Fatores de Risco Metabólicos na Doença de Alzheimer Esporádica

A Doença de Alzheimer (DA) esporádica, que é a forma mais comum da doença, é influenciada por uma série de fatores de risco metabólicos. Estes fatores desempenham um papel importante tanto na patologia quanto na patogênese da doença, além de impactarem diretamente as opções de tratamento.

Aqui estão os principais pontos abordados sobre os fatores metabólicos associados à DA esporádica:

1. Fatores de Risco Metabólicos Principais

  • Resistência à insulina: A resistência à insulina, característica do diabetes tipo 2, é um dos principais fatores de risco para a DA. Ela afeta diretamente a função cerebral, dificultando a absorção de glicose pelos neurônios e prejudicando a função cognitiva.

  • Dislipidemia: Níveis elevados de lipídios no sangue, especialmente o aumento do colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade), têm sido associados ao risco aumentado de Alzheimer. O colesterol elevado pode alterar a função das membranas celulares e influenciar a formação de placas amiloides, um marcador característico da DA.

  • Hipertensão arterial: A pressão alta ao longo do tempo pode danificar os vasos sanguíneos no cérebro, comprometendo a circulação e a oxigenação dos tecidos cerebrais, o que contribui para a neurodegeneração associada à doença.

  • Obesidade: A obesidade, especialmente a abdominal, é um fator de risco que está relacionado à inflamação crônica de baixo grau e resistência à insulina. Estes fatores podem acelerar o processo neurodegenerativo na DA.

  • Disfunção mitocondrial: As mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia nas células, apresentam função prejudicada em pessoas com Alzheimer. Isso pode ser exacerbado por fatores metabólicos como obesidade, resistência à insulina e diabetes, levando ao comprometimento da saúde cerebral.

2. Patologia e Patogênese: Como os Fatores Metabólicos Afetam o Cérebro

  • Acúmulo de placas amiloides: Fatores como resistência à insulina e dislipidemia estão diretamente ligados ao aumento da produção e do acúmulo de placas amiloides no cérebro, que são características da Doença de Alzheimer. Estas placas podem interferir na comunicação entre os neurônios e desencadear inflamação cerebral.

  • Inflamação crônica: A inflamação de baixo grau, muitas vezes exacerbada pela obesidade e resistência à insulina, tem um impacto direto na patogênese da DA. A inflamação no cérebro pode danificar as células nervosas e acelerar a progressão da doença.

  • Estresse oxidativo: O estresse oxidativo, causado pela produção excessiva de radicais livres no corpo, está relacionado à disfunção mitocondrial e pode danificar as células cerebrais, acelerando o processo de neurodegeneração.

3. Implicações no Tratamento

  • Modulação metabólica como estratégia terapêutica: Abordagens para melhorar a saúde metabólica, como a redução da glicose no sangue, controle da pressão arterial, controle de lipídios no sangue e perda de peso, podem ser estratégias promissoras no tratamento da Doença de Alzheimer esporádica.

  • Uso de medicamentos para diabetes: Medicamentos como a metformina, que aumentam a sensibilidade à insulina, estão sendo investigados como potenciais tratamentos para a Doença de Alzheimer, visto que a resistência à insulina está estreitamente associada à progressão da doença.

  • Exercícios físicos: A prática regular de atividades físicas tem benefícios comprovados na redução de fatores metabólicos de risco, como a obesidade e a hipertensão, além de melhorar a função cognitiva e promover a neuroplasticidade.

  • Dieta cetogênica: A dieta cetogênica, que é pobre em carboidratos e rica em gorduras saudáveis, tem demonstrado potencial em melhorar a função cerebral, pois ajuda a reduzir a resistência à insulina e melhora a produção de energia nas células nervosas.

A Doença de Alzheimer esporádica é uma condição complexa com múltiplos fatores de risco, especialmente os metabólicos, como resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão e obesidade. Esses fatores influenciam diretamente a patologia e a progressão da doença, afetando o cérebro de várias maneiras, incluindo o acúmulo de placas amiloides e a inflamação crônica. No entanto, a modulação desses fatores metabólicos por meio de tratamentos adequados, como mudanças na dieta, medicações e exercícios físicos, oferece novas possibilidades para o manejo e a prevenção da Doença de Alzheimer.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Alterações de genes para receptores de dopamina

Os SNPs (polimorfismos de nucleotídeo único) nos receptores de dopamina são variações genéticas que podem influenciar a forma como o cérebro processa a dopamina, um neurotransmissor essencial para várias funções, incluindo motivação, recompensa, movimento e prazer. Alterações nos genes que codificam para os receptores de dopamina podem ter implicações no comportamento, nas funções cognitivas e até em distúrbios neurológicos ou psiquiátricos, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), a esquizofrenia, a dependência química e a doença de Parkinson.

