NUTRIENTES E ESTRATÉGIAS PARA PROTEÇÃO DO CÉREBRO

O estudo COSMOS-Mind investigou os efeitos do extrato de cacau e de um suplemento multivitamínico-mineral (MVM) na cognição de adultos mais velhos ao longo de três anos. O COSMOS-Mind testou se a administração diária de extrato de cacau (contendo 500 mg/dia de flavanóis) versus placebo e um multivitamínico-mineral comercial (MVM) versus placebo melhorou a cognição em mulheres e homens mais velhos após 3 anos de uso.

Um total de 2.262 participantes foram inscritos (idade média = 73 anos; 60% mulheres; 89% brancos não hispânicos) e 92% completaram a linha de base e pelo menos uma avaliação anual. Enquanto o extrato de cacau não apresentou impacto significativo na função cognitiva, a suplementação diária com MVM resultou em melhorias na cognição global, memória episódica e função executiva. Esses benefícios foram mais evidentes em participantes com histórico de doenças cardiovasculares. Os resultados sugerem que o uso diário de MVM pode ser uma estratégia eficaz para proteger a função cognitiva em idosos, embora sejam necessários estudos adicionais para confirmar essas descobertas em populações mais diversificadas e para entender os mecanismos subjacentes aos efeitos observados.

A suplementação diária de multivitamínico-mineral (MVM) por 3 anos melhorou a cognição global, a memória episódica e a função executiva em idosos (Baker et al., 2022).

Uma revisão avaliou o uso da curcumina em pacientes com Alzheimer. Os estudos revisados mostraram que a curcumina tem potencial para reduzir a formação de placas β-amiloides, diminuir a neuroinflamação e o estresse oxidativo, além de melhorar déficits cognitivos em modelos animais de DA. Em modelos animais, a curcumina ajudou a mitigar os efeitos negativos da privação de sono, como déficits de memória e alterações estruturais no córtex pré-frontal medial (Akkol et al., 2022).

Outras intervenções para o Alzheimer incluem dieta mediterrânea, atividade física, restrição calórica, jejum intermitente e sono adequado. O uso da melatonina é uma possibilidade interessante.

Plascencia_Villa, & Perry, 2021

A melatonina desempenha um papel significativo no tratamento e gerenciamento da doença de Alzheimer (DA) por meio de vários mecanismos:

  • Efeitos neuroprotetores: Foi demonstrado que a melatonina protege as células neuronais da toxicidade mediada por beta-amiloide (Aβ), que é um fator-chave na patologia da DA. Ela inibe a geração de Aβ e interrompe a formação de fibrilas amiloides, contribuindo para suas propriedades neuroprotetoras (Lin et al., 2013).

  • Regulação da produção e depuração de Aβ: A melatonina modula o equilíbrio da produção e depuração de Aβ no cérebro, reduzindo potencialmente a deposição de Aβ e a neurotoxicidade. Ela afeta a expressão e a função da secretase, inibindo o processamento amiloidogênico da proteína precursora de amiloide (APP) (Li et al., 2020).

  • Melhoria da função cognitiva: Ensaios clínicos indicam que a suplementação de melatonina pode melhorar a qualidade do sono e a função cognitiva em pacientes com DA, abordando sintomas como o pôr do sol e o declínio cognitivo (Li et al., 2020).

  • Atenuação da hiperfosforilação de Tau: descobriu-se que a melatonina reduz a hiperfosforilação de tau, outro aspecto crítico da patologia da DA, regulando vias de sinalização específicas [3].

  • Regulação do ritmo circadiano: como reguladora dos ritmos circadianos, a melatonina ajuda a mitigar as interrupções circadianas que são frequentemente associadas a doenças neurodegenerativas, apoiando assim a saúde geral do cérebro (Hossain et al, 2019).

  • Propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes: a melatonina exibe efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, que são benéficos na redução do estresse oxidativo e da inflamação associados à progressão da DA (Shen et al., 2022).

