500mg, duas vezes ao dia), que também estimula GH.

Glutamina (2g antes de deitar) também estimula a secreção de GH, principalmente até os 60 anos. Não usar em pacientes com linfoma e leucemia. Quem não puder usar ou agitar demais com glutamina pode usar glicina, que também estimula GH (0,5 a 1,0g ao dia, antes do exercício físico ou antes de deitar).

5. Gestão do stress metabólico

Estímulos agudos controlados podem aumentar a libertação hormonal:

  • Exercício intenso

  • Exposição ao frio

  • Situações de demanda energética elevada

O efeito depende de equilíbrio entre estímulo e recuperação.

6. Micronutrientes em contexto de deficiência

Deficiências podem comprometer o eixo hormonal. Vitamina D, zinco e magnésio devem ser avaliados quando clinicamente indicado. Correção de carências tende a normalizar a função fisiológica, sem exceder valores supra fisiológicos.

Intervenções comportamentais sustentáveis produzem efeitos fisiológicos mais consistentes do que estratégias pontuais. A regulação do eixo neuroendócrino responde primariamente ao equilíbrio energético, estímulo muscular e integridade do sono.

E o uso do hormônio do crescimento? Existem indicações médicas específicas, baseadas em deficiência comprovada, como por exemplo, deficiência genética em crianças, caquexia associada ao HIV e problemas hipofisários.

Atualmente o GH também é usado por médicos que fazem reposição hormonal para redução de danos associados ao envelhecimento. Contudo, é importante lembrar que GH reduz cortisol e não deve ser usado em quem já tem níveis baixos. Além disso, antes do uso de GH o estilo de vida deve ser melhorado, exames feitos e os demais hormônios devem estar ajustados.

O hipotireoidismo, por exemplo, precisa ser corrigido antes de uso de GH, pois T3 estimula IGF1. GH não funciona bem sem T3 corrigida. Estrogênios orais e cortisol em altas doses inibem secreção de GH. Sempre converse com um endocrinologista, caso existam dúvidas em relação à melhor conduta para seu caso.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Teste caseiro de disautonomia

Disautonomia é um termo geral para alterações no funcionamento do sistema nervoso autônomo. Sistema nervoso autônomo (SNA) é isso: funciona no automático: função do coração, das pupilas dos olhos, das glândulas. Assim, o SNA é responsável por regular funções involuntárias como frequência cardíaca, pressão arterial, digestão, temperatura corporal e sudorese.

Quando esse sistema perde a capacidade de ajustar o organismo às demandas do corpo, surgem sintomas em múltiplos sistemas. Às vezes o paciente acha que está com hipoglicemia, come açúcar, banana, doce, mel sem nenhuma melhoria. Porque não é falta de comida. Outros pacientes acabam no psiquiatra, são diagnosticados com transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, medicados, ainda sem melhorias. Porque não é isso, mesmo que o gatilho tenha sido trauma, estresse.

Principais sintomas de disautonomia

A desautonomia não é uma doença, mas um conjunto de manifestações que afeta todos os sistemas. Por isso, o paciente é poliqueixoso.

Cardiovasculares

  • Taquicardia em repouso ou ao levantar

  • Queda de pressão ao levantar (hipotensão ortostática)

  • Sensação de desmaio ou pré-síncope

  • Palpitações

  • Intolerância ao exercício

  • Dor em cabide (Cariga et al., 2002)

  • Síndrome de taquicardia postural ortostática

* Pode ser necessário o uso de medicação para melhoria do retorno venoso (como midodrina), se esta for uma questão - converse com um cardiologista.

Neurológicos

  • Tontura frequente (mais frequente no POTS)

  • “Brain fog” (dificuldade de concentração e memória)

  • Cefaleia

  • Fadiga intensa e persistente

  • Sensibilidade à luz ou ruído

Gastrointestinais

  • Náuseas

  • Saciedade precoce

  • Distensão abdominal

  • Obstipação ou diarreia

  • Digestão lenta (gastroparesia)

Termorregulação e pele

  • Intolerância ao calor ou ao frio

  • Sudorese excessiva ou ausente

  • Mãos e pés frios

  • Alterações de cor da pele

Outros sintomas frequentes

  • Ansiedade ou sensação de “alarme interno”

  • Alterações do sono

  • Tremores

  • Visão turva ao levantar

  • Fraqueza muscular

O conjunto de sintomas pode variar entre pacientes, pois existem pacientes com mais sobreposição do sistema simpático e outros do sistema parassimpático.

Principais causas de disautonomia

A disautonomia pode ser primária (doença do sistema nervoso autónomo) ou secundária a outras condições.