Receptores de Dopamina e seus SNPs

Os principais tipos de receptores de dopamina envolvidos em variabilidade genética incluem:

  1. Dopamina D1 (DRD1)

    • Envolvido na regulação da memória de trabalho e da motivação.

  2. Dopamina D2 (DRD2)

    • Tem sido relacionado com o prazer e a recompensa, e está ligado a doenças como a esquizofrenia e o vício.

3. Dopamina D3 (DRD3)

  • Associado com distúrbios no humor e na motivação.

4. Dopamina D4 (DRD4)

  • Está relacionado com a impulsividade e o comportamento em pessoas com TDAH.

5. Dopamina D5 (DRD5)

  • Menos estudado, mas importante no controle da motivação e no comportamento relacionado à recompensa.

Exemplos de SNPs e sua Significância

  1. DRD2 (C957T, rs6277)

    • Um SNP no gene DRD2 pode afetar a quantidade e a atividade dos receptores de dopamina D2 no cérebro.

      • O SNP rs6277 refere-se a uma variação no gene DRD2 onde o nucleotídeo pode ser C (citosina), T (timina) ou G (guanina). Os alelos mais relevantes associados a esse SNP são o alelo T e o alelo G, com a variante T geralmente sendo mais discutida em relação ao impacto nos receptores de dopamina.

        1. Alelo T - é o de menor expressão do receptor D2. Tem sido associado a uma menor expressão do receptor D2 no cérebro. Isso implica em menos receptores disponíveis para se ligar à dopamina, o que pode afetar a maneira como o cérebro processa este neurotransmissor. Indivíduos com o alelo T podem ter maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de comportamentos compulsivos e dependências de substâncias, já que a redução na atividade do receptor D2 pode diminuir a sensação de recompensa e motivação, levando à busca por estímulos externos que substituam essa sensação de prazer.

          O alelo T também foi associado a uma predisposição maior para transtornos psiquiátricos como esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão, devido ao desequilíbrio na regulação dopaminérgica no sistema nervoso central.

          Efeitos no controle da alimentação: Estudos também sugerem que a variante T pode estar associada a uma maior tendência à obesidade e ao comportamento alimentar impulsivo, devido à disfunção nos circuitos de recompensa.

        2. Alelo G (Guanina): Alelo de maior expressão do receptor D2. Está associado a uma maior expressão do receptor D2, o que significa mais receptores disponíveis para a ligação com a dopamina. Isso pode resultar em uma maior sensibilidade ao prazer e recompensa.

          Indivíduos com o alelo G tendem a ter um sistema dopaminérgico mais equilibrado, o que pode diminuir a propensão a desenvolver dependências ou comportamentos compulsivos.

          Maior regulação emocional e comportamento mais equilibrado: Com mais receptores D2 disponíveis, esses indivíduos podem apresentar menor propensão a distúrbios emocionais e menor risco para transtornos psiquiátricos associados à disfunção dopaminérgica.

          Esse alelo também está associado a uma melhor resposta à recompensa, resultando em maior motivação e persistência em alcançar objetivos.

  2. DRD4 (7-repeat allele, rs1800955)

    • O DRD4 tem um polimorfismo associado a uma repetição do elemento "C" no gene que pode influenciar o comportamento impulsivo e a tendência ao TDAH.

    • Significância: O alelo de 7 repetições está frequentemente associado a características como maior impulsividade, maior busca por novidades e problemas de atenção.

  3. COMT (Val158Met, rs4680)

    • Embora não seja um gene de receptor de dopamina, a COMT é uma enzima que degrada a dopamina no cérebro, e seu polimorfismo Val158Met pode influenciar os níveis de dopamina na região pré-frontal, afetando funções cognitivas e comportamento.

    • Significância: Indivíduos com a variante Met podem ter maior concentração de dopamina na região pré-frontal, o que pode afetar habilidades de tomada de decisão, emoções e estresse.

Resultados Clínicos e Comportamentais

As variações genéticas nos receptores de dopamina podem ter várias implicações:

  • Comportamento impulsivo e compulsivo: SNPs no DRD4 e DRD2 estão associados a maior impulsividade e busca por recompensas imediatas, o que pode se refletir em distúrbios como TDAH, vícios e obesidade.

  • Distúrbios psiquiátricos: Polimorfismos em genes de dopamina, como o DRD2, estão frequentemente ligados a doenças como esquizofrenia, transtornos de humor e dependência química.

  • Funções cognitivas e memória de trabalho: A dopamina é essencial para funções como a atenção, memória de trabalho e o processamento de recompensas. Variantes que afetam a disponibilidade de dopamina podem prejudicar essas funções.

