Matéria prima para formação de membranas neuronais

A rota ou ciclo de Kennedy é um importante caminho bioquímico envolvido na biossíntese de fosfolipídios de membrana, especialmente a fosfatidilcolina e a fosfatidiletanolamina, dois componentes essenciais das membranas celulares, incluindo aquelas das sinapses. Essa rota desempenha um papel fundamental na sinaptogênese, o processo de formação de novas sinapses no sistema nervoso.

Importância da Sinaptogênese

Crucial para:

  • Aprendizado e a memória.

  • Plasticidade sináptica.

  • Regeneração do sistema nervoso.

Etapas da Rota de Kennedy

  1. Captação de Colina ou Etanolamina: A colina (ou etanolamina) é adquirida pela célula, seja por síntese endógena ou por dieta.

  2. Fosforilação:

    • A colina é fosforilada pela colina-cinase, formando fosfocolina.

    • De forma análoga, a etanolamina é fosforilada pela etanolamina-cinase, formando fosfoetanolamina.

  3. Ativação com CTP (Citosina Trifosfato):

    • A fosfocolina (ou fosfoetanolamina) reage com CTP, catalisada pela CTP:fosfocolina citidiltransferase, formando CDP-colina (ou CDP-etanolamina).

  4. Transferência de Diacilglicerol (DAG):

    • O CDP-colina (ou CDP-etanolamina) reage com diacilglicerol (DAG), catalisado pela colinafosfotransferase, para formar fosfatidilcolina (ou fosfatidiletanolamina).

Esses fosfolipídios são posteriormente incorporados às membranas celulares, facilitando a formação de novas sinapses.

Nutrientes Importantes para a Sinaptogênese e a Rota de Kennedy

A sinaptogênese requer a presença de nutrientes que influenciam tanto a rota de Kennedy quanto a formação e o funcionamento das membranas celulares:

1. Colina

  • Fundamental para a síntese de fosfatidilcolina.

  • Fontes alimentares: ovos, fígado, soja, brócolis.

  • Quando o paciente tem disbiose não uso colina de cara, prefiro usar fosfatidilcolina para menos formação de TMAO.

2. Etanolamina

  • Essencial para a produção de fosfatidiletanolamina.

  • Fontes: carne, peixe e alimentos ricos em proteínas.

3. CTP (Citosina Trifosfato)

  • Coenzima necessária para ativar a fosfocolina e a fosfoetanolamina.

  • Derivado de nucleotídeos de pirimidina (obtenção a partir de dietas ricas em ácidos nucleicos).

4. Ácidos Graxos

  • Componentes do diacilglicerol (DAG), precursor da fosfatidilcolina e fosfatidiletanolamina.

  • Ômega-3 (DHA) é especialmente importante para a fluidez da membrana sináptica.

  • Fontes: peixes gordurosos, linhaça, chia.

5. Fosfatos

  • Essenciais para as reações de fosforilação e para a formação de fosfolipídios.

  • Fontes: carnes, laticínios, nozes.

6. Vitaminas do Complexo B

  • Vitamina B6 (piridoxina): Cofator em várias reações metabólicas.

  • Vitamina B12: Envolvida no metabolismo dos ácidos graxos e na síntese de DNA.

  • Fontes: carnes, ovos, grãos integrais.

7. Antioxidantes

  • Vitamina E e C protegem as membranas celulares contra danos oxidativos.

  • Fontes: frutas cítricas, nozes, sementes, óleos vegetais.

8. Minerais

  • Zinco e magnésio: Cofatores para várias enzimas no metabolismo de membranas.

  • Fontes: castanhas, cereais integrais, vegetais verdes.

Uma dieta equilibrada rica nesses nutrientes pode suportar tanto a rota de Kennedy quanto os processos de reparo e desenvolvimento sináptico. Aprenda mais sobre nutrição e cérebro em https://t21.video.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

O que é hipoglicemia reativa?

Hipoglicemia Reativa (também conhecida como hipoglicemia pós-prandial) é uma condição em que os níveis de açúcar no sangue (glicose) caem significativamente dentro de algumas horas após uma refeição. Isso pode levar a sintomas de hipoglicemia, mesmo em pessoas que não têm diabetes. Está frequentemente relacionada à forma como o corpo processa e responde à glicose e à insulina.

Sintomas

Os sintomas geralmente ocorrem entre 1 e 4 horas após uma refeição e podem incluir:

  • Tremores

  • Sudorese

  • Tontura ou sensação de desmaio

  • Ansiedade ou irritabilidade

  • Fraqueza ou fadiga

  • Fome

  • Palpitações

  • Confusão ou dificuldade de concentração

  • Visão turva

  • Em casos graves, perda de consciência ou convulsões

Causas

A causa exata da hipoglicemia reativa nem sempre é clara, mas fatores possíveis incluem:

  1. Produção excessiva de insulina: Uma liberação exagerada de insulina após uma refeição pode causar uma queda acentuada nos níveis de açúcar no sangue.

  2. Tolerância à glicose prejudicada: Estágios iniciais de resistência à insulina ou pré-diabetes podem levar a respostas desreguladas de glicose e insulina.

  3. Procedimentos cirúrgicos: Cirurgias gástricas, como bypass gástrico, podem alterar a forma como os alimentos são absorvidos, levando a uma liberação rápida de insulina.

  4. Distúrbios metabólicos raros: Alguns distúrbios genéticos ou enzimáticos podem afetar a regulação da glicose.

  5. Composição da dieta: Refeições ricas em carboidratos podem causar picos rápidos de açúcar no sangue seguidos de quedas bruscas.

Diagnóstico

Para diagnosticar a hipoglicemia reativa, o médico pode:

  1. Fazer um histórico médico detalhado.

  2. Realizar um teste de tolerância ao alimento misto (MMTT) para observar as respostas de glicose e insulina ao longo do tempo.

  3. Investigar outras condições subjacentes, como desequilíbrios hormonais ou distúrbios metabólicos.

Você também pode usar um monitor contínuo de glicose para monitorar sua glicemia e em que situações ou após que tipos de alimentos sua glicemia baixa mais.

Tratamento

O manejo da hipoglicemia reativa concentra-se em mudanças no estilo de vida e na dieta para prevenir episódios:

  1. Modificações na dieta:

    • Faça pequenas refeições frequentes (a cada 3–4 horas).

    • Limite carboidratos refinados e alimentos açucarados.

    • Dê preferência a carboidratos complexos (grãos integrais) com baixo índice glicêmico.

    • Inclua proteínas e gorduras saudáveis nas refeições para estabilizar os níveis de açúcar no sangue.

    • Evite álcool em jejum.

  2. Exercício físico: Atividades regulares podem melhorar a regulação geral do açúcar no sangue, mas devem ser realizadas com cuidado para evitar episódios de hipoglicemia.

  3. Monitoramento da glicemia: Se recomendado, monitorar os níveis de açúcar no sangue após as refeições pode ajudar a identificar padrões. Gosto do CKM da sibionics.

  4. Tratamento médico: Em casos raros, medicamentos ou outras intervenções podem ser necessários se as mudanças na dieta não forem suficientes.

Se você está apresentando sintomas de hipoglicemia reativa, consulte um profissional de saúde para descartar condições subjacentes e receber orientações de manejo personalizadas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/