Minerais e o cérebro

Plascencia_Villa, & Perry, 2021

Pessoas anêmicas possuem muita dificuldade de raciocínio. Mas não dá para sair suplementando sem acompanhamento dos exames de sangue. Afinal, ferro em excesso também é prejudicial. O mesmo raciocínio vale para outros minerais. Tanto a falta quanto o excesso destes elementos aceleram o processo de lesão neuronal.

Cobre e ferro em excesso aumentam a produção de radicais livres. Cálcio em excesso nos neurônio contribuem para a toxicidade glutamatérgica e morte neuronal.

A ferroptose é um tipo de morte celular programada dependente de ferro e caracterizada pelo acúmulo de peroxidação lipídica. Evidências sugerem que essa via está envolvida na patogênese da doença de Alzheimer (DA), pois o cérebro dos pacientes apresenta desregulação do metabolismo do ferro, estresse oxidativo exacerbado e dano lipídico.

Estratégias para combater a ferroptose na doença de Alzheimer:

  1. Quelantes de ferro: Reduzem o excesso de ferro livre, limitando a peroxidação lipídica. Exemplo:

    • Deferoxamina: já testada em modelos de Alzheimer com efeitos neuroprotetores.

  2. Antioxidantes e inibidores da peroxidação lipídica: Protegem contra o estresse oxidativo. Exemplos:

    • Vitamina E (α-tocoferol): antioxidante natural que reduz a oxidação lipídica.

    • Liproxstatina-1: inibidor específico da ferroptose.

  3. Ativação da via do glutationa peroxidase 4 (GPX4): Esta enzima neutraliza os lipídios oxidados e protege contra a ferroptose. Estratégias incluem:

    • Reposição de glutationa (GSH) por precursores como N-acetilcisteína (NAC).

    • Selenoproteínas, como a própria GPX4, podem ser estimuladas com suplementação de selênio.

  4. Modulação da homeostase do ferro: Controle dos transportadores e proteínas reguladoras do ferro:

    • Regulação da transferrina e da ferroportina para equilibrar a captação e exportação de ferro no cérebro.

    • Redução da ferritina excessiva, que pode liberar ferro catalítico tóxico.

  5. Flavonoides:

    • Baicalina: flavonoide com propriedades antioxidantes e ferroptose-inibitórias. Fontes:

      • Scutellaria baicalensis (Raiz de Escutelária chinesa) → Fonte mais rica, usada na medicina tradicional chinesa.

      • Scutellaria lateriflora (Escutelária americana) → Contém baicalina, mas em menor quantidade.

      • Oroxylum indicum (Árvore Trombeta-da-Índia) → Rica em baicalina e outros flavonoides.

      • Scutellaria barbata (Ban Zhi Lian) → Usada na medicina herbal chinesa por suas propriedades antioxidantes.

    • Quercetina (cebola, maçã, uvas, chá-preto) → Um dos mais potentes quelantes naturais de ferro, reduzindo sua biodisponibilidade e prevenindo o estresse oxidativo.

    • Kaempferol (brócolis, chá-verde, couve) → Forma complexos estáveis com ferro, ajudando a reduzir sua toxicidade.

    • Epigalocatequina galato (EGCG) (chá-verde) → Sequestra ferro livre, impedindo a formação de radicais livres e inibindo a ferroptose.

    • Catequina (chá-verde, chocolate amargo) → Tem efeito antioxidante e capacidade moderada de quelar ferro.

    • Luteolina (salsinha, aipo, tomilho) → Atua na regulação do metabolismo do ferro e tem propriedades anti-inflamatórias.

    • Apigenina (camomila, salsa, aipo) → Reduz o estresse oxidativo e forma complexos com ferro.

    • Genisteína e Daidzeína (soja e derivados) → Moduladores do metabolismo do ferro, reduzindo sua absorção excessiva.

    • Cianidina e delfinidina (frutas vermelhas, como mirtilo, amora e uva-roxa) → Quelam ferro e protegem contra danos oxidativos.