Modulação Nutricional

Embora a genética desempenhe um papel importante, a modulação nutricional pode ajudar a otimizar a função dopaminérgica e aliviar possíveis desequilíbrios. Algumas abordagens incluem:

  1. Alimentos ricos em tirosina:

    • A tirosina é o precursor da dopamina. Alimentos ricos em tirosina, como laticínios, carne magra, peixes, ovos, tofu e nozes, podem ajudar a aumentar a produção de dopamina.

  2. Ácidos graxos ômega-3:

    • Os ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes gordurosos (salmão, sardinha), sementes de chia, linhaça e nozes, são importantes para a saúde cerebral e podem ajudar a melhorar a transmissão dopaminérgica.

  3. Vitaminas do Complexo B:

    • Vitaminas B6, B9 (ácido fólico) e B12 são importantes para a produção e regulação da dopamina. Deficiências podem afetar a função dopaminérgica. Alimentos como folhas verdes, grãos integrais, carnes magras e leguminosas são ricos nessas vitaminas.

  4. Antioxidantes:

    • Alimentos ricos em antioxidantes (como frutas vermelhas, chá verde, e vegetais) podem proteger os neurônios dopaminérgicos contra danos e estresse oxidativo, mantendo a saúde cerebral.

  5. Probióticos e a saúde intestinal:

    • Há pesquisas indicando que a microbiota intestinal pode influenciar os níveis de dopamina no cérebro. Alimentos fermentados, como iogurte, kefir, chucrute e kimchi, podem ajudar a equilibrar a microbiota e, potencialmente, modular a função dopaminérgica.

  6. Suplementação com L-tirosina:

    • Para indivíduos com variações genéticas que afetam a dopamina, a suplementação com L-tirosina pode ser benéfica, pois ela fornece o bloco de construção necessário para a produção de dopamina.

  7. Evitar alimentos processados e ricos em açúcar:

    • Dietas ricas em açúcar e alimentos ultraprocessados podem causar um pico de dopamina seguido de um declínio rápido, o que pode afetar negativamente a regulação dopaminérgica e contribuir para distúrbios de humor e comportamento.

Os SNPs nos receptores de dopamina têm uma forte influência na função cerebral, comportamento e predisposição a distúrbios psiquiátricos e neurológicos. Embora a genética seja um fator importante, a modulação nutricional, incluindo a ingestão adequada de precursores da dopamina, antioxidantes e ácidos graxos essenciais, pode ajudar a otimizar a função dopaminérgica e melhorar a saúde mental e cognitiva. No entanto, em casos de desequilíbrios significativos, é importante buscar a orientação de um profissional de saúde para estratégias personalizadas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Neurônios inibitórios e excitatórios

Os neurônios inibitórios e excitatórios são os principais tipos funcionais de células neuronais no cérebro, responsáveis por equilibrar a atividade neural. Eles desempenham papéis complementares no sistema nervoso, regulando a sinalização elétrica e química entre as células nervosas.

1. Neurônios Excitatórios

Esses neurônios aumentam a probabilidade de que outros neurônios gerem um potencial de ação, transmitindo o sinal elétrico adiante.

Características

  • Neurotransmissor Principal: Glutamato.

  • Efeito: Depolarizam a membrana pós-sináptica, tornando-a mais positiva e facilitando a geração de potenciais de ação.

  • Função:

    • Facilitar a comunicação entre diferentes áreas do cérebro.

    • Impulsionar processos como memória, aprendizado e sensações.

    • Estimular respostas motoras e comportamentais.

  • Distribuição: Constituem cerca de 80% dos neurônios do córtex cerebral.

Exemplo

  • Células piramidais:

    • Encontradas no córtex cerebral.

    • São os principais neurônios excitatórios responsáveis pela transmissão de sinais entre áreas do cérebro.

2. Neurônios Inibitórios

Esses neurônios reduzem a probabilidade de que outros neurônios gerem um potencial de ação, atenuando ou bloqueando a transmissão do sinal.

Características

  • Neurotransmissor Principal: GABA (ácido gama-aminobutírico).

  • Efeito: Hiperpolarizam a membrana pós-sináptica, tornando-a mais negativa e dificultando a ativação do neurônio.

  • Função:

    • Controlar a excitabilidade neural para evitar sobrecarga do sistema.

    • Prevenir hiperatividade neural, como convulsões.

    • Modular ritmos cerebrais, como os envolvidos no sono e na atenção.

  • Distribuição: Representam cerca de 20% dos neurônios do córtex cerebral.

Exemplo

  • Células de Purkinje:

    • Encontradas no cerebelo.

    • Importantes para coordenação motora e regulação do equilíbrio.

  • Interneurônios GABAérgicos:

    • Presentes em várias áreas do cérebro, regulam circuitos locais.

