Melancia no tratamento da hipertensão

A pressão alta é um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares como a insuficiência cardíaca, a insuficiência renal crônica, o derrame e o infarto. Assim, o controle dos níveis pressóricos é essencial para a saúde e a qualidade de vida.

A pressão sanguínea considerada ótima fica abaixo de 120x80mmHg, mas são considerados normais valores de 130x85mmHg e limítrofes valores até 139x89mmHg. Se sua pressão está acima destes valores investigue junto ao seu médico a causa, que pode incluir o próprio avançar da idade, abuso de bebidas alcoólicas, sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de sal, problemas renais, estresse, dentro outros.

O tratamento varia de acordo com a causa e além do tratamento medicamentoso inclui mudanças no estilo de vida tais quais a prática de exercícios físicos, a moderação no consumo de bebidas alcoólicas, o controle do peso,  a redução no consumo de sal e o aumento no consumo de frutas e vegetais. Como as frutas e as verduras são  alimentos com poucas calorias, baixo teor de gorduras e alto conteúdo de um nutriente importante para o controle da pressão, o potássio, a redução aproximada na pressão sistólica (PAS) com apenas a adoção desta estratégia pode chegar até a 14mmHg. O controle do peso também é muito importante. A cada 10 kg perdidos a PS cai entre 5 e 20mmHg.

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Voltando às frutas. Um estudo da Universidade da Flórida mostrou que o consumo de melancia pode ser uma arma natural contra a hipertensão. O que acontece é que a melancia é a melhor fonte de L-citrulina, um aminoácido que pode ser convertido em L-arginina. Este por sua vez é precursor do óxido nítrico, substância vasodilatadora. O simples consumo de L-arginina não é uma boa opção para todo hipertenso já que este suplemento pode causar náuseas, desconfortos gastrintestinais e diarréia. Em contraste, a melancia ou seu extrato são bem tolerados. Além disso, a fruta fornece vitaminas A, B6 e C, além de fibras, potássio e licopeno, protegendo o organismo contra radicais livres, diminuindo os níveis de homocisteína e regulando o funcionamento intestinal. Os pesquisadores acreditam que a suplementação futura de L-citrulina será uma alternativa capaz de diminuir as dosagens das drogas antihipertensivas. Até lá, melhore seu consumo de frutas e inclua a melancia no seu cardápio.

As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte entre as mulheres que estão acima do peso e na menopausa. Um estudo mostrou que aquelas que consumiram melancia por seis semanas apresentaram melhorias em marcadores relacionados a aterogênese sem alterar a composição corporal e o controle glicêmico.

A melancia é uma fruta saudável, rica em licopeno e flavonoides com poder antioxidante, anti-inflamatório e cardioprotetor. Como vimos, é fonte também de citrulina, que ajuda na redução da pressão arterial. Fora isso, é rica em vitamina C, vitaminas do complexo B, potássio...

Fontes: 

Arturo Figueroa, Marcos A. Sanchez-Gonzalez, Penelope M. Perkins-Veazie, Bahram H. Arjmandi.  Effects of Watermelon Supplementation on Aortic Blood Pressure and Wave Reflection in Individuals With Prehypertension: A Pilot Study. American Journal of Hypertension, 2010.

Shanely et al. Daily watermelon consumption decreases plasma sVCAM-1 levels in overweight and obese postmenopausal women. Nuttrition research, 2020.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

O câncer é resultado da modernidade?

Estudo publicado na Nature, por pesquisadores ingleses, sugere que o câncer é uma "doença produzida pelo homem". Foram estudadas centenas de múmias egípcias dos museus do Cairo e da Europa e nelas observou-se apenas 1 caso de câncer. A incidência de câncer explodiu na verdade após a revolução industrial em decorrência das mudanças na dieta e do aumento da poluição atmosférica. O professor Michael Zimmerman, foi o primeiro a detectar um caso de câncer em múmias do período Ptolemaico (305 a.C.) e explica: "como não existiam cirurgias para este tipo de doença, vestígios de câncer devem permanecer nos tecidos das múmias. Em decorrência da raridade observada, chega-se a conclusão de que esta é uma doença afetada pela industrialização."

Fonte: A. Rosalie David & Michael R. Zimmerman."Cancer: an old disease, a new disease or something in between?". Nature Reviews Cancer 10, 728-733 (October 2010) .

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Manual de tratamento para sobreviventes do câncer

A dieta vegetariana

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Circunferência da cintura aumentada na infância aumenta o risco de síndrome metabólica em fases posteriores da vida

Estudo publicado no International Journal of Obesity mostrou que crianças com circunferência da cintura aumentada (acima do percentil 75 para idade e sexo) possuem entre 5 e 6 vezes mais chances de desenvolverem a síndrome metabólica quando adultos.  O estudo analisou os dados de 2.188 Australianos por 20 anos, desde 1985. No início da pesquisa os indivíduos tinham de 7 a 15 anos de idade. Outros estudos já  haviam feito este tipo de acompanhamento porém analisando a repercussão do índice de massa corporal aumentado em outros estágios da vida. 

 Este estudo analisou o que acontecia com os adultos se, quando crianças, a circunferência da cintura estava acima do esperado. Os autores do estudo chegaram a conclusão que a medida da circunferência da cintura é uma melhor forma de se avaliar o risco cardiovascular e de síndrome metabólica, por isto, orienta que nos consultórios esta medida passe a ser avaliada tanto em crianças quanto em adolescentes afim de que medidas preventivas ou corretivas possam ser adotadas o quanto antes.

Fonte: 

M D Schmidt, T Dwyer, C G Magnussen, A J Venn. Predictive associations between alternative measures of childhood adiposity and adult cardio-metabolic health. International Journal of Obesity, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/