PRECISA DE AJUDA? MARQUE AQUI SUA CONSULTA DE NUTRIÇÃO ONLINE

APRENDA MAIS NA PLATAFORMA T21.VIDEO

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Jet lag social e risco de doenças crônicas: como se cuidar se você trabalha à noite

O jet lag social é a discrepância entre os horários biológicos internos de uma pessoa (seu ritmo circadiano) e os horários sociais impostos por compromissos como trabalho, escola ou vida social. Essa desregulação ocorre principalmente devido a diferenças entre o sono nos dias úteis e nos finais de semana. É a pessoa que trabalha até muito tarde (como enfermeiros, médicos, vigilantes e policiais que dão plantões noturnos) ou pessoas que vivem em festas. Uma hora o corpo cobra e instala-se o jet lag social (parecido com o jet lag de quem viaja para o exterior e troca fusos horários.

O jet lag social manifesta-se principalmente por sintomas físicos e psicológicos resultantes da desregulação do ritmo biológico interno em relação aos horários sociais.

Principais Manifestações do Jet Lag Social

🔹 Sintomas Físicos

  • Fadiga constante – Sensação de cansaço mesmo após uma noite de sono.

  • Dificuldade para acordar cedo – Sensação de “ressaca do sono” nos dias úteis.

  • Insônia ou sono irregular – Dificuldade para dormir nos horários convencionais.

  • Alterações no apetite – Aumento da fome noturna e desregulação alimentar.

  • Problemas gastrointestinais – Como azia, má digestão ou intestino desregulado.

🔹 Sintomas Cognitivos e Emocionais

  • Dificuldade de concentração e memória – Sensação de mente “lenta” ou confusa.

  • Irritabilidade e mudanças de humor – Facilidade para se sentir estressado ou ansioso.

  • Sensação de desmotivação – Menos disposição para atividades do dia a dia.

  • Maior tendência à procrastinação – Redução da produtividade e da disciplina.

Como Saber se Você Tem Jet Lag Social?

Um dos principais sinais é a diferença entre os horários de sono nos dias úteis e nos finais de semana. Por exemplo:
✅ Dorme à meia-noite e acorda às 6h durante a semana, mas nos fins de semana dorme às 3h e acorda ao meio-dia? Isso indica um desalinhamento significativo. Se essa diferença for maior que 1 hora e estiver acompanhada dos sintomas acima, pode ser um indicativo de jet lag social. além disso, o jet lag social também está associado a maior risco de doenças crônicas.

Relação entre Jet Lag Social e Doenças Crônicas

O jet lag social tem sido associado a diversos problemas de saúde, incluindo um maior risco de doenças crônicas. Alguns dos principais impactos incluem:

  1. Distúrbios metabólicos

    A alteração nos ciclos de sono e vigília pode prejudicar o metabolismo, aumentando o risco de obesidade, resistência à insulina e diabetes tipo 2.

  2. Doenças cardiovasculares

    Estudos sugerem que pessoas com jet lag social apresentam aumento da pressão arterial, níveis elevados de colesterol e maior risco de infartos e derrames.

  3. Depressão e ansiedade

    A desregulação do sono pode afetar neurotransmissores ligados ao humor, aumentando as chances de transtornos depressivos e ansiosos.

  4. Problemas gastrointestinais

    O ritmo circadiano desregulado pode afetar a digestão e aumentar o risco de síndrome do intestino irritável e outros distúrbios gastrointestinais.

  5. Maior risco de câncer

    Estudos indicam que a disrupção crônica do ritmo circadiano pode estar relacionada a um maior risco de câncer, especialmente de mama e colorretal.

Como Minimizar os Riscos?

  • Manter horários regulares de sono (inclusive nos finais de semana).

  • Evitar luz artificial intensa à noite, principalmente de telas.

  • Expor-se à luz natural pela manhã, para regular o relógio biológico.

