Sinais e sintomas de deficiência de vitamina B12

Possíveis sintomas gerais

  • Cansaço

  • Fraqueza

  • Náuseas ou vômitos

  • Diarreia

  • Redução da fome

  • Perda de peso

  • Dor na boca ou língua

  • Pele amarelada

Possíveis sintomas neurológicos

  • Dormência ou formigamento nas mãos e/ou pés

  • Problemas de visão

  • Confusão mental

  • Problemas de memória

  • Problemas na marcha (dificuldade para andar)

  • Desequilíbrio (facilidade de quedas)

  • Dificuldade na fala

Possíveis sintomas psicológicos

  • Depressão

  • Irritabilidade

  • Alterações emocionais mais frequentes

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Fitoterapia e depressão

Fitoterápicos são produtos feitos exclusivamente de matéria-prima vegetal, com efeitos comprovados na saúde. As seguintes plantas podem ser prescritas como antidepressivos fitoterápicos: Valeriana officialis, Passiflora incarnata, Melissa officialis, Ginko biloba, Rhodiola rosea, Hypericum perforatum L. (erva de São João) e Piper methysticum (Kava-kava).

Hiperico parece o mais potente dos fitoterápicos para depressão. Contudo, pode dar dor de estômago no início do tratamento. Mesmo assim, o efeito colateral costuma ser menor que os benefícios. Passiflora, melissa e rhodiola podem ser prescritas por nutricionista. Já o hipérico, o ginkgo e a valeriana são de prescrição exclusivamente médica no Brasil, assim como as plantas abaixo:

Fitoterápicos de prescrição exclusivamente médica:

  • Arctostaphylos uva-ursi Spreng. (uva-ursina)

  • Cimicifuga racemosa (L.) Nutt. (cimicifuga)

  • Echinacea purpurea Moench (equinácea)

  • Ginkgo biloba L. (ginkgo)

  • Hypericum perforatum L. (hipérico)

  • Piper methysticum G. Forst. (kava-kava)

  • Tanacetum parthenium Sch. Bip. (tanaceto)

  • Valerina officinalis L. (valeriana)

aprenda a prescrever fitoterápicos

Todas as estratégias de tratamento mental e metabólico estão interligadas. Entenda a melhoria da sua saúde mental e metabólica como uma jornada. Tenha paciência, seja bondoso consigo mesmo, cerque-se de profissionais competentes.

Uma maneira simples de manter seu estilo de vida saudável é estabelecer uma rotina. As rotinas podem ser úteis para reduzir o estresse, melhorar o gerenciamento do tempo e criar um senso de estrutura e previsibilidade na vida diária. Uma rotina que amo é a prática de yoga. Estudos mostram que o yoga contribui para o gerenciamento do estresse e a redução da ansiedade. A prática também contribui para redução dos sintomas depressivos (Bridges, & Sharma, 2017).

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Lembre: mesmo com todas estas estratégias, mantenha seus medicamentos. Não faça ajustes por conta própria, sem a supervisão do seu médico. Profissionais de saúde interessados em nutrição e cérebro podem aprender muito mais na plataforma https://t21.video.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Modulação GABAérgica no TEA

As questões de hipersensibilidade sensoriais no TEA têm relação com aquilo que chamamos de disfunção excitação/inibição, gerada, por exemplo, pelo aumento de glutamato e redução de GABA. Podemos, então, pensar na modulação GABAérgica do paciente.

Estudos mostraram uma possível ligação entre os níveis de Lactobacillus (como reuteri), os comportamentos relacionados ao TEA e o sistema GABAérgico, e sugeriram que essas bactérias podem regular a expressão dos receptores GABA no cérebro, secretando GABA, o neurotransmissor inibitório mais importante do SNC. Em camundongos, o aumento da expressão do receptor GABA no cérebro, associa-se a uma atenuação parcial de comportamentos antissociais e dos padrões repetitivos.

Outra possibilidade é o transplante de microbiota fecal (TMF), assegurando maior transferência de espécies bacterianas benéficos. Este tratamento apenas está aprovado no Brasil para o tratamento das infecções recorrentes e refratárias por Clostridium difficile, o que também é comum no TEA.

Em 2017, Kang e colaboradores avaliaram os efeitos de um protocolo de TMF na composição do microbioma intestinal e nos sintomas gastrointestinais e comportamentais do TEA em um estudo aberto envolvendo 18 crianças autistas com transtorno moderado e disfunções gastrointestinais graves. Os participantes receberam um tratamento de vancomicina de 2 semanas, uma limpeza intestinal e, em seguida, receberam por via oral ou retal uma dose alta de microbiota intestinal humana padronizada, seguida de doses orais diárias de manutenção mais baixas por 7–8 semanas.

Para definir se os efeitos do tratamento foram temporários ou duradouros, as respostas clínicas e a composição da microbiota intestinal foram monitorizadas durante um período adicional de acompanhamento de 8 semanas. Descobriu-se que tanto os comportamentos relacionados ao TEA quanto os sintomas gastrointestinais, especialmente dor abdominal, indigestão, diarréia e constipação, melhoraram significativamente no final do tratamento. O TMF resultou num aumento substancial na diversidade bacteriana intestinal e na contagem de bactérias benéficas, incluindo Bifidobacterium. Todos os efeitos benéficos foram mantidos após 8 semanas do final do tratamento e nenhum evento adverso grave foi descrito (Kang et al., 2017).

Dois anos mais tarde, os mesmos 18 indivíduos foram reavaliados num estudo de acompanhamento, a fim de investigar o impacto a longo prazo do MTT nos seus sintomas e no microbioma intestinal. Ao realizar os mesmos testes gastrointestinais e comportamentais empregados no ensaio original, observou-se que a redução dos sintomas gastrointestinais persistiu e a gravidade do TEA melhorou lenta e continuamente ao final do tratamento. Além disso, descreveram uma correlação positiva entre melhorias no IG e os principais sintomas do TEA, apoiando a hipótese de uma ligação clínica entre a saúde GI e o comportamento (Kang et al., 2019).

Outra opção para aumento de GABA é a suplementação de taurina sublingual (início com 50mg) ou L-theanina em doses mais elevadas. A fórmula pode ser associada à suplementação para neurotransmissão colinérgica, como Ment'active que pode inibir acetilcolinesterase com boa resposta. Outro produto interessante é o Brainfactor-7 (peptídio da seda), começando com 100mg ou magnésio L treonato, para melhoria do fluxo sanguineo cerebral.

Converse com um nutricionista e um neurologista para individualização.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/