1. Condições autoimunes

O sistema imunitário pode atacar estruturas do sistema nervoso autónomo.

Exemplos:

  • Lúpus Eritematoso Sistémico

  • Síndrome de Sjögren

  • Doença Celíaca

  • Tireoidite de Hashimoto

    • Tireoide controla muitos genes

    • Repor hormônios da tireoide pode melhorar os sintomas da disautonomia

    • Cortisol suprime TRH → TSH → reduz T3/T4. A redução de hormônios tireoidianos leva a:

      • diminuição do tônus simpático

      • lentificação da frequência cardíaca e da pressão arterial

      • intolerância ortostática

      • fadiga autonômica

2. Infecções

Algumas infecções podem desencadear disautonomia pós-infecciosa.

Exemplos:

  • COVID-19

  • Doença de Lyme

  • Mononucleose

3. Doenças metabólicas

Alterações metabólicas podem danificar nervos autonómicos.

Exemplos:

  • Diabetes Mellitus

  • Amiloidose

4. Distúrbios neurológicos degenerativos

  • Doença de Parkinson

  • Atrofia de Múltiplos Sistemas

5. Alterações do tecido conjuntivo

Pessoas com hipermobilidade podem apresentar disautonomia.

Exemplo:

  • Síndrome de Ehlers-Danlos

6. Outras causas

  • trauma craniano ou lesão medular

  • trauma emocional - recalibra o alarme do corpo. O sistema simpático entra em luta e fuga mais facilmente. O tônus parassimpático fica mais enfraquecido

  • deficiência de micronutrientes (B1, B2, B12) - ideal avaliar por exames metabolômicos

  • neuropatias periféricas

  • toxicidade medicamentosa;

  • descondicionamento físico prolongado

  • estresse crônico

    • Cortisol suprime TRH → TSH → T3/T4

Situações clínicas em que a disautonomia é comum

  • pós-viral

  • síndrome de fadiga crônica (Encefalomielite Miálgica/Síndrome da Fadiga Crônica)

  • hipermobilidade articular

  • doenças autoimunes

  • estados inflamatórios crônicos

Sinais clínicos que levantam suspeita

  • piora dos sintomas ao ficar em pé

  • melhora ao deitar

  • taquicardia inexplicada

  • fadiga desproporcional ao esforço

  • intolerância ao calor

Teste caseiro para disautonomia

Teste simples para avaliar a recuperação da frequência cardíaca

  1. Permaneça em repouso por 2 minutos

  2. Faça 15 agachamentos

  3. Meça a frequência cardíaca imediatamente após terminar

  4. Aguarde 1 minuto e meça novamente

  5. Espere mais 1 minuto e repita a medição

Como interpretar

Observe quanto a frequência cardíaca diminuiu após 1 minuto de recuperação

  • Queda menor que 12 batimentos por minuto: resultado desfavorável. Pode indicar baixo tônus vagal.

  • Queda entre 12 e 20 batimentos por minuto: zona intermediária, sugere possível risco

  • Queda maior que 20 batimentos por minuto: resposta possivelmente adequada

A redução da frequência cardíaca após o esforço é mediada principalmente pelo sistema nervoso parassimpático. Quando, após um minuto de recuperação, a frequência cardíaca permanece elevada, isso pode sugerir um desequilíbrio do sistema nervoso autonômico.

Importante: este é apenas um teste caseiro de triagem e não substitui avaliação médica.

Diagnóstico médico da disautonomia

  • História (sintomas)

  • Exame físico

  • Exames laboratoriais

    • hemograma, ferro, ferritina

    • função tireoidiana (TSH, T4 livre, anticorpos)

    • enzimas do fígado

    • cortisol e eixo HPA

      • Cortisol é hormônio de luta e fuga

    • DHEA (quanto mais cortisol, em geral, menos DHEA)

      • DHEA é hormônio de recuperação

      • Dosar sulfato de DHEA (S-DHEA ideal: >100)

      • Aumenta libido

      • Estimula BDNF

      • Aumenta aldosterona e melhora a pressão arterial

    • glicemia e eletrólitos

    • vitamina B12, folato (ver exane genético MTHFR), vitamina D (ver exame genético VDR)

  • Testes funcionais

    • Tilt test (mesa inclinada): avalia resposta cardiovascular à mudança de postura; diagnóstico de POTS ou hipotensão ortostática. Não identifica outros tipos de desautonomia.

    • Teste de respiração profunda (deep breathing): avalia variabilidade da frequência cardíaca, refletindo tônus vagal.

    • Valsalva maneuver: avalia reflexos autonômicos cardíacos e vasculares.

    • Teste de sudorese (QSART ou sweat test): avalia função simpática colinérgica.