  • Praticar atividade física regularmente.

  • Ter uma alimentação equilibrada e em horários regulares.

    • Organizar a rotina para cozinhar

    • Levar marmita para o trabalho

    • Selecionar comidas saudáveis que possam ser entregues

    • Evitar beliscar, comer apenas quando há fome

    • Evitar alimentos ricos em carboidratos simples à noite pois é o horário de maior resistência insulínica

    • Evitar pular o café da manhã pois dessincroniza ainda mais o ritmo biológico

    • Evitar alimentos ricos em gorduras à noite

    • Evitar cafeína após 14h

  • Usar cronobióticos, substância que ajuda a regular ou sincronizar o ritmo circadiano do organismo.

    • Melatonina e alimentos contendo fitomelatonina como cerejas, banana, uvas, nozes.

    • Fontes de triptofano (precursor da melatonina e serotonina): leite, ovos, aveia, queijo, grão-de-bico.

    • Alimentos ricos em magnésio: ajudam na qualidade do sono (amêndoas, espinafre, abacate) e suplementação adequada.

    • Fonte de B6: frango, peru, peixes, banana, batata e batata doce, grão de bico, sementes

    • Fontes de zinco: carne vermelha, frutos do mar, sementes de abóbora e gergelim

    • Fontes de B12: Carnes, peixes, ovos, laticínios

    • Fontes de ômega-3: peixes gordurosos (salmão, sardinha, atum, cavala), sementes de linhaça e chia, nozes, óleo de linhaça e óleo de peixe, algas marinhas (DHA).

Polifenóis de resveratrol, proantocianidinas, epigalocatequina 3-galato, ácido chicórico, quercetina, curcuminóides também ajudam a melhorar a qualidade da microbiota (que também sofre com a desregulação do ciclo circadiano) e a ressincronizar os ritmos biológicos.

Precisa de ajuda? Marque aqui sua consulta de nutrição online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Ritmos Circadianos em Doenças Neurodegenerativas

Os ritmos circadianos são fundamentais para a saúde humana, regulando o sono, o metabolismo, a cognição e o humor. A desregulação desses ritmos biológicos tem sido cada vez mais reconhecida como consequência e, possivelmente, como fator contribuinte para doenças neurodegenerativas como Doença de Alzheimer (DA), Doença de Parkinson (DP), Doença de Huntington (DH) e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Compreender essas conexões pode abrir caminho para novas estratégias de diagnóstico precoce, manejo dos sintomas e até mesmo intervenção terapêutica.

1. O Papel dos Ritmos Circadianos na Saúde do Cérebro

O núcleo supraquiasmático (NSQ), localizado no hipotálamo, atua como o "relógio mestre" do corpo, sincronizando os relógios periféricos dos órgãos e tecidos. Ele regula:

  • Ciclo sono-vigília (através da melatonina e do cortisol);

  • Função cognitiva (atenção, memória, função executiva);

  • Equilíbrio dos neurotransmissores (dopamina, serotonina, acetilcolina);

  • Reparação celular e desintoxicação (incluindo a eliminação do β-amiloide durante o sono profundo).

Quando a regulação circadiana é prejudicada, essas funções sofrem impacto, potencialmente acelerando a neurodegeneração.

2. Disfunção Circadiana nas Doenças Neurodegenerativas

A. Doença de Alzheimer (DA)

  • Principais disfunções:

    • Ciclo sono-vigília fragmentado (sonolência diurna excessiva, agitação noturna);

    • Redução da produção de melatonina;

    • Comprometimento na eliminação de β-amiloide e tau, proteínas associadas à progressão da doença.

  • Consequência: A desregulação circadiana piora o declínio cognitivo e pode acelerar a progressão da doença.

B. Doença de Parkinson (DP)

  • Principais disfunções:

    • A deficiência de dopamina afeta o NSQ, levando a sono fragmentado, sonolência diurna e distúrbios do sono REM;

    • Flutuações motoras estão alinhadas com alterações no ritmo circadiano.

