Por quê frutas e verduras protegem contra o câncer?

Um novo estudo encontrou uma possível explicação sobre os motivos pelos quais as frutas e verduras podem nos proteger contra o câncer. Um fragmento encontrado na pectina (um tipo de fibra), se liga e inibe a proteína galactina 3 (Gal3), uma das responsáveis pela progressão do câncer. Há tempos se sabe que o alto consumo de fibras (presentes exatamente nos alimentos de origem vegetal) protegem nosso organismo contra o câncer, especialmente aqueles do trato gastrintestinal. Porém os mecanismos protetores exatos ainda permanecem desconhecidos. Alem das fibras, outros carboidratos como as beta gliucanas também são consideradas importantes por suas propriedades anticancerígenas, também provavelmente em decorrência de sua ligação com proteínas específicas. 

Para saber mais: 

Recognition of galactan components of pectin by galectin-3 A. Patrick Gunning, Roy J. M. Bongaerts, and Victor J. Morris. FASEB J, 2008.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Deficiência de vitamina D está ligada a Parkinson e Alzheimer

Estudo publicado em outubro na revista científica Archives of Neurology mostrou que 55% dos pacientes com doença de Parkinson tem níveis deficientes de vitamina D. Na doença de Alzheimer este percentual também é maior do que em pessoas idosas saudáveis (41% x 36%). O achado acrescenta novas evidências de que doenças neurodegenerativas levam a deficiência de vitamina D. Tal nutriente essencial é produzido em nosso organismo com a exposição solar e também pode ser conseguido pelo consumo de laticínios, salmão, atum, alimentos (como cereais) fortificados e suplementos alimentares.

Um dos problemas é que a habilidade de produzirmos vitamina D pela exposição à radiação solar UV-B descresce com a idade, colocando os indivíduos idosos em risco. Ainda não se sabe se indivíduos com as doenças citadas ficam deficientes pois se espõem menos ao sol ou se a deficiência está envolvida na gênese ou progressão das mesmas. A insuficiência de vitamina D é diagnosticada se a concentração sanguínea for menor que 30 nanogramas/ml da 25-hydroxivitamina-D e a deficiência é diagnosticada quando os níveis caem abaixo de 20 nanogramas/ml. Níveis adequados de vitamina D devem ser mantidos já que a diminuição também aumenta o risco de câncer, doenças auto-imunes, esclerose múltipla e diabetes (Evatt et al., 2008). 

Vitamina D e imunidade

Valor laboratorial de vitamina D é aquele para manter sua absorção de cálcio. Mas pode não sobrar vitamina D para suas outras funções hormonais e imunológicas.

O livro de Michael F. Holick, "Vitamina D", é considerado uma referência essencial sobre a vitamina D. Ele oferece informações detalhadas sobre a importância este hormônio e como ele melhorar a saúde de todos.

Estudo publicado agora em 2022 mostrou que pessoas com vitamina D menor que 20 tiveram 14 vezes mais chance de morrer do que os pacientes com vitamina D maior que 40 ng/ml (Dror et al., 2022). Para pacientes com neuroinflamação indica-se níveis entre 60 e 90 ng/ml.

Não sabe seu valor no exame de sangue? O ideal é fazer. Não dá? Então tome pelo menos uma suplementação mínima de 2.000 UI. Algumas boas marcas:

- Now

- Vitafor

- Puravida (com vitamina A e K2)

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Gorduras são essenciais para o controle da fome

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Os lipídios (óleos e gorduras) são nutrientes essenciais para o nosso organismo. Fazem parte da estrutura de células, controla a temperatura do corpo e é fundamental para a produção de hormônios. Além disso, aumentam a saciedade, ou seja, diminuem a fome após a refeição. Tenha cuidado apenas para escolher tipos saudáveis como os abacates, nozes, castanhas e óleo de oliva. Estes tipos de gordura regulam nossa organismo e até melhoram o funcionamento do sistema nervoso.

Novos estudos da Universidade da Califórnia em Irvine e publicados na revista Cell metabolism mostraram que as gorduras desencadeiam a produção de um composto no intestino delgado que reduz a sensação da fome. Este composto, derivado da gordura, é a oleoylethanolamida (OEA), cuja produção é aumentada com a produção do ácido oléico. A OEA envia mensagens ao cérebro, ativando sensações de saciedade, produzindo a perda de peso e diminuindo os níveis de colesterol e triglicerídeos. Fontes de ácido graxo oleico: óleo de oliva, azeitona, nozes e castanhas. Também está disponível no óleo de canola, mas não gosto tanto pois alguns estudos mostraram que aumenta a susceptibilidade do LDL-c à oxidação.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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