3. Equilíbrio Excitatório-Inibitório

O equilíbrio entre neurônios excitatórios e inibitórios é essencial para o funcionamento normal do cérebro. Um desequilíbrio pode levar a diversas condições neurológicas e psiquiátricas:

  • Excitação excessiva:

    • Pode causar epilepsia, transtornos de ansiedade e hiperatividade.

  • Inibição excessiva:

    • Relacionada à depressão, esquizofrenia e transtornos do desenvolvimento, como o autismo.

4. Integração nos Circuitos Neurais

Os neurônios excitatórios e inibitórios não funcionam isoladamente; eles trabalham juntos em circuitos complexos:

  • Feedforward Inhibition: Quando um neurônio excitatório ativa um inibitório, que então regula a atividade de outro excitatório.

  • Feedback Inhibition: O neurônio excitatório ativa um inibitório, que por sua vez inibe o próprio excitatório original, criando um ciclo de controle.

4. Neurotransmissores com diferentes ações

Alguns neurotransmissores têm a capacidade de desempenhar tanto funções inibitórias quanto excitatórias, dependendo do tipo de receptor ao qual se ligam. Essa versatilidade é crucial para a flexibilidade funcional do sistema nervoso. Abaixo estão os principais exemplos:

1. Acetilcolina (ACh)

  • Função Excitatória: Quando se liga a receptores nicotínicos (canal iônico), geralmente em sinapses musculares e em algumas regiões do sistema nervoso central.

    • Exemplo: Estímulo da contração muscular no sistema nervoso somático.

  • Função Inibitória: Quando se liga a receptores muscarínicos (metabotrópicos), como no coração, reduzindo a frequência cardíaca.

    • Exemplo: Ação do nervo vago no controle do ritmo cardíaco.

2. Dopamina (DA)

  • Função Excitatória: Em receptores do tipo D1-like (como D1 e D5), que estimulam vias de sinalização que aumentam a excitabilidade neural.

    • Exemplo: Facilitando a motivação e recompensa em circuitos dopaminérgicos.

  • Função Inibitória: Em receptores do tipo D2-like (como D2, D3 e D4), que ativam vias inibitórias intracelulares, diminuindo a excitabilidade.

    • Exemplo: Regulação de movimentos no sistema extrapiramidal.

3. Serotonina (5-HT)

  • Função Excitatória: Quando se liga a receptores 5-HT2 (metabotrópicos), promove ativação de vias intracelulares excitatórias.

    • Exemplo: Influência na regulação do humor e aumento da atividade cortical.

  • Função Inibitória: Quando se liga a receptores 5-HT1 (metabotrópicos) ou 5-HT3 (ionotrópicos), que podem reduzir a excitabilidade neural.

    • Exemplo: Modulação do sono e inibição da dor em certas áreas do sistema nervoso.

4. Noradrenalina (NA)

  • Função Excitatória: Em receptores β-adrenérgicos (metabotrópicos), que estimulam mecanismos de ativação celular.

    • Exemplo: Aumento da frequência cardíaca e da atenção durante a resposta de luta ou fuga.

  • Função Inibitória: Em receptores α2-adrenérgicos (metabotrópicos), que têm efeito inibitório sobre a liberação de neurotransmissores e reduzem a excitabilidade.

    • Exemplo: Controle do tônus simpático e diminuição da pressão arterial.

5. GABA (Ácido Gama-Aminobutírico)

Embora seja geralmente considerado inibitório, GABA pode ter efeitos excitatórios em determinadas condições, especialmente durante o desenvolvimento.

  • Função Excitatória: Em situações em que o gradiente de cloro está invertido (como em neurônios imaturos), a ativação dos receptores GABA-A pode resultar em um fluxo de cloro para fora da célula, despolarizando a membrana.

    • Exemplo: Desenvolvimento do sistema nervoso em bebês.

  • Função Inibitória: Na maioria dos casos, GABA atua através de receptores GABA-A e GABA-B para hiperpolarizar a célula.

    • Exemplo: Controle da ansiedade e regulação do sono.

6. Glutamato

Embora seja predominantemente excitatório, em certas condições pode ter efeitos inibitórios.

  • Função Excitatória: Ativação de receptores como AMPA e NMDA, promovendo despolarização e potenciação sináptica.

    • Exemplo: Papel no aprendizado e na memória.

  • Função Inibitória: Em alguns circuitos e tipos de receptores metabotrópicos (mGluRs), o glutamato pode reduzir a excitabilidade neuronal.

    • Exemplo: Modulação da liberação de outros neurotransmissores.

7. ATP e Adenosina

  • Função Excitatória: ATP pode atuar em receptores P2X (ionotrópicos), promovendo a excitação celular.

    • Exemplo: Sinalização sensorial, incluindo dor.

  • Função Inibitória: Adenosina, um metabólito do ATP, atua principalmente em receptores A1 para inibir a atividade neural.

    • Exemplo: Papel na indução do sono.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/