    • Monitorização ambulatorial de pressão e frequência cardíaca: identifica flutuações anormais ao longo do dia.

    • Eliminação de sódio de 24h na urina.

Tratamento

  • Cuidar da tireoide

  • Adequada hidratação

  • Adequado consumo de sódio

  • Reabilitação autonômica (fisioterapia específica com exercícios e treino postural para melhorar o equilíbrio interno do corpo).

    • Depois, aumentar atividade física

  • Reduzir a inflamação

  • Gerir estresse, zelo emocional

  • Tomar sol pela manhã

  • Dormir cedo

  • Macronutrientes e calorias adequadas

  • Suplementação adequada e individualizada de acordo com o caso dos pacientes

  • Tirar o café para reduzir cortisol (ou substituir por café descafeinado) - especialmente se houver alteração genética de CYP1A2

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Goma guar parcialmente hidrolisada

A goma de guar parcialmente hidrolisada (PHGG) é uma fibra solúvel obtida a partir do grão de guar. Trata-se de uma fibra formadora de gel, mas com uma característica importante. Ela passa por um processo chamado hidrólise, que quebra suas cadeias em partes menores. Isso a torna mais fácil de dissolver em água, menos viscosa e geralmente melhor tolerada pelo intestino do que a goma de guar tradicional.

No organismo, o PHGG chega praticamente intacto ao intestino grosso. Ali começa a ser fermentado pelas bactérias da microbiota intestinal. Esse processo acontece de forma lenta, o que é positivo. Fermentações muito rápidas costumam gerar excesso de gases e desconforto. Como a fermentação do PHGG é gradual, ele tende a ser melhor tolerado.

Por esse motivo, o PHGG é considerado prebiótico. Isso significa que ele funciona como alimento para bactérias intestinais benéficas. Ao estimular essas bactérias, pode ajudar a melhorar o equilíbrio da microbiota.

Outro ponto interessante é que o PHGG tem baixo teor de FODMAPs. FODMAPs são carboidratos fermentáveis que podem causar distensão abdominal e gases em pessoas sensíveis, especialmente em casos de síndrome do intestino irritável. Por ter baixo FODMAP, o PHGG costuma ser uma opção de fibra mais segura para quem tem sensibilidade digestiva.

Um estudo japonês recente avaliou justamente os efeitos do PHGG em pessoas com sintomas de prisão de ventre. Participaram 51 adultos saudáveis com constipação, que foram divididos em três grupos. Durante oito semanas, um grupo consumiu 3 g de PHGG por dia, outro 5 g por dia, e o terceiro recebeu placebo.

Os resultados foram interessantes. O grupo que consumiu 5 g por dia apresentou melhora significativa em vários aspectos:

  • aumento da frequência de evacuações

  • melhora da sensação de evacuação completa

  • maior regularidade intestinal

Essas melhorias foram observadas ao comparar os resultados após oito semanas com o início do estudo e também quando comparados ao grupo placebo.

Além disso, ocorreram mudanças na microbiota intestinal. No grupo que consumiu 5 g por dia houve aumento da bactéria Bacteroides, conhecida por produzir ácidos orgânicos benéficos para o intestino. Ao mesmo tempo, dois tipos de bactérias potencialmente prejudiciais diminuíram após quatro semanas.

Os autores sugerem que essa combinação de efeitos pode explicar a melhora da constipação. Ou seja, o PHGG parece atuar de duas formas ao mesmo tempo. Primeiro, aumentando o volume e a qualidade das fezes. Segundo, modulando a microbiota intestinal.

Mesmo assim, é importante lembrar que este foi um estudo relativamente pequeno. Os próprios pesquisadores destacam que estudos maiores ainda são necessários para entender melhor os efeitos do PHGG na saúde intestinal.

Seria particularmente interessante ver mais pesquisas envolvendo pessoas com síndrome do intestino irritável, já que muitas delas têm dificuldade em tolerar fibras tradicionais.

Além do PHGG, outros prebióticos também têm sido estudados para modular a microbiota. Um exemplo são os XOS (xilo-oligossacarídeos). Esses compostos são utilizados em doses muito pequenas e demonstram capacidade de estimular o crescimento de bactérias benéficas no intestino.

Na prática clínica, fibras como PHGG e XOS representam uma estratégia interessante para melhorar a função intestinal sem provocar grande desconforto digestivo. Especialmente em pessoas com constipação, distensão abdominal ou microbiota intestinal desequilibrada.

Referência

Abe A, Morishima S, Kapoor MP et al. Partially hydrolyzed guar gum is associated with improvement in gut health, sleep, and motivation among healthy subjects. Journal of Clinical Biochemistry and Nutrition. 2023.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/