Relação entre esclerose lateral amiotrófica e o sistema endócrino

O artigo "Amyotrophic Lateral Sclerosis (ALS) and the Endocrine System: Are There Any Further Ties to Be Explored?" explora a relação entre a esclerose lateral amiotrófica (ELA) e o sistema endócrino, destacando a interação entre a função hormonal e a neurodegeneração.

O artigo examina como a ELA pode estar relacionada a várias disfunções endócrinas. Essa relação é importante para entender a complexidade da doença e suas manifestações clínicas.

O papel dos hormônios tireoidianos na função metabólica e na saúde neuronal é discutido. A disfunção tireoidiana pode influenciar a progressão da ELA.

O artigo também explora a relação entre os níveis de estrogênio e testosterona e o desenvolvimento da ELA, sugerindo que esses hormônios podem ter efeitos neuroprotetores.

O aumento dos níveis de cortisol (hormônio do estresse) em pacientes com ELA é lembrado, considerando como o estresse pode exacerbar a degeneração neuronal.

O artigo destaca a interrelação entre o sistema endócrino e a inflamação, um processo que desempenha um papel crucial na patologia da ELA. Disfunções hormonais podem afetar a resposta inflamatória e, por sua vez, influenciar a progressão da doença. As alterações hormonais podem contribuir para essas mudanças e afetar o metabolismo energético do paciente.

Hormônios podem ter efeitos neuroprotetores. Desequilíbrios hormonais podem afetar sobrevivência neuronal e a saúde do sistema nervoso central. Por isso, além do acompanhamento com neurologista, também é importante o acompanhamento endocrinológico.

A investigação adicional das conexões entre cérebro e saúde hormonal pode oferecer novas oportunidades para intervenções terapêuticas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com ELA.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Nutrientes na Esclerose lateral amiotrófica

O artigo "Nutrient Effects on Motor Neurons and the Risk of Amyotrophic Lateral Sclerosis" analisa como diferentes nutrientes podem influenciar a saúde dos neurônios motores e potencialmente afetar o risco de desenvolvimento da esclerose lateral amiotrófica (ELA).

O artigo (Goncharova et al., 2021) destaca a necessidade de uma nutrição adequada para manter a saúde dos neurônios motores e sua funcionalidade. Nutrientes específicos podem desempenhar papéis cruciais na proteção contra a neurodegeneração e na promoção da sobrevivência neuronal.

Nutrientes em destaque

Os ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes e fontes vegetais, são discutidos por suas propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras. A pesquisa sugere que uma dieta rica em ômega-3 pode estar associada a um menor risco de ELA e pode ajudar na preservação da função motora.

O artigo menciona que a dieta mediterrânea, rica em frutas, vegetais, peixes e gorduras saudáveis, está associada a uma redução no risco de doenças neurodegenerativas. As características anti-inflamatórias e antioxidantes dessa dieta são consideradas benéficas para a saúde neuronal.

A ingestão de antioxidantes, como vitaminas E e C, pode proteger os neurônios motores do estresse oxidativo, um dos mecanismos que contribuem para a degeneração em ELA. O papel dos antioxidantes na redução da inflamação e na proteção celular é enfatizado.

Vitaminas do complexo B como B6, B12 e ácido fólico são analisadas em relação à saúde neuronal. A deficiência dessas vitaminas pode levar a alterações na função neuronal e aumentar o risco de doenças neurodegenerativas, incluindo ELA. A colina, um nutriente essencial para a síntese de acetilcolina, é considerada vital para a função neuromuscular. O artigo sugere que a adequação de colina na dieta pode ser importante para a saúde dos neurônios motores e a prevenção da ELA.

A ingestão adequada de proteínas e aminoácidos, como a cisteína e a glutamina, é discutida em relação à saúde dos neurônios. O papel desses nutrientes na produção de neurotransmissores e na manutenção da função celular é enfatizado.

O artigo conclui com a sugestão de que mais estudos são necessários para esclarecer as interações entre nutrientes, saúde dos neurônios motores e o risco de ELA. A necessidade de ensaios clínicos controlados para investigar os efeitos de intervenções nutricionais específicas é enfatizada.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Pantetina: Potenciais Benefícios e Pesquisa sobre a ELA

A pantetina é uma forma ativa da vitamina B5 (ácido pantotênico) e desempenha um papel fundamental no metabolismo energético, especialmente no ciclo de produção de coenzima A (CoA). A CoA é essencial para o metabolismo de lipídios, carboidratos e proteínas, além de ser crucial para a produção de energia nas mitocôndrias. Por conta de seu envolvimento no metabolismo celular, a pantetina tem sido estudada em diversas condições, incluindo doenças metabólicas e cardiovasculares. Neste artigo, vamos explorar os potenciais benefícios da pantetina no manejo da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Potenciais Benefícios da Pantetina na ELA

Embora a pesquisa direta sobre o uso da pantetina na ELA ainda seja limitada, algumas de suas propriedades podem teoricamente oferecer benefícios na gestão da doença:

  1. Proteção Mitocondrial A disfunção mitocondrial é um dos fatores envolvidos na patogênese da ELA. Como a pantetina contribui para a produção de CoA, ela pode potencialmente melhorar o metabolismo energético celular, o que poderia ajudar na manutenção da função mitocondrial nos neurônios motores. Isso é importante porque a boa saúde mitocondrial é fundamental para o funcionamento adequado das células nervosas.

  2. Redução do Estresse Oxidativo O estresse oxidativo é um dos principais mecanismos que contribuem para a degeneração dos neurônios motores na ELA. A pantetina possui propriedades antioxidantes, o que pode ajudar a reduzir os danos causados por radicais livres, favorecendo a proteção dos neurônios e contribuindo para a saúde celular geral.

  3. Controle dos Níveis de Colesterol e Triglicerídeos Embora o controle de lipídios não seja um foco primário no tratamento da ELA, a pantetina é conhecida por ajudar a reduzir os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue. Este efeito pode ser benéfico para a saúde cardiovascular dos pacientes com ELA, que frequentemente enfrentam problemas metabólicos e inflamatórios adicionais. Manter o equilíbrio lipídico saudável é importante, já que distúrbios lipídicos podem agravar condições inflamatórias associadas à ELA.

  4. Redução da Inflamação A inflamação do sistema nervoso central, também conhecida como neuroinflamação, tem um papel significativo na progressão da ELA. Embora a pantetina não seja amplamente reconhecida como um anti-inflamatório potente, ela tem mostrado efeitos anti-inflamatórios leves, o que pode ser útil para reduzir a inflamação neuronal e, consequentemente, ajudar a retardar a progressão da doença.

Estado da Pesquisa sobre Pantetina e ELA

Apesar dos potenciais benefícios teóricos, a pesquisa científica sobre a pantetina em relação à ELA ainda está em estágios iniciais. Não há ensaios clínicos robustos que confirmem os efeitos diretos da pantetina em pacientes com ELA. A maior parte dos estudos sobre a substância concentra-se em seu papel no metabolismo lipídico e no suporte cardiovascular, com poucos dados sobre seu impacto direto em doenças neurodegenerativas, como a ELA.

Uso e Dosagem da Pantetina

A pantetina é geralmente considerada segura para uso, com doses diárias que variam de 300 mg a 1200 mg para o controle de lipídios. No entanto, a dose ideal para efeitos neuroprotetores, caso existam, ainda não foi estabelecida. A recomendação de dosagem para pacientes com ELA deve ser feita com cautela e, preferencialmente, sob supervisão nutricional, dado o limite de pesquisas específicas sobre sua aplicação nesta condição.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/