  • Consequência: O desalinhamento circadiano pode agravar sintomas como tremores, bradicinesia e depressão.

C. Doença de Huntington (DH)

  • Principais disfunções:

    • A degeneração do NSQ leva à perda do ritmo de secreção de melatonina;

    • Distúrbios graves do sono pioram os sintomas motores e cognitivos.

  • Consequência: A desregulação circadiana acelera a progressão da neurodegeneração.

D. Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

  • Principais disfunções:

    • Fragmentação do sono e redução do sono REM;

    • Alterações no ritmo circadiano impactam metabolismo e inflamação, fatores ligados à progressão da doença.

  • Consequência: A desregulação circadiana pode exacerbar a perda de neurônios motores.

3. Mecanismos que Ligam a Disfunção Circadiana à Neurodegeneração

A. Comprometimento do Sistema Glinfático

  • O sistema glinfático remove resíduos neurotóxicos (como o β-amiloide) principalmente durante o sono profundo.

  • A desregulação circadiana reduz sua eficiência, promovendo o acúmulo de proteínas tóxicas.

B. Disfunção Mitocondrial e Estresse Oxidativo

  • O desalinhamento circadiano afeta a produção de energia celular e aumenta o dano oxidativo nos neurônios.

  • Isso acelera a morte neuronal nas doenças neurodegenerativas.

C. Neuroinflamação e Disfunção Imune

  • A desregulação circadiana leva a um estado pró-inflamatório crônico, agravando a neurodegeneração.

  • A ativação da microglia (células imunes do cérebro) depende do ritmo circadiano, e seu funcionamento alterado pode comprometer a proteção neural.

4. Abordagens Terapêuticas Baseadas no Ritmo Circadiano

A. Terapia com Luz

Luz azul (de telas, LED, dispositivos eletrônicos à noite) inibe a produção de melatonina, atrasando o relógio biológico e prejudicando o sono. Luz azul (de telas, LED, dispositivos eletrônicos à noite) inibe a produção de melatonina, atrasando o relógio biológico e prejudicando o sono. A exposição à luz brilhante pela manhã pode ajudar a restaurar ritmos circadianos em pacientes com DA e DP. Isso auxilia na regulação da produção de melatonina e melhora a qualidade do sono.

B. Cronoterapia (Administração Temporal de Medicamentos)

Ajustar a administração de medicamentos para coincidir com os ritmos biológicos naturais pode melhorar sua eficácia e reduzir efeitos colaterais.

Exemplo: Otimização do horário da levodopa na DP para melhorar a disponibilidade de dopamina.

C. Melatonina e Regulação do Sono

A suplementação de melatonina pode melhorar a qualidade do sono na DA e DP. A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I) pode ajudar a restaurar padrões normais de sono.

D. Modificações no Estilo de Vida

Manter horários regulares de sono e vigília fortalece os ritmos circadianos.

Atividade física pela manhã para reforçar os sinais circadianos naturais.

Alimentação com horário controlado (jejum intermitente) para sincronizar o metabolismo ao relógio biológico. Parar de comer pelas 20h e voltar a alimentação 12h a 16h depois é importante. Muito indicado para pacientes obesos. Quem fica com a luz acesa até tarde (celular, TV, computador) sente mais vontade de consumir alimentos calóricos neste horário. Já quem come cedo tende a optar por alimentos mais saudáveis.

Isso é muito importante. a exposição à luz noturna aumenta or risco de sobrepeso em 13% e o risco de obesidade em 22% (Lai et al., 2020). em geral, pessoas matutinas precisam consumir 75% das calorias até meio dia, pessoas intermediárias 65% das calorias até meio dia e pessoas vespertinas e noturnas 60% das calorias até meio dia (Maukonen et al., 2019, Montarulli et al., 2021).

Precisa de ajuda para melhorar a sua dieta? Marque aqui sua consulta de nutrição online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/