Sinais de excesso de fungos

Fungos (leveduras) estão presentes no corpo de todo mundo. Contudo, indivíduos com comprometimento imune e disbiose intestinal podem ter um excesso de fungos. Existem muitas doenças causadas por fungos. As mais comuns são:

  • Infecções fúngicas nas unhas, que tornam-se frágeis, quebradiças, grossas e são difíceis de tratar. Esta infecção pode passar para a pele ao redor das unhas, como no caso do pé de atleta. Mais de 40 tipos de fungos diferentes podem estar envolvidos, como Trichophyton, Microsporum, and Epidermophyton (Havlickova, Czaika, & Friedrich, 2008).

  • Candidíase: infecção causada pela levedura Candida. Leveduras são tipos de fungo e a mais comum é a Candida albicans. Está presente na pele, na boca, na garganta, no intestino e na vagina. Quando multiplica-se excessivamente pode causar problemas como corrimento vaginal, dor nas relações sexuais, falta de libido, dor ou desconforto ao urinar. Mulheres grávidas, que usam anticoncepcionais, que tem baixa imunidade ou que fizeram uso recente de antibiótico estão em maior risco de infecção.

  • Outros tipos de infecções fúngicas são mais comuns em pessoas com sistema imune comprometido, como pacientes HIV positivos, pacientes em tratamento do câncer, transplantados ou pessoas fazendo uso de imunossupressores. As doenças fúngicas de destaque nestes casos são: aspergilose, candidíase, criptococus neoformans, mucormicose, pneumonia pneumocística, talaromicose.

Síndrome fúngica é um termo estranho

Síndromes são situações em que as causas não são bem compreendidas. Quando sabemos que uma doença é causada por fungos não deveríamos chamar de síndrome. Contudo, a internet muitas vezes normaliza certos termos. No caso da síndrome fúngica, alguns definem como uma condição em que os fungos começam a afetar vários sistemas, causando muitos sintomas como micose, corrimento, infecção urinária, cansaço crônico, compulsão por doces, bolinhas atrás dos braços, ansiedade, língua esbranquiçada, hipoglicemia, distúrbios intestinais, intolerância alimentar, inchaço abdominal.

Pode acontecer pela baixa imunidade, dificuldade de produção de ácido clorídrico ou enzimas digestivas, deficiências nutricionais, excesso de estresse e ansiedade, uso de antibióticos, disbiose intestinal.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

A falsa magra

Muitas mulheres magrinhas queixam-se de flacidez, baixo tônus muscular, celulite, excesso de fungos, acúmulo de gordura em regiões específicas do corpo. O que comemos, quando comemos, quanto comemos, se não fazemos restrições excessivas vão influenciar na saúde como um todo e não apenas na estética. Magrinhas com ansiedade, depressão, TPM grave, intestino que não funciona, resistência insulínica, ovários policísticos precisam de alimentação e suplementação adequadas, atividade física, bom gerenciamento do estresse.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Estresse oxidativo no autismo

O estresse oxidativo ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e a capacidade do corpo de neutralizá-las com antioxidantes. ROS são subprodutos naturais do metabolismo celular, mas níveis excessivos podem levar a danos e disfunções celulares.

Estresse oxidativo no Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Numerosos estudos científicos investigaram a ligação potencial entre estresse oxidativo e autismo. Um dos primeiros artigos sobre o tema foi publicado por Chauhan e Chauhan (2006). Os pesquisadores descobriram níveis aumentados de marcadores de estresse oxidativo, como peroxidação lipídica e oxidação de proteínas, sugerindo uma possível associação entre estresse oxidativo e autismo.

Na mesma época, Ming e colaboradores exploraram o papel do estresse oxidativo no autismo analisando os níveis de glutationa, um dos mais importante antioxidante do organismo. Os investigadores descobriram níveis reduzidos desta molécula, apoiando ainda mais a hipótese de que o estresse oxidativo pode desempenhar um papel no autismo. Senão como causa, pelo menos como gatilho. Posteriormente, um artigo de revisão de Rose et al. (2012) destaca estas e outras pesquisas que mostraram esta presença de marcadores de estresse oxidativo e inflamação em indivíduos autistas.

A presença de estresse oxidativo no autismo levanta possibilidades intrigantes para possíveis intervenções terapêuticas. O grupo de pesquisa do neurologista Richard Friye tem estudado o tema ao longo da última década, com várias publicações na área. Em suas pesquisas mostraram que insultos no início da vida (pré e pós-natais) como exposição a metais pesados contribuem para a disfunção mitocondrial e estresse oxidativo. E quanto mais cedo ocorrem estes insultos, maior é o risco de regressão e prejuízo no neurodesenvolvimento.

A disfunção mitocondrial pode significar para alguns uma mitocôndria hipofuncionante. Em outros casos pode ser hiperfuncionante. Vários genes têm sido associados aos prejuízos na função mitocondrial e, a depender, da alteração genética os desfechos serão distintos. Algumas doenças mitocondriais primárias e secundárias estão associadas ao TEA (Singh et al., 2020).

Nestes casos, uma esperança seria a edição de genes. Contudo, ainda há uma incapacidade de manipulação da sequência do DNA mitocondrial de forma eficaz. Enquanto isto, vários grupos de pesquisa testam medicamentos e suplementos que possam melhorar a função mitocondrial e reduzir o estresse oxidativo.

Na nutrição, estes compostos podem atuar em vias distintas, incluindo:

  • Suporte à cadeia transportadora de elétrons: coenzima Q10

  • Suporte aos carreadores de elétrons: vitamina B3 (niacina) e B2 (riboflavina)

  • Estoque de energia (creatina monohidratada)

  • Suporte à oxidação de ácidos graxos: L-carnitina ou acetil-L-carnitina, vitamina B7 (biotina)

  • Cofatores para enzimas mitocondriais: vitamina B1 (tiamina), ácido pantotênico (vitamina B5), vitamina B6 (piridoxina), vitamina B7 (biotina), ácido alfa-lipóico

  • Antioxidantes: coenzima Q10, L-carnitina, vitamina E, vitamina C

  • Suporte ao sistema Redox: vitamina B12 (metilcobalamina), vitamina B9 (metilfolato), N-acetil-cisteína (NAC), Zinco

  • Suporte ao ciclo do 1-carbono: ácido folínico ou leucovorina cálcica (B9 reduzida)

Pesquisas foram iniciadas em 2019 com o intuito de determinar a eficácia e segurança de tais intervenções. Contudo, a pandemia e outras contingências prejudicaram o andamento do estudo, que ainda não foi publicado.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/